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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Metade x Inteiro

 ′′A outra metade ′′

Um ano de uma pequena reflexão que escrevi com base numa história verdadeira.

Lembre-se sempre que não somos metade, somos inteiros.

Ontem ouvi uma história sobre um velho que perdeu a esposa há alguns anos e junto perdeu a felicidade. A esposa dele era tudo para ele. Como ele disse, 'a sua cara metade'. Mas de ser um homem feliz, tornou-se um triste. Algumas pessoas que estavam comigo disseram "oh, isso é tão fofo" e eu fico completamente com a parte fofa, mas e a parte que ainda está aqui? A parte que ainda está viva? O que tem ele? 

Quando as pessoas acreditam em almas gémeas, elas também podem acreditar que não podem ser verdadeiramente felizes ou sentirem-se verdadeiramente amadas apenas por elas mesmas, para que encontrem alguém, a sua ′′ outra metade ′′ e esperam que esta outra pessoa as faça feliz, para que elas se sintam amadas . 

Na teoria, é uma bela história, e funciona enquanto as pessoas estão aqui, vivas. Mas o que acontece quando a outra metade morre? Parte de ti também morre? Parte de quem tu és agora desapareceu? Felicidade vira tristeza, simples assim? 

Toda esta ideia romantizada de alma gémea faz-nos esquecer que todos nós vamos morrer um dia. É assim que as coisas funcionam, esse é o fluxo natural da vida - princípio, meio e fim. Cada ser humano é por si só já completo, não metade, e colocar a nossa felicidade nas mãos de outras pessoas significa saber que sofreremos pela frente. 

Ontem ouvi uma história sobre um velho que perdeu a esposa há alguns anos e junto perdeu a felicidade. Mas ontem, queria ter ouvido uma história sobre um velho que perdeu a esposa, mas isso não afetou sua alegria, sua felicidade de estar vivo. 

Gostaria de ter ouvido uma história sobre um homem velho que sabia que tinha desfrutado de cada momento com a mulher que amava enquanto ela estava aqui. Eu queria ter ouvido uma história sobre um velho que sabia que ele era tudo o que precisava ser. Eu queria ter ouvido uma história de um velho que sabia que ele é um todo, e não metade.

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Músicas Que Tu Sempre Cantou Errado I

Um clássico da MPB de autoria de Belchior e consagrada na bela interpretação de Elis Regina: COMO NOSSOS PAIS





#poisé!!!

Apresentado no Canal Pipocando Música 

no YouTube por Bruno Bock e Zeeba.


segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Cazuza - O mundo é um moinho

O MUNDO É UM MOINHO
(Cartola)

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da(e) partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção O MUNDO É UM MOINHO
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés.


Adoro Cartola
interpretado por Cazuza, então!!!
Perfeito!!!

sábado, 9 de outubro de 2021

Orações para Bobby


Depoimento fantástico de uma mãe sobre o fato do filho ser gay. O amor sublime e soberano de uma mãe. O trecho em questão é parte do filme "Orações para Bobby". Trata-se de um filme baseado na história verídica de um jovem homossexual que aos 20 anos suicida-se. A sua mãe, sabedora da sexualidade do filho acredita "curar" o filho com base na religião e terapias, para quatro anos depois (1979) Bobby lançar-se de uma ponte.


Assista ao filme completo dublado em https://youtu.be/6KYaI3ER8Xg.


Publicado em 09 de junho de 2015.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Cachorros x Humanos




É comum ouvir críticas a quem trata cachorro como se fosse gente.

Concordo plenamente.

Cachorro é cachorro, gente é gente.

Cachorro tem que ser tratado como cachorro – com respeito à sua fidelidade, ao seu caráter. Pq cachorro não trai. Não mente.

Cachorro te ama pelo que tu és, seja lá quem tu fores: ministro do Supremo, senador petista ou indigente.

Cachorro não finge, não forja, não frauda. Cachorro só sabe o que sente.

Passa fome ao teu lado – e se não acha bonito não ter o que comer, pelo menos não te chama de traste, perdedor ou incompetente. Nem te dá uma pata na bunda e te troca por alguém mais atraente.

Cachorro não faz jogo de cena (nem todos, rs). Não guarda mágoa. Cachorro é emocionalmente inteligente. Perdoa sem que tu tenhas que implorar perdão. E, uma vez perdoado, o perdão é permanente.

PQ HAVERÍAMOS DE TRATAR UM SER ASSIM
COMO SE FOSSE GENTE???

Gente??? Estas também não devemos tratar como cachorro.

Pq não é qualquer um que merece carinho na barriga, cafuné na orelha, demonstração de amor sem motivo aparente.

Tirando o Mike Tyson, o Suárez e nós mesmos na hora do amor, gente não morde. Mas há outras formas de se cravar o dente. No coração, no bolso, na alma. Por vezes com veneno de serpente.

Gente fofoca, inveja, calunia. Te beija enquanto te entrega, e te odeia, sorridente.

Cachorro obedece, respeita, se submete. Mas só gente é subserviente.

Gente ama com ressalvas, faz promessas que não cumpre.
Só cachorro (e uma ou outra mãe) é que ama incondicionalmente.

Pq tratar como cachorro - que fica ao teu lado até a morte - alguém que te abandona de repente???

Não!!!

Seria totalmente sem noção e incoerente tratar gente como se fosse cachorro - e tratar cachorro como se fosse gente.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Crônica escrita no Jornal de Casnate con Bernate

Em outubro de 1986 fui convidado pelo Sr. Franco Magenta, um dos responsáveis pelo Boletim Informativo da cidade de Casnate Con Bernate, para que escrevesse uma visão que eu (como estrangeiro que lá vivia) tinha acerca daquele "paese" (município). 
Casnate Con Bernate é uma comuna italiana da região da Lombardia, Província de Como com cerca de 4.000 habitantes e distante 5 km da fronteira daquele país com a Suíça.





sábado, 21 de abril de 2018

19 Ilustrações brutalmente honestas que mostram o quão doente está a sociedade atual


A arte não é feita apenas para agradar os sentidos de seus fãs; também serve para transferir ideias e provocar pensamentos que nos convidam a refletir. E é exatamente isso que o artista austríaco Gerhard Haderer vem trabalhando. É uma série de ilustrações satíricas que ele vem elaborando há décadas e em que destaca por que a sociedade de hoje tem tantas falhas e está tão longe de ser perfeita.

No passado, Gerhard Haderer até mesmo enfrentou a justiça por causa de um de seus livros chamado "A Vida de Jesus", com o qual ele desencadeou uma onda de violência na Europa, e o escândalo foi notado especialmente na Igreja Católica. .

A história culminou em 2005, quando Haderer foi condenado na Grécia por insultar a comunidade religiosa e recebeu uma sentença de suspensão de seis meses. No entanto, alguns meses depois, este veredicto foi corrigido no processo de recurso e Gerhard Haderer foi absolvido da culpa.

Assim começou sua carreira de sucesso ...
O artista desenvolveu seu estilo realista quando trabalhou como ilustrador e designer gráfico em agências de publicidade no início de sua carreira.

Ele teve que passar por uma operação devido a um câncer que sofreu em 1985 e foi forçado a abandonar seus sonhos empreendedores e se tornou um cartunista independente e ilustrador satírico. Estes são alguns dos seus melhores trabalhos.


1. Que tipo de ser humano é esse?

"Um estranho no ninho."


2. Quantos estão assim agora?

Mais do que um hábito, já se tornou um hobby.


3. Hoje há mais mortes por selfies do que por ataques de tubarão.



4. Os sonhos não nos farão escapar da realidade.



5. A educação tem mais poder que as armas.



6. Como a sociedade realmente está...



7. Ninguém desfruta do que realmente vê.



8. Ironia da vida...



9. Um mundo cheio de sorrisos falsos.



10. Gordos de dinheiro...



11. O que aconteceu com o valor que devemos dar ao que temos?



12. Tempo em família.



13. Crianças sem infância.



14. Os encontros de hoje...



15. Pelo menos alguém parece se dar bem...



16. Os governos de hoje.



17. O que a sociedade fez com essas datas...



18. Privacidade? O que é isso?



19. Não ficaria melhor com os professores?




Publicado no site Boamente.com

sexta-feira, 30 de março de 2018

As Fases da Criança


                Atestado passado por um pediatra ressaltando as fases da criança e a importância do relacionamento pai x filho:

                 "ATESTO, por me haver sido verbalmente solicitado, que o menino Fulano de Tal, de cinco (5) anos de idade, é meu cliente desde o seu nascimento, bem como são meus clientes também suas duas irmãs, há mais de quinze (15) anos. O menino, nessa idade, está entrando numa fase importante de sua vida, no que diz respeito ao seu desenvolvimento afetivo. Esse desenvolvimento do ser humano passa por diversas fases, caracterizada por uma instância psicológica chamada Objeto Primário de Amor (OPA) que se refere à tendência afetiva básica da criança. Desde o nascimento e até os dois anos e meio (30 meses), a criança, seja menino ou menina, tem na mãe o objeto principal de seu amor, o que é fundamental para a estruturação de sua personalidade humana. A fase seguinte vai dos dois anos e meio (30 meses) aos cinco e meio anos de idade (5 ½), quando o Objeto Primário de Amor do menino é a mãe, mas não vista como mãe, mas como mulher. Ele vê no pai um rival. A finalidade desta fase é ser um ensaio de amor heterossexual. A fase que segue vai dos cinco e meio anos aos nove ou 10 (dez) anos de idade, quando o menino tem no pai o seu principal objeto de amor, sua tendência afetiva básica recai sobre a figura de seu pai. Nesta fase, o OPA da menina recai sobre sua mãe. Há uma intensa e necessária identificação do menino com seu pai. O menino se deslumbra diante de seu pai. E torna-se seu amigo incondicional, introjetando e imitando todas as suas atitudes. Introjeta, para gravar no seu inconsciente, imagens de ser homem. Imagens de ser homem esposo, de ser homem de trabalho ou não, de homem pai, de ser homem que não leva desaforo para casa, de ser homem de bom humor, ou de mau humor, etc. Todos os jeitos de ser homem, com isso moldando, dando um rumo ao seu próprio caráter e sua personalidade. Na fase subsequente, que vai dos nove (9) anos aos treze (13), quatorze (14) anos de idade, o Objeto Primário de Amor não é mais o pai ou a mãe. É o grupo. De início, essa sua tendência básica afetiva é para o grupo de meninos e mais adiante se volta para elementos do sexo oposto, as meninas. Estamos ressaltando a terceira fase descrita acima e que vai dos cinco e meio aos nove anos de idade, e durante o qual o seu relacionamento com seu pai assume uma fundamental importância. Esse relacionamento não pode ser prejudicado na sua continuidade, nem na sua qualidade, sob pena de prejuízos no desenvolvimento de sua vida afetiva, prejuízo esse que poderá se refletir na qualidade de vida, quando adulto. Por outro lado, na longa convivência com essa família, nós ficamos com uma impressão muito definida, a respeito do pai do menino em questão, no sentido de que se trata de pessoa correta, honesta, limpa nos seus negócios e nos seus demais relacionamentos, que tem demonstrado responsabilidade e desejo de ser correto e justo o melhor possível. Além disso, dedica-se, já há vários meses, em sessões semanais, em discutir e aperfeiçoar seus comportamentos, bem como dar um embasamento ao manejo o mais adequado possível às crianças, particularmente em seu filho, para este possa elaborar e compensar os sofrimentos por que está passando, e para que, por outro lado, seja melhor ajudado a desenvolver todas as suas potencialidades.

                        Porto Alegre, 30 de agosto de 1990."

sexta-feira, 23 de março de 2018

A Casa da Esquina - Família Jaeger


Essa é a casa de meus saudosos Vô Mário e Vó Iolanda. Aqui meu pai furou uma festa e conheceu minha mãe. Nessa casa nasceu minha irmã mais velha. Grandes recordações, muitas brincadeiras com meus primos. E até hoje guardo na lembrança o foguetório da Alvorada Colorada com a inauguração do Estádio Beira Rio em abril de 1969.
Enfim!!! Mas hoje trago aqui um depoimento de quem não viveu na casa, mas expressa seus sentimentos com muita propriedade. Obrigado pelas palavras, professora!!!

“Profª. Luiza Carravetta.

Prezados colegas, queridos amigos.
Acredito que todos têm uma casa da esquina.
Hoje compartilho a minha com muita ternura e saudade.
Luz e paz.

A CASA DA ESQUINA
Passei a infância e a adolescência na Vila do IAPI. Depois do primário no Grupo Escolar Gonçalves Dias, ganhei uma bolsa de estudos e fui para o colégio das freiras, o ginásio Santa Teresinha.
Saindo de casa, fazia um longo percurso a pé para chegar à escola. Como não tinha relógio, dois pontos de referência chamavam a minha atenção: o ônibus da Citral, que ia para Taquara, e a casa da esquina.
Quando o ônibus passava perto da casa da esquina, eu tinha noção de que estava no horário certo. Se ele estivesse mais próximo da vila, eu precisava apertar o passo. A minha rotina só era quebrada, quando fazia o trajeto de bonde, em dias de chuva ou quando o dinheiro da passagem permitisse.
No imaginário de guria pobre do IAPI, havia muitas fantasias sobre a casa da esquina: quem morava lá, como seria a vida daquelas pessoas que habitavam lá naquela casa enorme, de dois pisos, com aquelas bolas de cimento na frente, que tipos de cômodos havia, quais seriam os móveis.
Nunca tive inveja de nada, mas curiosidade em saber como seria viver numa casa grande, tão diferente do meu mundo, de quem vivia num apartamento de dois quartos numa metragem de 35 metros quadrados.
Há poucos dias, um grupo de ex-alunas do Santa Teresinha reuniu-se para um chá. Consegui uma brecha na agenda e fui me encontrar com as colegas de um passado distante.
O endereço do encontro era na esquina da Assis Brasil com a Emílio Lúcio Esteves.
Quando me aproximei do endereço enxerguei a padaria/confeitaria, localizada nada mais nada menos do que na casa da esquina.
Levei um choque. Fiz um “revival” de longínquas lembranças com gosto de uma vida pobre de bens materiais, mas rica de experiências. A guria do IAPI ia, finalmente, conhecer a casa da esquina.
Meu coração batia forte, mas foi serenando na medida em que eu adentrava naquele “não meu lugar”. Parecia que eu estava invadindo uma privacidade que nunca conheci.
No andar térreo, uma padaria bem sortida ocupava todos os espaços. No segundo piso, mesinhas de uma casa de chá. Num recinto separado, estava o meu grupo. Ali deveria ser um dos quartos. Havia uma toalha estampada sobre a mesa. Tudo simples, bem diferente do glamour que eu esperava.
No meu choque de realidade, voltei no tempo. Revivi, nos meus devaneios, uma noção de espaço, onde tudo parecia muito maior. Senti cheiros inconfundíveis de infância, de comida de mãe, de calor humano, de aconchego de um período de felicidade plena.
Retornar à casa da esquina me permitiu relembrar um período tão importante da minha vida. Vou deixar de lado a casa onde eu entrei. Que ela continue proporcionando encontros nos seus chás e na venda de pães, biscoitos e doces.
A minha casa da esquina continua sendo aquela, rica na minha imaginação, tecida por sonhos não vividos, mas sonhados e guardados num lugar muito especial do meu coração.

Luz e paz.”

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O Verão Gaúcho


Eu amo as praias do Rio Grande Do Sul, aquela areia grossa de fazer obra, aquele vento que lembra o furacão Catrina, aquela água que parece um Nescau, aquela gente super boa que tá devendo até a alma e fica postando foto com latão de Polar que comprou por R$ 3,09 no supermercado, é uma maravilha!

Experimenta esquecer as Havaianas e caminhar no paralelepípedo quente com o sol do horário de verão, vai saber o que os muçulmanos chamam de “Queimar no mármore do inferno".

Aquele supermercado lotado, cuspindo gente, a atendente super feliz te atendendo com aquele uniforme de no mínimo 5 carnavais, um ventiladorzinho no chão que mais parece a ventoinha do radiador jogando aquele vento quente na cara e as padarias que todo mundo chega ás 18 horas e já não tem mais pão.

Aqueles retardados que passam com som a todo volume ouvindo funk, dirigindo bêbados, de pés descalços, mexendo com as gurias na rua, buzinando a uns 80 km/h levantando poeira e jogando brita nos pedestres.

As sorveterias que vendem o sorvete de 6 reais o litro por 40 reais 3 bolinhas com calda, ainda vai lá as crianças e pegam mais os M&Ms, coco ralado, canudinho, etc. E vai pagando tudo - que custa 2 ou 3 reais o kg os mesmos 40 reais do sorvete, porque afinal tudo é por peso.

Chega de noite o cidadão caminhando no centro com a sua familia, vai lá tomar um capeta, 2 dedos de vodka vagabunda com leite condensado, um saquinho de polpa de fruta com gelo feito em casa, bate tudo no liquidificador que fez o de chocolate do cliente antes de você, mas tudo bem porque ele passou uma aguinha antes, e te serve o copão de 500 ml por 15 PILA!.

Ai as crianças que já tomaram uns sorvetes depois da janta, tomam uns golinho de capeta, ai elas é que viram os capetas. Decidem ir ao parque de diversões, carrinho bate-bate e se matam naquela bosta achando que tão no “Velozes e Furiosos”. Depois é a vez do Kamikaze, A PORRA DO KAMIKAZE que o dono do parque deixa cinto estragado e porta estragada pra dar mais medo ainda, e as pragas decidem andar naquilo. A mulher enchendo o saco dizendo é perigoso e o pai dizendo; "deixa, é seguro, eu conheço o operador do brinquedo, ele que tava tomando o capeta de chocolate antes da gente", este por sinal falou pro patrão que era só uma batidinha sem álcool, mas pediu pro cara da banquinha de bebidas enfiar 5 dedos de cachaça naquela porra só pra disfarçar.

Vai as cria andar no tal do "Kamikaze", E começa a mexer, já tem gente pedindo pra descer como se tivesse tido uma premonição de todo mundo morrendo. Ai desceu, aquela porra continua andando, e dá uma volta e outra, e as cria gritando e berrando, "O PAAAIIII, OLHA EU", e o PAI: "Cadê meu celular?", e aí o operador - mais pra lá do que pra cá, resolve parar aquela porra de cabeça pra baixo. ESSA É A HORA, A HORA DO VÔMITO... junta a janta, sorvete, os capetas e o Kamikaze, tá feito o estrago; aí vira aquela centrifuga de criança e começa a extrair até a alma das pragas. Tu ficas se perguntando: "DE ONDE VEIO ISSO TUDO, PORRA?". E desce as pragas, e ainda pedem: “DE NOVO, DE NOVO!!!”

Ahhh!!! As praias do Rio Grande Do Sul... como eu poderia não amar???


Texto de Marco Aurelio De Oliveira Pereira

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Pioneirismo no Transporte Rodoviário de Passageiros




A Empreza Jaeger & Irmão é digna do bom nome, da grandeza e do desenvolvimento rodoviário no Rio Grande do Sul

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Uma empreza que coopera com efficiencia no transporte de passageiros, cargas e encommendas para vários pontos do nosso Estado e de S. Catharina

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Uma organisação completa e perfeita que conseguiu radicar-se no conceito do nosso alto commercio e do publico rio-grandense

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Uma visita ao escriptorio central da Empreza Jaeger & Irmão, às 3 horas da madrugada, na occasião da partida de 4 dos seus modelares auto-omnibus para as praias balneárias

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O bom nome da Empreza Jaeger & Irmão, já tinha chegado até nós, porque ella é bastante conhecida, não só nesta capital e no Estado, como através de suas fronteiras, como uma organisação completa e modelarmente apparelhada ao fim a que se destina.

Alli, tudo prima, desde uma administração impeccavel, ao capricho, zelo, seriedade e capacidade de organisação.

E a prova do que vimos de affirmar, ahi está em um dos muitos serviços prestados pela Empreza Jaeger & Irmão, ao Rio Grande do Sul desportivo, levando, em uma de suas viagens á Capital de São Paulo o scratch que foi representar as cores do nosso Estado, no Campeonato Brasileiro de Foot Ball.

Foi uma viagem que, embora desfavorecida pelo tempo, chegou ao seu final em um lapso de tempo que muito recommenda a Empreza Jaeger & Irmão.

Não somos só nós que assim dizemos. Os nossos collegas da imprensa matutina desta capital já o disseram, não só em seus serviços telegraphicos como em suas secções redactoriaes. Além deste optimo serviço, que veio dizer do valor da Empreza dos irmãos Oscar e Mario Jaeger, outros, aliás, de maiores vultos, vem ella prestando a collectividade do Rio Grande do Sul: o transporte das malas do Correio para o interior do Estado, com uma regularidade impeccavel e o transporte de todos os jornaes diários da capital que chegam a seus pontos horas após a distribuição e á Florianopolis no mesmo dia de sua circulação.

E taes factos nos deram ensejo para uma visita á Empreza Jaeger 4.ª feira última, ás 3 horas da madrugada, hora da partida de seus carros ás praias balneárias e a Florianopolis.

Alli chegando, fomos recebidos pelo sócio gerente da Empreza Jaeger & Irmão, sr. Oscar Jaeger, nome destacado em nossos meios commerciaes e turfistas, a cujo desporte está ligado como criador e proprietário de vários parelheiros em actuação no hippodromo dos Moinhos de Vento.

Já era, pois, o illustre “turfman” nosso conhecido, pelo que não foi difficil o nosso desejo visado.

Apresentado por este distincto amigo, fomos conhecer o seu sócio, o sr. Mario Jaeger, a quem está entregue a direcção geral dos vehículos, quando em transito.

Após ligeira e amistosa palestra, já na presença de elevado numero de passageiros que aguardavam a hora da partida, conseguimos bater as chapas que illustram esta reportagem e que melhormente dizem da preferência publica pela conhecida Empreza portoalegrense, que tem seu escriptorio central à Praça dos Bombeiros, 185.

Nada menos de 87 passageiros, estavam, conforme presenciamos, confortavelmente accomodados, nos quatro caminhões, promptos para partirem.

Os empregados da Empreza activos e sob a direcção do fiscal geral nas viagens, zelavam pelas bagagens dos passageiros collocando as em lugares adequados nos próprios caminhões.

E já estava na hora da partida. Esta não podia ser retardada de accordo com as ordens do D.A.E.R., o sr. Mario Jaeger despede-se e dá ordens. Os caminhões se põem em movimento, um atraz do outro e rumam aos seus destinos.

Muitos adeus!... e Até a volta!...

O sr. Oscar Jaeger volta ao escriptorio, onde nos prestou mais as seguintes e interessantes informações:

- Isto que os amigos estão vendo, é sempre.

- O movimento dia a dia, augmenta de uma maneira phantastica, basta que lhe diga, não pode se attender a todos que nos procuram nos dias de partidas.

É necessário que nos peçam para reservar lugares, sempre com antecedência de um a dois dias, para que possamos attender a todos.


(Matéria publicada na revista A VOZ DO TURF - Janeiro de 1940)