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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Nei Lisboa Ruby Tuesday Legendado Inglês e Português Ao Vivo

Ruby Tuesday (The Rolling Stones) faz parte do CD de Nei Lisboa intitulado “Hi-Fi”, trabalho este gravado ao vivo em junho de 1998, no Theatro São Pedro (Porto Alegre).

Ele reúne um repertório de catorze canções dos anos 70 de músicos como Lennon & McCartney, Bob Marley, Paul Simon, Prince, Elton John, entre outros. São releituras acústicas de clássicos como Sometimes It Snows in April, Fifty Ways to Leave Your Lover, Norwegian Wood, I Shot the Sheriff interpretados pelo Nei (violão e voz) e Paulinho Supekóvia (violão e vocais). 




segunda-feira, 28 de março de 2022

Rock das "Aranha" x Killer Diller 02 - Mixagem


Mixagem das músicas Killer Diller (Jimmy Breedlove) de 1957, a qual o clássico Rock das "Aranha" de Raul Seixas se inspirou, invertendo a ordem da mixagem anterior.




Rock das "Aranha" x Killer Diller 01 - Mixagem


Mixagem das músicas Killer Diller (Jimmy Breedlove) de 1957, a qual o clássico Rock das "Aranha" de Raul Seixas se inspirou.



 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Juca Chaves no Jo Soares (1999)

A qualidade do vídeo não é boa, mas a apresentação deste comediante fantástico, nos dá a chance de reagir com algumas gargalhadas. 
O Juca Chaves é aquele artista cujo semblante já é motivo de nos provocar muitas risadas. 



sábado, 19 de março de 2022

Mixagem da Música NUNCA DIGA - Graforreia Xilarmônica & Pato Fu

Mixagem de algumas apresentações do Pato Fu e da Graforreia Xilarmônica interpretando a música NUNCA DIGA de autoria de Frank Jorge, músico gaúcho.

"Nunca Diga" é uma música da banda gaúcha GRAFORREIA XILARMÔNICA, de quem a banda mineira PATO FU já gravou outras músicas.


Segundo a vocalista Fernanda Katai, “Gostamos muito do Frank e todos os trabalhos que ele tem feito. É uma pena que a Graforreia Xilarmônica tenha acabado... a gente soube através dos amigos da 107. Escolhemos "Nunca Diga" porque é uma de nossas preferidas!


Fizemos um arranjo bem mais pesado do que o original, mas a melodia é tão forte que ela soa lindamente com mais guitarras, sem perder a essência criativa dos gaúchos.


A música fala sobre alguém tentando encontrar seu par único no mundo. Uma canção de amor-solidão-desencontro, sem ser simplesmente brega”.


Quando lhe foi perguntado se ela era amiga de Frank, ela respondeu que “(...) acha que sim!” Considera-o um amigão. “Conheço a família dele, estamos sempre em contato!” O Pato Fu tem aquele disco da Graforreia - Coisa de Louco II, “que é muito bom, a gente gosta demais”.


Conheci o Frank há uns dois anos, pessoalmente, em um show nosso lá no Opinião; e é uma música que a gente achava "desperdiçada", por pouca gente conhecer. O disco teve problema de distribuição, assim como o disco do Mascavo teve, também, daí a inclusão de Tempestade.


São bandas dos anos 90, que começaram depois do Pato Fu, e que não tiveram muita exposição ainda. E eu acho que isso deve mudar em breve, como agora a gente está tendo sucesso, eles devem ter em breve, também.


E a mudança da letra, foi no estúdio que a gente decidiu. Até então eu cantava como o Frank cantava, só que não tinha música de mulher falando sobre isso, reclamando do gosto musical dela própria, reclamando o direito de gostar das próprias coisas.


Realmente, é o homem que fala mais sobre o universo masculino, e fala que o da mulher não presta. Então a gente inverteu isso e o Frank gostou. É uma música que faz muito sucesso aqui e em outros lugares também, é uma das músicas que o pessoal que gosta de rock mais gosta, e o assunto é muito bom.


Acho que as coisas que o Frank escreve valem pelo assunto. Ele escreve coisas sobre relação, sem ser "baba", ele só escreve muito bem.”

Publicado em Televisão de Cachorro em 14 de maio de 2016.



Graforreia Xilarmônica - Nunca Diga

Querida nunca diga que eu tenho mal gosto

E saiba que o belo da vida ainda está pra nascer

Querida por favor olhe bem em meu rosto

E tente enxergar o que os outros não conseguem ver


Fui lhe mostrar um disco que eu comprei

De um cantor que eu sempre gostei

Mas você não me deu atenção

Voltarei pra casa pelo mesmo caminho

Escutarei o meu disco sozinho

Dentro do meu quarto na escuridão


Querida nunca diga que eu tenho mal gosto

E saiba que o belo da vida ainda está pra nascer


Fui lhe mostrar um disco que eu comprei

De um cantor que eu sempre gostei

Mas você não me deu atenção

Voltarei pra casa pelo mesmo caminho

Escutarei o meu disco sozinho

Dentro do meu quarto na escuridão


Querida por favor olhe bem em meu rosto

E tente enxergar o que os outros não conseguem ver

E tente enxergar o que os outros não conseguem ver

sábado, 30 de outubro de 2021

Simply Red Stars ao vivo (Legendado)


Anyone who ever held you Would tell you the way I'm feeling Anyone who ever wanted you Would try to tell you what I feel inside The only thing I ever wanted Was the feeling that you ain't faking The only one you ever thought about Wait a minute, can't you see That I Wanna fall from the stars Straight into your arms I, I feel you I hope you comprehend For the man who tried to hurt you He's explaining the way I'm feeling For all the jealousy I caused you States the reason why I'm trying to hide As for all the things you taught me It sends my future into clearer dimensions You'll never know how much you hurt me Stay a minute, can't you see That I Wanna fall from the stars Straight into your arms I, I feel you I hope you comprehend Too many hearts are broken A lover's promise never came with a maybe So many words are left unspoken The silent voices are driving me crazy After all the pain you caused me Making up could never be your intention You'll never know how much you hurt me Stay, can't you see That I Wanna fall from the stars Straight into your arms I, I feel you I hope you comprehend That I Wanna fall from the stars Straight into your arms I, I feel you I hope you comprehend



sábado, 9 de outubro de 2021

Eagles - Hotel Califórnia - Curiosidades & Mitos




Eleita a melhor música do século XX, esta canção sempre esteve envolvida em mistérios quanto ao seu significado. O que os autores da mesma efetivamente quiseram dizer na mesma.


A música “Hotel Califórnia” faz parte do quinto álbum da banda de rock Eagles, lancado em 1976, este álbum teve aproximadamente 16 milhões de cópias vendidas e foi considerado por críticos o “melhor álbum de todos os tempos”. A música conta a história de um cansado viajante que acaba ficando preso em um hotel de luxo, que inicialmente parece o lugar dos sonhos, posteriormente vira pesadelo.


A letra da música porém foi considerada obscura, muitos “viam o diabo na letra”, diversas teorias surgiram sobre o real sentido da letra, conheça as que ganharam mais adeptos.


Alguns acreditam que o “Hotel Califórnia”, de que trata a música, se referia na verdade a um hospital de psiquiatria situado entre Los Angeles e Santa Bárbara chamado “Camarillo State Hospital”, que funcionou entre os anos de 1963 a 1997. O hospital era o destino de muitos artistas que sofriam de problemas mentais, tuberculose ou, em muitos casos, para desintoxicação por álcool ou drogas. Em um dos edifícios deste hospital há uma torre com o sino das missões, construído em 1930, o que deu muito crédito a esta teoria, já que a música cita a frase “eu ouvi o sino da missão”.


Mas a teoria que acabou gerando mais polêmica foi a de que a letra da música não passava de uma metáfora para o inferno, seria uma “adoração ao diabo”.


Os pontos que mais reforçaram esta teoria foram: os trechos da música “tentar matar a besta” e “nós não temos este espírito aqui desde 1969”.


A capa do álbum também mostrava algumas pessoas na varanda de uma pousada na Espanha, porém sobre elas havia uma “figura sombria”, que diversas pessoas acabaram associando ao fundador da igreja de Satã (1966), Anton LaVey. A música teria sido feita para homenagear o local onde Lavey teria escrito a “Bíblia Satânica”. Por coincidência, ou não, a música também cita o ano de 1969, mesmo ano em que a “bíblia” foi publicada.


Levantou-se a hipótese dos integrantes do grupo Eagles estarem “envolvidos com ocultismo”, sendo “discípulos” de LaVey. Além disso, alguns identficaram a imagem de um fantasma na capa do álbum, acreditando que seria um homem a quem LaVey teria assassinado durante um ritual.


O real sentido da letra também foi associado à toxicodependência, acreditando que “Hotel Califórnia” seria na verdade um “código para cocaína”, descrevendo o efeito da droga. Esta teoria teve como base a frase “Logo à frente, eu vi uma luz trêmula… Minha cabeça pesou e minha vista embaçou”, representando a “viagem” do indivíduo sob o efeito da droga. Afirmam também que as iniciais do nome da música “H” e “C” significaria “High Cocaína”, “uma droga que depois que você experimenta não consegue mais largar”.


Um dos autores da letra, Don Henley, em declaração desmentiu estas teorias, dizendo que “a canção é uma alegoria sobre o hedonismo e relata o lado sombrio do sonho americano e sobre os excessos na América, principalmente no mundo da música”. Segundo ele, o álbum faz uma alusão a “corrupção das estrelas do rock pela decadente indústria fonográfica de Los Angeles” e a música “Hotel Califórnia” descreveria “uma prisão dourada onde o artista entra livremente e depois descobre que não pode mais sair”.


Vale ressaltar que o hotel da capa do álbum chama-se Beverly Hills Hotel, também conhecido como Pink Palace e a “suposta figura sombria” é uma modelo que foi contratada na época.


Entretanto, as teorias anteriores antes citadas foram abandonadas após as declarações feitas pelos autores da canção. Na realidade, a música refere-se aos excessos e tentações ao alcance de uma banda de rock experimentando o sucesso, como o EAGLES da primeira metade dos anos 70. A fundamentação para essa linha de pensamento vem especialmente das entrevistas dos membros da banda desde 1976.


O conteúdo da música provavelmente seja uma autobiografia do estilo de vida deles. Basicamente a letra trata de materialismo e excesso. Dentro dessa visão, o
"Hotel California" não seria um lugar, mas o universo de armadilhas e perdições para o fictício viajante, personagem principal da música. Uma vez dentro desse universo, a letra evidencia a dificuldade do "hóspede" para ir embora.

"Você pode pedir a conta quando quiser, mas jamais poderá sair...", salienta o último verso.


Ao longo de toda a canção está clara a inquietação deles sobre o preço a pagar pela facilidade de alcançar algumas coisas. Fica evidente o conflito entre o aspecto convidativo das tentações e o caminho sem volta ao qual elas acabam direcionando. A letra fala em banquetes, mulheres, flores, fartura, mas tudo isso andando junto ao questionamento do narrador sobre aquilo tudo ser o paraíso ou o inferno.


Parece sintomático o desconforto do compositor com a "prisão", no caso o "Hotel California", onde as celebridades são encarceradas ao alcançar o topo, em relação a drogas, álcool, mulheres ou ao próprio show business. Talvez tenha sido um momento de reflexão da banda sobre o alto custo, para eles, do lado dourado da fama e do sucesso.

Segue a seguir uma análise dos versos da música:


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On a dark desert highway

(Numa estrada escura e deserta)

Cool wind in my hair

(Vento fresco em meu cabelo)

Warm smell of colitas

(Cheiro morno de baseado)

Rising up through the air

(Subindo no ar)

Up ahead in the distance

(Logo à frente)

I saw a shimmering light

(Eu vi uma luz trêmula)

My head grew heavy and my sight grew dim

(Minha cabeça ficou pesada e minha visão embaçou)

I had to stop for the night

(Eu tive que parar para passar a noite)


Aqui é o começo de tudo, e é bem cena de filme de terror, né? Pessoa na estrada, música ao fundo, até que algo acontece e é preciso bater na porta de um lugar desconhecido para passar a noite.


There she stood in the doorway

(Lá estava ela, na entrada da porta)

I heard the Mission bell

(Eu ouvi o sino da Missão)

And I was thinking to myself

(E eu estava pensando comigo mesmo)

This could be heaven or this could be hell

(Aqui pode ser o céu ou pode ser o inferno)

Then she lit up a candle and she showed me the way

(Então, ela acendeu uma vela e me mostrou o caminho)

There were voices down the corridor

(Havia vozes pelo corredor)

I thought I heard them say

(Eu pensei tê-las ouvido dizerem)


A seguir vem o icônico refrão da música…


Welcome to the Hotel California

(Bem-vindo ao Hotel Califórnia)

Such a lovely place

(Que lugar encantador)

Such a lovely face

(Que rosto encantador)

Plenty of room at the Hotel California

(Vários quartos no Hotel Califórnia)

Any time of year

(Qualquer época do ano)

You can find it here

(Você pode encontrá-lo aqui)


O local é encantador, deslumbrante, paradisíaco e todos os adjetivos possíveis para um lugar de onde ninguém desejaria sair. Mas nada mais é que uma metáfora para a indústria musical e seus excessos.


Há alguns artistas que deixam o sucesso e tudo que vem com a fama subir à cabeça e dominar suas vidas, enquanto outros escrevem músicas que refletem os bastidores desse universo que pode não ser tão perfeito assim.


Her mind is Tiffany-twisted

(Sua mente é obcecada por joias da Tiffany)

She got the Mercedes Bends

(Se perde do mundo com sua Mercedes Benz)

She got a lot of pretty, pretty boys

(Ela tem vários belos, belos rapazes)

That she calls friends

(Que ela chama de amigos)

How they dance in the courtyard

(Como eles dançam no pátio)

Sweet summer sweat

(Doce suor de verão)

Some dance to remember

(Alguns dançam para lembrar)

Some dance to forget

(Alguns dançam para esquecer)


Como os membros do Eagles disseram, fica muito evidente se pensarmos na letra como se esse ela fosse a indústria e tudo o que vem junto à ela: joias, carros, amigos (e também os “falsos amigos”), festas, mulheres, bebidas, o sucesso, os bons momentos… Mas também os momentos vazios de sentido e de sentimento.


So I called up the captain

(Então eu chamei o capitão)

Please, bring me my wine

(Por favor, me traga meu vinho)

He said

(Ele disse)

We haven’t had that spirit here since

(Nós não temos essa bebida aqui desde)

Nineteen sixty-nine

(Mil novecentos e sessenta e nove)

And still those voices are calling from far away

(E ainda assim aquelas vozes estão chamando à distância)

Wake you up in the middle of the night

(Te acordam no meio da noite)

Just to hear them say

(Só para ouvi-las dizerem)


Essa estrofe gira em torno de uma metáfora com a palavra spirit quando é pedido um vinho para o capitão. Isso porque spirit pode se referir à bebida destilada, ou, como os compositores afirmam, à chegada da música disco e pop, que afastou o ativismo social que foi tão presente nos anos 1960.


Ou seja, quer dizer que todos estavam perdendo os ideais de 1969, ano do festival Woodstock. E o que resta? As vozes da indústria musical que ficam sussurrado, tentando ser convincentes.


Aqui há a repetição do refrão…


Mirrors on the ceiling

(Espelhos no teto)

The pink champagne on ice

(Champanhe rosé no gelo)

And she said

(E ela disse)

We are all just prisoners here

(Nós todos somos apenas prisioneiros aqui)

Of our own device

(Por nossa própria conta)


Mais referências à luxúria… Até que ela, a metáfora da jornada hedonista, diz que todos se tornam prisioneiros após entrarem no Hotel California, ou seja, se tornam reféns da fama, do sucesso, e, muitas vezes, das próprias escolhas.


And in the master’s chambers

(E nos aposentos do mestre)

They gathered for the feast

(Eles se reuniram para o banquete)

They stab it with their steely knives

(Eles esfaqueiam com suas facas de aço)

But they just can’t kill the beast

(Mas eles simplesmente não podem matar a besta)


Nessa estrofe todas as pessoas que estão no Hotel são convidadas para um “certo encontro” com o mestre. E essa tal besta que tentam esfaquear com todas as forças seria o ego, a rivalidade que a indústria cria entre as bandas, os pontos negativos que vêm junto com o sucesso.


Last thing I remember

(A última coisa que me lembro)

I was running for the door

(Eu estava correndo para a porta)

I had to find the passage back

(Eu tinha que encontrar a passagem de volta)

To the place I was before

(Para o lugar onde eu estava antes)

Relax, said the night man

(Relaxe, disse o guarda)

We are programmed to receive

(Nós somos programados para acolher)

You can check out any time you like

(Você até pode registrar a saída quando quiser)

But you can never leave!

(Mas você nunca poderá partir!)


Tá tudo bem querer desistir de tudo depois de começar a fazer sucesso? Talvez não seja assim tão fácil… Nesse verso, o “guarda” pode ser interpretado como os contratos, a indústria ou até mesmo os fãs.


Quer dizer que, mesmo se o músico ou a banda desistir de produzir, vão continuar pedindo que ele volte, que faça só mais um showzinho… Ou seja, ele pode até tentar sair da indústria, mas se for rentável ou muito querido, permanecerá.



Fonte:

rollingstone.uol.com.br
whiplash.net/
revista.cifras.com.br