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terça-feira, 21 de março de 2023

Reminiscências (*) 30

 AO NOVEL JUIZ

(Ao amigo Dr. Cláudio A. da S. Nicotti)



“DURA LEX SED LEX”. Assim diz um antigo provérbio.


Mas, meu caro magistrado,

use, também, a lei do coração.

Nas lides entre Capital e Trabalho

veja sempre, unicamente, quem tem razão.


Entre o Fato e o Direito

veja quem tem direito de fato...


Das aparências enganosas

fuja sempre para a luz.


Das partes em litígio ou questão

não busque jamais louvores.


Não sirva nunca a dois senhores,

mas somente ao Supremo Juiz.


Tenha sempre a Verdade como fanal

e creia no bem, e serás feliz.


NELSON DA L. FACHINELLI

( da JCJ de Criciúma )


Salve dia 18 de dezembro de 1970.



(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das ideias”.

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Sugestões para atravessar Agosto


“PARA ATRAVESSAR AGOSTO é preciso paciência, fé e não fé.

Paciência para cruzar os dias sem  se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau;

Fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro e

Não-fé para não ligar a mínima, às negras lendas deste mês de cachorro louco.

Também é necessário reaprender a dormir. 

Dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. 

São incontroláveis os sonhos de agosto:

se bons, deixam a vontade impossível de morar neles; 
se maus, fica a suspeita de sinistros augúrios, premonições. (...)”

Caio Fernando Abreu


segunda-feira, 28 de março de 2022

Rock das "Aranha" x Killer Diller 02 - Mixagem


Mixagem das músicas Killer Diller (Jimmy Breedlove) de 1957, a qual o clássico Rock das "Aranha" de Raul Seixas se inspirou, invertendo a ordem da mixagem anterior.




Rock das "Aranha" x Killer Diller 01 - Mixagem


Mixagem das músicas Killer Diller (Jimmy Breedlove) de 1957, a qual o clássico Rock das "Aranha" de Raul Seixas se inspirou.



 

terça-feira, 1 de março de 2022

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Jamaica Farewell - Harry Belafonte




Down the way

Where the nights are gay

And the sunshines daily on the mountain top

I took a trip on a sailing ship

And when I reached Jamaica I made a stop


But I'm sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Down at the market you can hear

Ladies cry out while on their heads they bear

Ackee, rice, saltfish are nice

And the rum is fine any time of year


But I'm sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Sounds of laughter everywhere

And the dancing girls swing to and fro

I must declare my heart is there

Though I've been from Maine to Mexico


But I'm sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


Down the way

Where the nights are gay

And the sunshines daily on the mountain top

I took a trip on a sailing ship

And when I reached Jamaica I made a stop


But I'm sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

 had to leave a little girl in Kingston town


Sad to say I'm on my way

Won't be back for many a day

My heart is down

My head is turning around

I had to leave a little girl in Kingston town


"On my way Harry. Holy cow. I don't know!"

domingo, 2 de janeiro de 2022

Significado dos nomes de estados brasileiros


Os indígenas, ou povos originários. como os chamamos hoje, nos legaram os nomes dos locais onde habitaram.

Quem não se espanta com os nomes de vários municípios de São Paulo que são às vezes difíceis de serem pronunciados?

Pindamonhangaba, Sorocaba, Itaquera, Itaquaquecetuba, Ubatuba, e por aí vai...

Segue, então, o significado dos nomes de alguns Estados brasileiros.

19 DICAS PARA ESCREVER BEM


1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre repetida!


2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.


3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?


4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!


5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!


6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.


7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!


8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.


9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!


10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.


11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!


12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!


13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”


14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!


15. Fuja de todas e quaisquer generalizações. Na totalidade dos casos, todas as pessoas que generalizam, sem absolutamente qualquer exceção, criam situações de confusão total e geral.


16. A voz passiva deve ser evitada, para que a frase não seja passada de maneira não destacada junto ao público para o qual ela vai ser transmitida.


17. Seja específico: deixe o assunto mais ou menos definido, quase sem dúvida e até onde for possível, com umas poucas oscilações de posicionamento.


18. Como já repeti um milhão de vezes: evite o exagero. Ele prejudica a compreensão de todo o mundo!


19. Por fim, lembre-se sempre: nunca deixe frases incompletas. Elas sempre dão margem a


Foto de Nina Leen com o premiado escritor James Michener,
ganhador do Prêmio Pulitzer de 1948.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Preconceito Linguístico

O R caipira do interior de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina deve-se ao fato de que os indígenas que aqui moravam não conseguiam falar o R dos portugueses, não havia o som da letra R em muitos dos mais de 1200 idiomas que falavam aqui.


Então na tentativa de se pronunciar o R, acabou-se criando essa jabuticaba brasileira, que não existe em Portugal.


A isso também se deve o fato de muitas pessoas até hoje em dia trocarem L por R, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme).


Com a chegada de mais de 1,5 milhão de italianos à capital de São Paulo o sotaque do paulistano incorporou o R vibrante atrás dos dentes, porta como "porita", e em alguns casos até incorporando mais Rs do que existem: carro como "caRRRo", se quem fala for de Mooca, Brás e Bexiga, bairros paulistanos com bastante influência italiana.


O R falado no Rio de Janeiro deve-se ao fato de que quando a corte portuguesa pisou aqui, a moda era falar o R como dos franceses, saindo do fundo da garganta, como em roquêfoRRRRt, paRRRRRi.


A elite carioca tratou de copiar a nobreza, e assim, na contramão do R caipira e 100% brasileiro, o Rio importou seu som de R dos franceses.


Do mesmo modo a corte portuguesa trouxe o S chiado dos cariocas, sendo hoje o Rio o lugar que mais se chia no Brasil, 97% dos cariocas chiam no meio das palavras e 94% chiam no final.


Belém do Pará ocupa o segundo lugar e Florianópolis em terceiro.


As regiões Norte e Sul receberam a partir do século 17 imigrantes dos Açores e Ilha da Madeira, lugares onde o S também vira SH. Viviam mais de 15 mil portugueses no Pará, quarta maior população portuguesa no Brasil à época, o que fez os paraenses também incorporarem o S chiado.


Já Porto Alegre misturava indígenas, portugueses, espanhóis e depois alemães e italianos. Toda essa mistura resultou num sotaque sem chiamento.


Curitiba recebeu muitos ucranianos e poloneses, a falta de vogais nos idiomas desses povos acabou estimulando uma pronúncia mais pausada de vogais como o E, para que se fizessem entender, dando origem ao folclórico "leitE quentE".


Em Cuiabá e outras cidades do interior do Mato Grosso preservou-se o sotaque de Cabral, não sendo incomum os moradores falando de um "djeito diferentE". Os portugueses que se instalaram ali vieram do norte de Portugal e inseriam T antes de CH e D antes de J. E até "hodje os cuiabanos tchamam feijão de fedjão".


Junto com os 800 mil escravos também foram trazidos seus falares, e sua influência que perdura até hoje em se comer o R no final das palavras: Salvadô, amô, calô e a destruição de vogal em ditongos: lavôra, chêro, bêjo, pôco, que aparece em muitos dialetos africanos.


A falta de plurais, o uso do gerúndio sem falar o D (andano, fazeno), a ligação de fonemas em som de Z (ozóio, foi simbora) e a simplificação da terceira pessoa do plural (disséro, cantaro) também são heranças africanas.


do livro "Mapa Linguístico do Brasil" de Renato Mendonça
e da Superinteressante (Set - 2021)


O livro (abaixo) é uma boa referência para contextualizar essa nossa mania de norma culta.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Reminiscências (*) 28

A NOIVINHA DO ARISTIDES

Estava eu à beira da estrada
Como sempre fazendo nada
Quando de repente, mesmo sendo presidente
E sob as leis e suas égides
Fui injustamente chamado
A NOIVINHA DO ARISTIDES.

O que a mulher disse eu não sei
Mas que história é essa de eu ser gay?
Teria sido pelos tempos de cadete?
Quando eu adorava pegar num cacete?

Afinal, ele era apenas meu instrutor (de judô)
Um cara muito sedutor
E eu queria ser um bom judoca
Mas acabei me tornando esta dondoca
Correndo igual uma gazela
Ah! Amo tocar vuvuzela
Ai minha goela...

Aristides, não ides
Prometo, serei eternamente tua noiva
Pouco importa o que eles dizem
Não vão me deixar com raiva

Deixe que falem sobre nosso passado
Nada fizemos de errado
Eu apenas admito
Mesmo sendo para eles um mito
Confesso tê-los enganado

Mas serei sempre tua fofuxa
E para meu eleitor escornado
Deixo um simples recado:
- Quem mandou bancar o trouxa?
                                            Ike Nicotti


(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das ideias”.

sábado, 20 de novembro de 2021

Músicas Que Tu Sempre Cantou Errado III

Aqui, duas músicas do Kid Abelha e uma interpretação da 

Cássia Eller na música de autoria de Frejat e Cazuza.


Apresentado no Canal Pipocando Música no YouTube 
por Bruno Bock e Zeeba.


segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Músicas Que Tu Sempre Cantou Errado II

 

Caros cantores de chuveiro.

Todo mundo tem aquela musiquinha e canta de um jeito que acaba pagando mico por soltar umas palavrinhas erradas.

Mas saibam que vocês não estão sozinhos nesta, galera, por isso preparem os ouvidos, porque apresentarei as músicas que vocês sempre cantaram errado.

Apresentado no Canal Pipocando Música no YouTube por Bruno Bock e Zeeba.

domingo, 14 de novembro de 2021

Reminiscências (*) 27

Quando tudo começou

Sei que erro às vezes
Valho-me da força bruta das palavras
Ditas quase sempre sem pensar
Atropelando as boas maneiras
Sugerindo não fazer as pazes
Pra depois as mágoas afogar.

Queria os céus em minhas mãos
Perder-me na imensidão infinita
Caminhar pela estrada em vão
Na direção onde ninguém habita
Enfim! Esquecer da razão...
E tudo aquilo que me irrita.

Dizer que queria nunca te conhecer
Que tu me fizestes muito mal
Seria insano fazer
Estou cansando desse recital
Queria apenas poder te esquecer
E isso seria loucura igual.

Mas muitas e muitas vezes me vali
Do uso equivocado das palavras
Pra expressar momentos bons
Que contigo vivi
Não podendo descompensar
O quanto me dediquei a ti.

Mas será que vale a pena?
Sabendo ser o amor traiçoeiro?
Vendo a vida em uma só cena
Transformando tudo em poeira
E fazer sentir muita pena
Ver arder e queimar na fogueira.

Ficar todo tempo de prontidão
Temendo situação obscena
Demonstrava minha lentidão
Em visualizar o problema
Hoje tenho as senhas pra poder te conquistar
E tantos segredos revelados pra poder te alcançar...

Gosto das palavras ditas para amar
Tu como ninguém sabes bem disso
Mesmo quando vinhas me destratar
Pensava: - O amor supera isso...
Mas vejo que contigo não é assim
Não interessa início... nem meio... apenas Sim!!!

Mas a vida já me mostrou antes
Momentos mágicos de verão
Litigantes, errantes e distantes
Mas sempre tive à disposição
Esperando tua vinda ao encontro
Teu encanto é minha mansidão.

Mas tudo tem razão de ser
Me esforço muito em reconquistar
Minha ansiedade de querer te ver
E cada dia ter que esperar
Só o céu pra poder me ajudar
E por mais um milagre torcer.

Mesmo enxugando lágrima
Não solto ao vento qualquer confissão
Apenas liberto a alma
E escancaro meu coração
Esperando com muita calma
As tristes noites que virão.

Nada tenho a desvendar
Ainda que veja agora
O que amanhã chegar
E tendo a sorte de viver sonhando
Resta a esperança de alcançando
Tudo isso poder superar.


(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das idéias."