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sábado, 9 de outubro de 2021

Orações para Bobby


Depoimento fantástico de uma mãe sobre o fato do filho ser gay. O amor sublime e soberano de uma mãe. O trecho em questão é parte do filme "Orações para Bobby". Trata-se de um filme baseado na história verídica de um jovem homossexual que aos 20 anos suicida-se. A sua mãe, sabedora da sexualidade do filho acredita "curar" o filho com base na religião e terapias, para quatro anos depois (1979) Bobby lançar-se de uma ponte.


Assista ao filme completo dublado em https://youtu.be/6KYaI3ER8Xg.


Publicado em 09 de junho de 2015.

sexta-feira, 30 de março de 2018

As Fases da Criança


                Atestado passado por um pediatra ressaltando as fases da criança e a importância do relacionamento pai x filho:

                 "ATESTO, por me haver sido verbalmente solicitado, que o menino Fulano de Tal, de cinco (5) anos de idade, é meu cliente desde o seu nascimento, bem como são meus clientes também suas duas irmãs, há mais de quinze (15) anos. O menino, nessa idade, está entrando numa fase importante de sua vida, no que diz respeito ao seu desenvolvimento afetivo. Esse desenvolvimento do ser humano passa por diversas fases, caracterizada por uma instância psicológica chamada Objeto Primário de Amor (OPA) que se refere à tendência afetiva básica da criança. Desde o nascimento e até os dois anos e meio (30 meses), a criança, seja menino ou menina, tem na mãe o objeto principal de seu amor, o que é fundamental para a estruturação de sua personalidade humana. A fase seguinte vai dos dois anos e meio (30 meses) aos cinco e meio anos de idade (5 ½), quando o Objeto Primário de Amor do menino é a mãe, mas não vista como mãe, mas como mulher. Ele vê no pai um rival. A finalidade desta fase é ser um ensaio de amor heterossexual. A fase que segue vai dos cinco e meio anos aos nove ou 10 (dez) anos de idade, quando o menino tem no pai o seu principal objeto de amor, sua tendência afetiva básica recai sobre a figura de seu pai. Nesta fase, o OPA da menina recai sobre sua mãe. Há uma intensa e necessária identificação do menino com seu pai. O menino se deslumbra diante de seu pai. E torna-se seu amigo incondicional, introjetando e imitando todas as suas atitudes. Introjeta, para gravar no seu inconsciente, imagens de ser homem. Imagens de ser homem esposo, de ser homem de trabalho ou não, de homem pai, de ser homem que não leva desaforo para casa, de ser homem de bom humor, ou de mau humor, etc. Todos os jeitos de ser homem, com isso moldando, dando um rumo ao seu próprio caráter e sua personalidade. Na fase subsequente, que vai dos nove (9) anos aos treze (13), quatorze (14) anos de idade, o Objeto Primário de Amor não é mais o pai ou a mãe. É o grupo. De início, essa sua tendência básica afetiva é para o grupo de meninos e mais adiante se volta para elementos do sexo oposto, as meninas. Estamos ressaltando a terceira fase descrita acima e que vai dos cinco e meio aos nove anos de idade, e durante o qual o seu relacionamento com seu pai assume uma fundamental importância. Esse relacionamento não pode ser prejudicado na sua continuidade, nem na sua qualidade, sob pena de prejuízos no desenvolvimento de sua vida afetiva, prejuízo esse que poderá se refletir na qualidade de vida, quando adulto. Por outro lado, na longa convivência com essa família, nós ficamos com uma impressão muito definida, a respeito do pai do menino em questão, no sentido de que se trata de pessoa correta, honesta, limpa nos seus negócios e nos seus demais relacionamentos, que tem demonstrado responsabilidade e desejo de ser correto e justo o melhor possível. Além disso, dedica-se, já há vários meses, em sessões semanais, em discutir e aperfeiçoar seus comportamentos, bem como dar um embasamento ao manejo o mais adequado possível às crianças, particularmente em seu filho, para este possa elaborar e compensar os sofrimentos por que está passando, e para que, por outro lado, seja melhor ajudado a desenvolver todas as suas potencialidades.

                        Porto Alegre, 30 de agosto de 1990."

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Pais e Filhos


MINHA MÃE ESTAVA A CAMINHO DA CLÍNICA

            “Uma amiga estava dirigindo, chovia bastante naquela terça-feira. As duas estavam nervosas, a situação, o temporal, as ruas alagadas. E a ilegalidade do que faziam. As duas atravessaram a cidade, pegaram aquela avenida que passa na beira do mar, pararam em um sinal vermelho na subida de um morro. Estavam há vários minutos sem conversar, em silêncio total dentro do carro. Dentro do fusca só o barulho da chuva forte batendo na lataria. A minha mãe estava indo me abortar.

            Acontece que meu pai, quero dizer, o homem que engravidou minha mãe, não queria ser pai. Tinha outra vida, outras prioridades. O homem tinha outros planos. Não era o homem pra ser meu pai. Talvez nenhum homem seria. Talvez minha mãe não conseguisse me criar sozinha. Talvez não era pra ser.

            Existem vários tipos de pai. Desatentos, inseguros, dedicados, ocupados, atrasados, estressados, agitados, brincalhões. Há pais que fazem tudo, e há pais que não fazem nada. Há pais que ajudam no tema, dão banho, fazem aviãozinho com a colher, contam histórias antes de as crianças dormirem. Há pais que ensinam a andar de bicicleta, que levam no estádio, que dormem no sofá e deixam os filhos dormir em cima. Pais que deixam os filhos fazer tudo. Distantes, carinhosos, inconvenientes, moderninhos. Há pais de todos os tipos.

            E há pais que decidem não ser pais.

            Foi o caso do homem por quem minha mãe se apaixonou. E é o caso de vários pais. Essa não é nenhuma história extraordinária, nem nada. É uma história bastante comum, na verdade. Há homens que não querem ter filhos. E, por favor, me respondam como isso pode acontecer? Como um pai pode não querer ser pai? Não sabe tudo o que irá perder!

            Uma vez uma senhora escreveu uma carta a Kurt Vonnegut, meu escritor favorito. Ela queria saber se, na opinião do sr. Vonnegut, que tanto tinha escrito sobre o terror da guerra e a má conduta crônica da raça humana, uma pessoa deveria ter filhos. O Sr. Vonnegut respondeu: “Não faça isso! Era o que eu queria lhe dizer. (...). Mas respondi que o que quase fazia valer a pena o fato de estar vivo pra mim, além da música, eram todos os santos que eu encontrava, que podiam estar em qualquer lugar”. (*)

            Este livro é dedicado às pessoas que acreditaram nesses santos.

            Não quero parecer catastrófico nem nada, mas é um ato de fé colocar filhos no mundo hoje. A previsão é de um futuro caótico, de mudanças climáticas, superpopulação, doenças epidêmicas e aumento da violência urbana. Ter filhos é acreditar no contrário disso tudo. Todo pai é um otimista.

            Ter filhos é ter fé em um futuro melhor. Um mundo onde nenhuma dificuldade é desculpa para fazer mal a outra pessoa. Um futuro onde as pessoas se respeitam mais e onde existe gente que faz o bem sem pedir algo em troca. Faz o bem porque é assim que tem que ser. Não por medo do inferno ou promessa de ir ao céu. Não porque terão alguma vantagem com isso. Não porque outras pessoas estão olhando. Mas porque isso é o que nos faz humanos.

            Naquele fusca barulhento, naquela terça-feira chuvosa, naquele sinal vermelho na subida de um morro minha mãe achou melhor voltar pra casa. Depois ela ligava pra remarcar. E depois foi ficando pra depois, e ela foi dando um jeito, e eu acho que conseguiu um emprego, e a barriga foi crescendo, e a barriga era eu. E eu nasci. E minha mãe foi meu pai. E tenho certeza que não foi fácil pra ela, mas aqui estou eu.”

(*) A man without a country (2005).


Texto extraído do livro “O papai é pop” de autoria de Marcos Piangers

sábado, 12 de dezembro de 2015

A Família Nicotti - Origem

Chiesa di San Rocco - Vicenza

A
estória se repete. A tradição continua. 121 anos atrás, um jovem enfrentava a imensidão do oceano em direção ao desconhecido, a procura de novos caminhos, assim como outros milhares de italianos esperançosos em busca de novos ideais.

Com sua bagagem, levou sua tradição, seu amor pela terra e a vontade de descobrir novos horizontes.

Trata-se do meu bisavô (FIORINDO FERDINANDO NICOTTI).

Minha Árvore Genealógica

Comecei com a pesquisa sobre a origem de meu antepassado, recompensada muito bem com o encontro de seu documento de um «Registro de Roda» de uma igreja (fora abandonado num instituto de Vicenza); ele partira sem qualquer documento que pudesse identificá-lo.

Livro de Registros da Roda

Meu bisavô tinha dezessete anos quando chegou ao Brasil em julho de 1888 no vapor “Europa”. Regularizou sua situação como estrangeiro em 1894, quando lhe enviaram da Itália a sua documentação.
Na realidade, o documento que lhe foi enviado da Itália, redigido em Vicenza em 9 de julho de 1891, foi endereçado da seguinte forma:

“Al Signor
Fiorindo Nicoti
America del Sud  -  Ferma in  Posta
Porto alegre”

... e, ainda que o endereço não fosse muito exato, o documento chegou ao seu destino (quase três anos depois).

Certificado de Nacionalidade do Vô Florindo (e envelope)

Não obstante tenha o mesmo vindo para o Brasil irregularmente, para não dizer clandestinamente, o mesmo não ocorreu com aquela que seria sua futura esposa (Vó Délia), também proveniente da Itália.

A “Vó” Délia (ELISA SERAFINA ADELINA GOBBI) veio com a família (pais e irmãos) para o Brasil em 1888, no mesmo navio. Tinha sete anos e mesmo que a navegação tivesse durado vinte e três dias, meus bisavós somente se conheceram em Porto Alegre, vários anos depois.

Passaporte dos meus antepassados

Casaram-se e tiveram um casal de crianças, dentre eles, o meu Vô ARMANDO NICOTTI (pai de meu pai, CLÁUDIO ARMANDO DA SILVA NICOTTI).

Transcorridos três gerações, eu, um de seus únicos descendentes, retornei a sua terra natal, atravessando aquele mesmo oceano, na época em vinte e três dias em navios a vapor, hoje em dez horas com moderníssimos aviões — também à procura de uma experiência de vida.

Dando continuidade ao sobrenome NICOTTI¹, mas tomando a direção contrária daquela seguida pelos meus bisavós (Itália - Brasil), concebi meu filho (PIER CLAUDIO MICHELON NICOTTI) na terra natal de meu antepassado.

A primeira "Foto" de meu filho - Pier Cláudio, com 17mm (1,7cm).

Vinte e três anos atrás, me encontrava em Casnate con Bernate (Como), uma localidade similar à Brêndola (Vicenza) ou Roncoferraro (Mantova) onde meus antepassados habitavam, ou seja, mesmos costumes, mesma gastronomia, mesmo modo de vida na qual viveram e que trouxeram ao Brasil. Senti-me completamente satisfeito porque além de ter encontrado aquilo que procurava, encontrei também, verdadeiros amigos.

Passado um século, acredito ter sentido aquilo que meu bisavô teria sentido se tivesse retornado à Itália:
SENTI-ME EM CASA.





CURIOSIDADES QUANTO AO SOBRENOME

Com a pesquisa da origem de minha família no Arquivo de Estado, trouxeram-me três grandes livros. Cada ano correspondia a cada letra (letra “L” = 1869; “M” = 1870 e “N” = 1871).

1871 foi o último ano que a “roda” foi utilizada.

Após ser introduzido na “Roda” que girada acionava um pequeno sino, o nenê era registrado em um livro pelo padre que designava o nome e sobrenome, observando algumas características (NASOTI, relativo ao nariz, NEVATI, relativo ao clima ou cor, etc.).

Mas o que o ele quis dizer com NICOTTI??

Abaixo seguem os sinônimos que encontrei, já que a palavra Nicotina como substância química do cigarro (fumo), fui forçado a descartar por tratar-se de um recém nascido:

NICOCIANA:       nicoziana (antigo nome da planta do tabaco)
NICOTINA:         (adj.) soporífero
SOPOR:                sopore, assopimento, sonnolenza
SOPORATIVO:     atto ad addormentare
                            (fig.) noioso, fastidioso
MODORRA:          sonnolenza da malati
                            sonno profondo
                            malattia negli ovini
                            (fig.) stùpido, ottuso
SOPORE:              sopor, modorra 


¹ O sobrenome Nicotti foi “inventado”, ou seja, foi atribuído ao
meu bisavô pelo padre da Igreja San Rocco no Ospizio Infanti Abbandonati Vicenza quando o “esqueceram” na Roda daquela Instituição.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma grande contadora de histórias


Segue um vídeo que mostra uma garotinha contando com muita propriedade uma história "selvagem".

O crocodilo mau, os pobres, as galinhas "encarceradas", as bruxas, o céu, o plano espiritual.

De tudo um pouco!!! Sempre em defesa dos fracos e oprimidos...

Essa menininha já poderia dar palestras sobre oratórias a muito marmanjo por aí.

Esse poderia ser chamado também de NÃO FECHA A PORTA II.




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Um Passado de Presente.

        Neste fim de semana eu e meu filho “pegamos” a estrada rumo à Santa Catarina - Praia do Rosa e Garopaba, como não poderia deixar de ser. Mas mais do que lazer, a viagem tinha como finalidade agilizar na venda de um terreno no Rosa que adquiri praticamente junto com o nascimento do Pier.

         Sonhos e planos cresceram juntos! E com o tempo, aqueles sonhos também foram mudando! Não só aquele espírito aventureiro existente quando da aquisição se transformou, mas respeitar o pensamento daquele em quem se pensava beneficiar e que tinha pouco mais de um aninho à época.         

         Alguns anos atrás eu e o Pier numa subida à Curitiba resolvemos fazer “escala” no Rosa para que houvesse formalmente uma apresentação do terreno ao Pier e vice-versa! E a localização do mesmo (Caminho do Rei), apesar de sua vista fantástica, não podemos dizer se tratar de fácil acesso, rs...




         De volta à 101 (“Briói”), o Pier demonstrando uma certa timidez, parecendo ter se preparado e tomado coragem para tecer um comentário, me dirige a palavra dizendo: 
“- Pai, vende!!!”


         Talvez eu tivesse esperando que alguém me dissesse isso para tomar iniciativa, coragem para fazê-lo!!! E com muita propriedade isso se deu com o aval de meu filho!!!


         Hoje muitos outros fatores contribuíram para que isso venha a se concretizar, mas dentre eles o mais importante é, sem dúvida, o fruto resultante da venda reverter-se em proveito do Pier que adquiriu seu próprio apartamento aqui em Porto Alegre.


         Certo é que, de uma forma ou outra, o objetivo que se tinha quando da compra de um terreno na década de 80 em local pouco ou quase nada explorado (nos dias de hoje é ainda um local bastante preservado da exploração imobiliária), nada mudou!!!     


         Destinava-se em benefício da maior preciosidade que o ser humano pode possuir e que não é passível de compra e venda... e que não há preço que se pague: um filho... seu bem estar... sua felicidade!!!         

domingo, 12 de maio de 2013

Mãe: Conta de novo - F. Carpinejar

Na foto: minha vó Iolanda e minha mãe Wilma
Se sua mãe conta a mesma história,
não é esquecimento, é orgulho de viver.

Se sua mãe conta a mesma história,
não é que ela está velha, é que você ainda não entendeu a mensagem.

Se sua mãe conta a mesma história,
não custa ouvir de novo. Afinal quando criança você sempre pedia para ela repetir a leitura dos livros.

Não vou oferecer um par de brincos para minha mãe,
vou oferecer meu par de ouvidos.

sábado, 28 de abril de 2012

EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO: Um Exemplo a Ser Dado


Sempre fui adepto desta teoria.
A de que o agente de trânsito estivesse ali para dar o exemplo.

Ainda que a educação seja algo que venha de berço, que tu leve ela para fora de casa, qdo se trata de uma educação específica, no caso a do comportamento frente ao TRÂNSITO, esta precisa ao menos ser modelada, para ser agregada aquela educação primária que nossos pais nos passaram.

Daí a importância deste tipo de ensinamento no currículo escolar.


VALE A PENA ASSISTIR!!!

DIGO ISTO, PRINCIPALMENTE, ÀS NOSSAS
"AUTORIDADES" DO TRÂNSITO,
mais especificamente AO PESSOAL DA E.P.T.C.
e seus funcionários (AZULZINHOS)


(*) O Agente de Trânsito Jobson Meirelles de Vila Velha,
que aparece no vídeo, foi homenageado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Consolando um amigo rival

Beira Rio e Olímpico - foto aérea

Fiz este vídeo em homenagem a um grande amigo, qdo estava passando por dificuldades pela má fase de seu time (Grêmio). Sua filhota - apaixonada pelo time (dela e do papai), ia para a escolinha e só ouvia gozações.
Não adiantava ele desligar a TV 
qdo apareciam notícias ruins do time.

As primeiras imagens são bilhetinhos 
meus para o Pier e vice-versa, 
qdo o Inter é quem passava 
por esta fase ruim na década de 90.