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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Lições de um médico pau-d'água


Tu vais ao bar e bebe uma cerveja, bebe a segunda, a terceira e assim por diante.
O teu Estômago manda uma mensagem pro teu Cérebro dizendo:
- “Tchê!!! O que é isso??? O cara tá bebendo muito líquido, tô cheião!!!
Teu Estômago e teu Cérebro não distinguem que tipo de líquido está sendo ingerido; ele sabe apenas que "é líquido". 
Quando o Cérebro recebe essa mensagem ele diz: 
- "Tchê, o cara tá maluco!!!" e manda a seguinte mensagem para os Rins
- "Cara, filtra o máximo de sangue que tu puderes, pois a figura aí tá maluco e tá tomando muito líquido. Vamos botar isso tudo pra fora".
E os Rins começam a fazer até hora extra e filtram muito sangue e enche rápido.
Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se tu notares, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, pq além de água, vêm as impurezas do sangue. Os Rins aliviaram a vida do Estômago, mas tu continuas bebendo e o Estômago manda outra mensagem pro Cérebro:
- "Cara, ele não para, socorro!!!" e o Cérebro manda outra mensagem para os Rins:
- "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"
Os Rins filtram feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o álcool. Ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes; porque é água. E quanto mais tu continuas bebendo, mais o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e tu ficas mais "bunitim".
Chega uma hora que o teu teor alcoólico tá tão alto que teu Cérebro te desliga.
Essa é a hora que tu desmaias... dorme... capota... resumindo: essa é a hora que o teu cu não tem dono!!! 
Ele faz isso porque pensa: 
- "O cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele para de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele".
Enquanto tu estás lá, apagado (sem dono), o Cérebro dá a seguinte ordem pro Sangue:
- "Bicho, apaguei o cara; agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte. Como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".
O Sangue é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho, e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o Cérebro é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Sei que na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora, um copo d’água, porque na medida em que tu mijas, já repões a água.

(Texto retirado do "O bar do Zé)

quinta-feira, 24 de março de 2016

Sherlock Holmes x Sigmund Freud - A Cocaína

(...) A utilização da cocaína associada à morfina, ou como alternativa a esta, não se limitava exclusivamente à América. Sir Arthur Conan Doyle era um reconhecido usuário de cocaína, como seu famoso detetive, que utilizava tanto a cocaína quanto a morfina. Uma ampla comparação entre o interesse de Holmes e o de Freud pela cocaína é apresentada em ”Sherlock Holmes e Sigmund Freud”, de David Musto. A obsessão de Holmes pela droga é vivamente descrita por Watson nos parágrafos iniciais de O Signo dos Quatro (1888):

            Sherlock Holmes pegou o frasco sobre a lareira e a seringa hipodérmica no elegante estojo de pelica. Com seus longos, brancos e nervosos dedos, ajustou a delicada agulha e enrolou o punho esquerdo da camisa. Por um breve tempo, seus olhos se fixaram pensativos no antebraço e no pulso vigorosos, inteiramente marcados por inúmeras picadas. Por fim, introduziu até o fundo a ponta fina, pressionou o pequeno êmbolo e, com um longo suspiro de satisfação, deixou-se cair de novo na poltrona forrada de veludo.
            Havia muitos meses que eu testemunhava essa cena três vezes ao dia, mas o hábito não me resignara a ela. Pelo contrário, sua visão me irritava cada dia mais, e todas as noites a consciência me pesava, ao pensar que havia perdido a coragem para protestar. Repetidas vezes gravara na memória a promessa solene de abrir minha alma a respeito do assunto, mas no ar frio e displicente de meu companheiro havia algo que o tornava o último homem com quem se teria vontade de tomar qualquer atitude que se assemelhasse a uma liberdade. Sua grande capacidade, sua conduta irrepreensível e a prova que eu tivera de suas muitas qualidades extraordinárias tornavam-me tímido e relutante em contrariá-lo.
            Naquela tarde, contudo, fosse pelo Beaune que eu tomara no almoço ou pela exasperação adicional produzida pela extrema determinação de seu procedimento, senti de repente que não mais poderia calar.
            ̶  O que é hoje, morfina ou cocaína?  ̶  perguntei.
            Ele ergueu languidamente os olhos do velho volume de couro negro que havia aberto.
          ̶  É cocaína,   ̶  disse  ̶  uma solução de sete por cento. Gostaria de experimentar?
         ̶  Não, de modo algum,  ̶  respondi bruscamente  ̶  Minha constituição ainda não se refez da campanha afegã. Não posso me permitir submetê-la a um esforço adicional.
            Ele sorriu da minha veemência.  ̶  Talvez você tenha razão, Watson,  ̶  disse.  ̶  Creio que ela tenha uma influência fisicamente negativa. No entanto, acho-a tão transcendentalmente estimulante e clarificadora para a mente, que o seu efeito secundário é uma questão de pequena importância.
            ̶  Mas considere!  ̶  eu disse gravemente.  ̶  Pense no custo! Talvez, como você diz, seu cérebro esteja desperto e excitado, mas é um processo patológico e mórbido, que envolve crescente alteração dos tecidos e pode acabar levando a uma debilidade permanente. Pense na reação sinistra que toma conta de você. Seguramente não vale a pena. Por que deveria, por um simples prazer passageiro, por em risco toda essa capacidade de que foi dotado? Lembre-se de que falo não apenas como um camarada ao outro, mas como um médico a alguém por cuja constituição ele é até certo ponto responsável.
            Ele não pareceu ofendido. Ao contrário, juntou as pontas dos dedos e apoiou o cotovelo nos braços da poltrona, como quem aprecia a conversa.
            ̶  Minha mente   ̶  disse   ̶  se rebela contra a estagnação. Dê-me problemas, dê-me trabalho, dê-me o mais enigmático criptograma ou a mais intrincada análise, e eu estou no meu próprio ambiente. Posso então dispensar estimulantes artificiais. Mas detesto a rotina monótona da existência. Anseio pela exaltação mental. É por isso que escolhi a minha profissão específica, ou melhor, criei-a, pois sou o único no mundo.
             ̶  ... Permite-me perguntar se tem agora alguma investigação profissional em andamento?
            ̶  Nenhuma. Daí a cocaína. Não consigo viver sem trabalho intelectual. Para que mais vale a pena viver? Olhe pela janela. Já houve um mundo tão enfadonho, horrível e inútil? Veja como o nevoeiro amarelo rodopia rua abaixo entre as casas encardidas. O que poderia ser mais irremediavelmente prosaico e material? Qual é a vantagem de ter capacidades, doutor, quando não se tem campo para aplicá-las? O crime é lugar-comum, a existência é lugar-comum, e somente as qualidades que são lugares-comuns têm alguma função sobre a terra.

         Em resposta às perguntas de Watson sobre como o detetive poderia ter sido beneficiado pela conclusão bem-sucedida da saga O signo dos quatro, descobrimos que, nas últimas linhas do livro, Holmes está de volta ao ponto em que a aventura teve início:

             ̶  Essa divisão não me parece justa   ̶  observei.   ̶  Você fez todo o trabalho no caso. Eu ganhei uma esposa, Jones ganhou o mérito; diga-me, o que resta para você?
              ̶  Para mim   ̶  disse Sherlock Holmes,   ̶   ainda resta o frasco de cocaína.  ̶  E esticou a longa mão branca para apanhá-lo.
Texto extraído do livro Freud e a Cocaína

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A tristeza drena a nossa vitalidade


A tristeza saudável é uma emoção necessária. Ela dá ao nosso coração uma maneira de lamentar, aceitar e, por fim, superar as decepções da vida. Num nível profundo, a tristeza e a dor se mesclam, permitindo que lamentemos a perda daquilo que amamos.

Mas quando somos fustigados pela dor de uma perda que não conseguimos entender, ou que nos recusamos a aceitar, a tristeza pode nublar a visão das coisas e fazer com que nos fechemos. O entorpecimento causado pela tristeza inibe a capacidade de dar e receber amor, reconhecer as nossas bênçãos e aproveitar a vida.

Quando intensificada pelo medo de nunca mais sermos felizes ou estarmos inteiros novamente, a tristeza pode se tornar um abismo de autopiedade. O medo transforma a natureza purificadora da dor genuína num foco míope e autoindulgente sobre as nossas próprias falhas e perdas, que nos leva à auto-fixação. A tristeza destrói o nosso bem-estar emocional quando resvala numa espiral para a depressão e o abatimento.

As pessoas tristes acreditam que são ruins e, geralmente, se culpam pela dor que sentem e, embora seja pouco provável que essa emoção nos faça magoar outras pessoas, ela por certo faz com que magoemos a nós mesmos. A tristeza tóxica não processada nos leva a cometer crimes horríveis contra nós mesmos – o pior deles é o suicídio. As pessoas tristes bebem muito, comem muito, jogam ou gastam muito ou se entregam a uma série de outros vícios para mascarar a dor.

Estatísticas recentes mostram que, só nos Estados Unidos, mais de 18 milhões de pessoas tomam antidepressivos na tentativa de sair do buraco negro que representa um coração entristecido. Inúmeras outras encontram maneiras alternativas de se medicar.

Com muita frequência, porém, essas medicações nada mais são do que um paliativo para a tristeza que existe dentro de nós. Em vez de proporcionarem válvulas de escape saudáveis para as nossas emoções, esses medicamentos apenas permitem que a tristeza passe despercebida até que algum incidente autodestrutivo desencadeie sua liberação.


Quando nos recusamos a deixar que a tristeza se expresse, ela drena a nossa vitalidade, a nossa energia e, às vezes, a nossa vida.

By Debbie Ford.
Publicado em demodelando.wordpress.com

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mulher x Cocaína: Periculosidade e Efeitos


                   A conclusão – não precipitada, apenas preliminar – que se pode extrair de alguns trechos de músicas de determinadas canções, é a de que as mulheres são potencialmente mais periculosas que as “outras” drogas. Refiro-me especificamente à Cocaína e, mais especificamente ainda, aos trechos de duas canções de autoria de Cazuza e Léo Jaime que ora transcrevo:

                                      “(...) E por vc eu largo tudo,
                                      Carreira, dinheiro, canudo (...).”
...................................

                                        “Como é que um cara troca
                                        O brilho da carreira
Por uma carreira de brilho.
Sem saber se o vício,
                                        Distrai ou destrói.”

                   Não obstante o primeiro verso, em seu contexto geral, possuir duplo sentido (talvez pelos próprios conflitos vivenciados pelo autor, que deixo por ora de analisar), pode-se concluir, que o Homem pelo amor por uma Mulher, é capaz de largar tudo; tbém a Cocaína, mas principalmente a sua Profissão, esta fruto de um objetivo talvez planejada e almejada desde a sua infância.


                   Cabe recordar aqui a velha máxima “o trabalho dignifica o homem.”


                   Mesmo que não esteja explícito pelo compositor que o homem deixe de trabalhar, mas apenas largue sua carreira, concluo que qquer outra profissão por ele executada, mas não querida ou desejada, frustre parcialmente seus ideais que, para mim estão acima de tudo.


                   Já a Cocaína, pelo que se depreende no segundo verso, é vista como um elemento prejudicial ao exercício da atividade profissional do Homem, em grau muito inferior à Mulher, pois inclusive por ela (Mulher) ele é capaz de abandonar o uso de referida substância.


                   E tal ponto de vista vem a ser corroborada na segunda canção, pois o autor questiona o fato de abandonar um pelo outro.


                   Para falar a verdade, não questiona sequer isto, se analisarmos profundamente na forma como está exposta. Sim, pq além de por em dúvida a capacidade do Homem em cometer tal ato (e o faz com ares de decepção), interroga ainda, não o abandono total de um pelo outro, mas parcial, que é o “brilho” da carreira ao invés da perda ou cessação de seu exercício.


                   Exemplo disso podemos citar o que ocorreu com o pai da Psicanálise, Sigmund Freud em relação aos estudos da criação e elaboração do analgésico e anestésico, que o tornariam famoso e rico e, no entanto, por dedicação ao consumo da Cocaína, não foi possível concluí-los, deixando tais estudos em segundo plano. Sorte sua ter sido reconhecido pelos pesquisadores oficiais da criação daquelas substâncias, como o maior responsável pelos trabalhos por eles elaborados, enfatizando que não teriam sido possíveis sem a sua participação.


                   Hoje se sabe da importância dos estudos Freudianos passados mais de um século, mesmo que o relato supra tenha feito parte da vida do psicanalista.


                   Pelas letras das cações, podemos concluir que a Mulher é capaz de revirar a cabeça de um Homem, a ponto inclusive de fazê-lo abandonar sua carreira profissional, enquanto que a Cocaína não chega a tal extremo, acarretando isto sim, uma redução/perda da capacidade laborativa do Homem no desempenho de sua atividade profissional...

                   Mulher é foda!!!

                            Mas eita vício bom!!! rsss

                                      E qta dependência...


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Não Dirija Sob Efeito de Drogas


Falamos tanto por aí que:

SE BEBER, NÃO DIRIJA
SE DIRIGIR, NÃO BEBA!!! 

Entretanto, a campanha publicitária deveria ser ampla, extensiva, ao invés de se ater exclusivamente aos que ingerem bebidas alcoólicas, não acham???