Ganhe Bitcoins

quinta-feira, 20 de março de 2014

Precisava dizer isso...

Hoje resolvi ter uma conversa franca.

Não faço questão de ouvir mais uma vez tuas mentiras, tuas palavras falsas.
Afinal, tudo o que sai da tua boca e chega aos meus ouvidos, simplesmente, não me atinge mais.

Chega de acreditar, chega de me decepcionar.
Tu não mudaste até hoje e talvez não mude nunca mais.

Mas eu... Bom, eu mudei!

Eu me cansei dessa mesmice de todos os dias achar que tu vai surgir e, finalmente, cumprir ao menos uma das promessas que fez um dia.

Quanta inocência para uma pessoa só.
Não dá certo. Amor foi feito pra ser vivido a dois e não por um só. Se não é recíproco, se só te faz mal, então não há de ser amor...

Cansei de engolir cada palavra, algumas levaram dias e outras levaram anos até serem digeridas aqui dentro de mim.

E ainda hoje, tem dias que me dão um embrulho no estômago. Por vezes penso “Ah vai passar”. Mas não, nunca passa. É o ‘refluxo’ de tudo aquilo que tive vontade de dizer e engoli a seco com medo de te magoar.

Espera!!! MEDO DE TE MAGOAR?
Não acredito que fui capaz de escrever uma coisa dessas.
Quer saber? Por mim, que tu se magoe muito ainda com a vida. Acredite, ela não é tão linda quanto tu pensa e vai te dar muitos tombos ainda.

Vai sim, sabe por quê? Porque tudo o que vai... VOLTA!!! Sempre VOLTA!
Existem maneiras menos ridículas de ser, existem maneiras menos dolorosas de se dizer adeus á alguém. Acredite que com a mesma força que feriu, serás ferida. E sem essa de que EU QUERO QUE TU SEJAS MUITO FELIZ, não, eu não quero. Eu quero que tu pagues por cada promessa quebrada, por cada mentira, por cada palavra falsa que pronunciou.

Sabe o que eu quero? Que tu aprendas com a vida, porque ela não vai ser tão boazinha contigo.
Apesar de me doer falar assim de ti eu preciso ser firme contigo, mas principalmente comigo, porque se eu fraquejar nunca vou me perdoar.

Promessas quebradas e coração vazio, é isso o que restou de ti em mim, não dá pra chamar de amor, não pode ser amor, não quero que seja amor e o pior disso tudo é que algo ainda grita aqui dentro: 

SIM, É AMOR!!!

Toma vergonha coração e aprende a amar quem te quer, chega de sofrer por quem não te valoriza, chega de acreditar, de sonhar em vão. O tempo passa, coração e um dia a gente esquece... OU NÂO!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


RIO - Drinque mais famoso do Brasil, a caipirinha tem paternidade indeterminada e desperta paixões quanto à sua criação. Até hoje, duas correntes principais se dividiam quanto à invenção da célebre bebida. Enquanto uma sustenta que o feito é responsabilidade dos escravos, outra diz que ela era usada como remédio no interior do estado de São Paulo durante o surto de gripe espanhola em 1918. Porém, uma nova hipótese está sendo levantada por um historiador do interior do Rio.

Para Diuner Melo, Paraty — uma das maiores produtoras de cachaça dos séculos XVII e XVIII — é responsável pela criação. Ele encontrou uma receita da bebida em um documento de 1856 no arquivo público da cidade fluminense. Para o especialista, é o registro mais antigo a citar todos os ingredientes juntos. E Melo desafia: que outras fórmulas, anteriores, sejam mostradas.

— A cachaça com limão sempre foi usada no tratamento da gripe e de outro males. Porém, a cachaça com açúcar, limão e água, na falta de gelo, é uma invenção paratiense até que se prove o contrário. É um produto de Paraty até que seja encontrado em outra cidade um documento anterior a este, com a mesma receita — provoca.

A revelação está no segundo volume do "Roteiro documental do Acervo Público de Paraty", publicado pelo historiador em parceria com a colega Maria José Rameck. O documento encontrado é uma carta enviada à Câmara Municipal por João Pinto Gomes Lamego, engenheiro civil responsável pelas obras do cemitério da cidade. No texto, ele justifica o alto consumo de aguardente na obra com a epidemia de cólera na cidade.

Como a doença é transmitida pela água, ele achou prudente dar a bebida aos escravos: "A necessidade obrigou a dar essa ração de aguardente temperada com água, açúcar e limão, a fim de proibir que bebessem água simples", diz, no documento. O especialista Ricardo Luiz de Souza, contudo, acha que o drinque é anterior a essa data.

— Como sempre acontece com criações anônimas e coletivas, não é possível estabelecer uma data precisa para o surgimento dessa mistura. Se há algum documento que comprove ter ela sido feita já no século XVII eu desconheço, embora ache bastante provável seu caráter remoto — diz.
Professor do Centro Universitário de Sete Lagoas (MG), Souza publicou o artigo "Caipirinha, ou seja, cachaça, limão e açúcar: breve história de um relacionamento". Para ele, a bebida é responsabilidade dos escravos. Segundo o historiador, eles aproveitavam frutos menos nobres, como o limão, para temperar a aguardente.

— A mistura da cachaça com o limão apenas poderia ter sido promovida pelos escravos. Já a incorporação do açúcar à mistura, gerando a caipirinha, tal como a conhecemos hoje, é de paternidade reivindicada e duvidosa. Mas a base, sem a qual ela não existiria, é escrava e é anônima — sentencia.

Autor de "Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres", Jairo Martins defende que a bebida também era usada como remédio no interior paulista durante o surto de gripe espanhola no início do século XX. Mas, para ele, o drinque só surgiu anos depois, com a valorização de intelectuais modernistas brasileiros.

— Esse relato de Paraty é interessante, e trata-se do uso de um destes remédios. Essa receita foi utilizada para curar a gripe espanhola, mas só veio a se consolidar como drinque na Semana de Arte Moderna de 1922. Em suma, prefiro dizer que a caipirinha evoluiu de um remédio para um drinque, que se consolidou como tal em 1922.
* Reportagem publicada no Globo a Mais