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terça-feira, 22 de março de 2022

Dia Mundial da Água

Todos os dias deveriam ser celebrados como o Dia Mundial da Água. Esta data foi instituída pela ONU, em 22 de março de 1992, com a finalidade de conscientizar a população a respeito deste precioso bem.

O futuro da humanidade depende da preservação da natureza e dos recursos naturais, sendo a água um dos elementos primordiais e indispensáveis à manutenção e sobrevivência da vida na Terra, seja animal, vegetal ou humana.

Praticamente todos os seres vivos necessitam de água para sobreviver.


Quanto ao ser humano, 75% de nosso principal órgão, o cérebro. é composto de água e a maior parte de nosso corpo é formada por água: ela representa, em média, 60% de tudo o que existe dentro da gente.

Portanto, não a desperdice!!!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Perversidade - Luís Fernando Veríssimo



Trabalhadores do mundo, uni-vos – não que vá fazer alguma diferença. Os trabalhadores do mundo são vítimas da globalização perversa, que aboliu as fronteiras para empregadores atrás de mão de obra barata e desregulada, mas não para eles.

Nenhuma solidariedade é possível num mundo em que o capital vai atrás do lucro onde quer e o único internacionalismo permitido ao trabalho é a migração ilegal e o tráfego tétrico de empregos exportados cruzando com desemprego importado.

Economistas neoclássicos dizem que o exercício continuado do livre-comércio dará razão ao ur-clássico David Ricardo, que no século 18 teorizou que Estados nacionais explorando suas respectivas vantagens em recursos naturais, capacidade industrial e mão de obra acabariam se complementando e todos ganhariam com isso, inclusive os trabalhadores, no melhor de todos os modelos econômicos possíveis.

Mas o Ricardão tinha outra teoria, que chamava de “a lei férrea dos salários”. Para ele, mesmo no melhor dos mundos teóricos, os salários tenderiam a se estabilizar ao nível da subsistência mínima, já que o trabalho é um recurso universalmente disponível e infinitamente substituível.

A organização do trabalho a partir do século 19 e o crescimento dos sindicatos parecia desmentir esse fatalismo de Ricardo, pois os trabalhadores aos poucos deixaram de ser o lado indefeso do modelo ideal.

A legislação social, em maior ou menor grau, nos países industrializados – ou em países como o Brasil, em que a legislação de Vargas precedeu a industrialização – inviabilizava a teoria de Ricardo, pelo menos em tese, e retirava as condições para a confirmação da sua lei férrea.

A globalização perversa está restaurando essas condições.
O trabalho organizado perde a sua força até em países como a França e a Alemanha, onde sindicatos e movimentos sociais sempre tiveram grande participação política, e a receita para “responsabilidade” econômica aqui no quintal passa pela flexibilização de leis trabalhistas e outros eufemismos para roubar do trabalho o seu poder de barganha.

Trabalhadores do mundo inteiro, hoje incapazes de se unir, só têm a perder uns 200 anos de luta, mais ou menos.

Por Luis Fernando Verissimo
(26/08/2018 - Estadão)

sábado, 21 de abril de 2018

19 Ilustrações brutalmente honestas que mostram o quão doente está a sociedade atual


A arte não é feita apenas para agradar os sentidos de seus fãs; também serve para transferir ideias e provocar pensamentos que nos convidam a refletir. E é exatamente isso que o artista austríaco Gerhard Haderer vem trabalhando. É uma série de ilustrações satíricas que ele vem elaborando há décadas e em que destaca por que a sociedade de hoje tem tantas falhas e está tão longe de ser perfeita.

No passado, Gerhard Haderer até mesmo enfrentou a justiça por causa de um de seus livros chamado "A Vida de Jesus", com o qual ele desencadeou uma onda de violência na Europa, e o escândalo foi notado especialmente na Igreja Católica. .

A história culminou em 2005, quando Haderer foi condenado na Grécia por insultar a comunidade religiosa e recebeu uma sentença de suspensão de seis meses. No entanto, alguns meses depois, este veredicto foi corrigido no processo de recurso e Gerhard Haderer foi absolvido da culpa.

Assim começou sua carreira de sucesso ...
O artista desenvolveu seu estilo realista quando trabalhou como ilustrador e designer gráfico em agências de publicidade no início de sua carreira.

Ele teve que passar por uma operação devido a um câncer que sofreu em 1985 e foi forçado a abandonar seus sonhos empreendedores e se tornou um cartunista independente e ilustrador satírico. Estes são alguns dos seus melhores trabalhos.


1. Que tipo de ser humano é esse?

"Um estranho no ninho."


2. Quantos estão assim agora?

Mais do que um hábito, já se tornou um hobby.


3. Hoje há mais mortes por selfies do que por ataques de tubarão.



4. Os sonhos não nos farão escapar da realidade.



5. A educação tem mais poder que as armas.



6. Como a sociedade realmente está...



7. Ninguém desfruta do que realmente vê.



8. Ironia da vida...



9. Um mundo cheio de sorrisos falsos.



10. Gordos de dinheiro...



11. O que aconteceu com o valor que devemos dar ao que temos?



12. Tempo em família.



13. Crianças sem infância.



14. Os encontros de hoje...



15. Pelo menos alguém parece se dar bem...



16. Os governos de hoje.



17. O que a sociedade fez com essas datas...



18. Privacidade? O que é isso?



19. Não ficaria melhor com os professores?




Publicado no site Boamente.com

segunda-feira, 2 de abril de 2018

30 Coisas Que Tu Deves Parar De Fazer Para Ti Mesmo



1. Pare de perder tempo com as pessoas erradas.
2. Pare de fugir dos teus problemas.
3. Pare de mentir para ti mesmo.
4. Pare de colocar as tuas necessidades em segundo plano.
5. Pare de tentar ser alguém que tu não és.
6. Pare de se apegar ao passado.
7. Pare de ter medo de cometer erros.
8. Pare de se reprender por velhos tropeços.
9. Pare de tentar comprar felicidade.
10. Pare de procurar a felicidade exclusivamente nos outros.
11. Pare de ficar ocioso.
12. Pare de pensar que tu não estás pronto.
13. Pare de se envolver em relacionamentos pelas razões erradas.
14. Pare de rejeitar novas relações por que as antigas não funcionaram.
15. Pare de tentar competir com todo mundo.
16. Pare de ter inveja dos outros.
17. Pare de reclamar e sentir pena de si mesmo.
18. Pare de guardar rancor.
19. Pare de deixar os outros te rebaixarem ao nível deles.
20. Pare de perder tempo se explicando aos outros.
21. Pare de fazer as mesmas coisas de novo e de novo sem uma pausa.
22. Pare de negligenciar a beleza dos pequenos momentos.
23. Pare de tentar alcançar a perfeição.
24. Pare de seguir o caminho do menor esforço.
25. Pare de agir como se tudo estivesse bem, quando não está.
26. Pare de culpar os outros pelos teus próprios problemas.
27. Pare de tentar ser tudo para todos.
28. Pare de se preocupar demais.
29. Pare de focar naquilo que tu não queres que aconteça.
30. Pare de ser ingrato.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

7 “fatos” científicos que aprendemos errado na escola

O que você viu no colegial não vale mais para os cientistas.


Não é segredo que a educação científica no Brasil é problemática. A triste verdade é que a maioria dos brasileiros não aprende direito, não ganha gosto pela ciência e acaba esquecendo o pouco que aprendeu, para acabar se apegando a velhas crenças que são fáceis de explicar.
O problema talvez esteja mais no método que no conteúdo. Porque nosso currículo não é muito diferente do resto do mundo. E aí a gente topa em outros probleminhas: a ciência avança mais rápido que os livros didáticos, que tendem ao que é “seguro” e acabam refletindo consensos de décadas atrás.
Então, mesmo se você não está na maioria, e gosta e entende ciência, talvez ainda acredite em algumas coisinhas passadas na escola que nenhum cientista defende hoje. Veja só:

 

1. Os cinco sentidos


Tato, olfato, visão, audição, paladar. O clássico quinteto existe, mas você já ouviu falar em propiocepção? É nossa capacidade de saber onde está cada parte do corpo, sem precisar ver ou tocar. Dor e temperatura, outros sentidos óbvios, ficam na pele, mas não tem nada a ver com tato. Equilíbrio fica na orelha interna, mas não é audição. Você também tem sensores diferentes para notar que o pulmão, bexiga, estômago e intestinos estão cheios e percebe quando seu sangue está com pouco oxigênio, quando prende a respiração. Temos até mesmo um GPS no nariz.
Então, quantos sentidos existem? Bom, aí a porca torce o rabo. Na verdade, não é tão fácil assim definir o que é um sentido. Podemos chamar nossa percepção da passagem do tempo, sem nenhum órgão associado a ela, de sentido? No fim das contas, há quem fale em mais de 20 sentidos.
A certeza é que são mais de 5. Isso foi ideia de Aristóteles, há mais de dois milênios. Aristóteles é um pai da ciência, mas já passou da hora dos livros didáticos procurarem seu próprio apartamento.

 

2. A língua tem áreas diferentes para sabores, e eles são quatro



Ainda nessa de sentidos, talvez você se lembre do famoso mapa da língua, mostrando que o órgão tem partes separadas para detectar quatro sabores: salgado, doce, azedo e amargo.
Pra começo de conversa, são cinco. Também existe o umami (algo como “delicioso” em japonês), descrito em 1908 pelo cientista Kikunae Ikeda. Faz todo sentido, porque não tem outro nome: é aquela sensação de água na boca vinda do queijo, tomate, bife e – a inspiração de Ikeda – o dashi, caldo japonês de peixes e algas usado em ensopados. O sabor indica a presença de glutamatos, produzidos por seres vivos, e também vendido, na forma sintética, no Aji-No-Moto, criado um ano depois da explicação de Ikeda.
Os cinco sabores são percebidos da mesma forma na língua inteira. Não existem as áreas. O erro vem de 1901 por meio de um estudo falho que, por algum motivo, colou mesmo assim. Desde 1974 está provado que não tem nada a ver.
Outra coisa: o que chamamos de sabor (veja lá atrás a controvérsia dos sentidos) é mais percebido pelo nariz do que pela língua. Laranja e maçã tem tanto doce como azedo, mas parecem completamente diferentes, graças às suas propriedades químicas detectadas no nariz. E também à sua textura, percebida pelos sensores de pressão (tato) na língua.

 

3. As cores primárias são amarelo, vermelho e azul



Segundo as aulinhas de educação artística, misturando amarelo, vermelho e azul, podemos obter todas as cores. E você não pode obtê-las misturando nenhuma outra cor. Pura balela.
As verdadeiras cores primárias são ciano, magenta e amarelo. Simplesmente não dá para fazer qualquer cor com vermelho e azul. E dá para fazer azul com ciano e magenta e vermelho com amarelo e magenta. Qualquer um que já recarregou uma impressora deve ter percebido: as tintas vêm nessas três cores, e não nas do guache com que você sujou os dedos na terceira série.
Só que isso não é tudo. Essas são as cores primárias substrativas. Mas existe outro tipo de cores primárias, as aditivas.


Quando a gente fala em tintas, misturá-las é remover cores. Como ensinado na escola, a luz branca contém todas as cores. Quando ela reflete num material pintado, volta com menos cores (que percebemos como uma só). Quando você pinta uma parede branca de azul, o que está fazendo é impedir que ela reflita as outras partes do espectro luminoso. Misturando tintas, você reduz quais partes da luz branca são refletidas. O resultado é que, se você juntar as três cores primárias subtrativas, o resultado é preto, e não branco.
O branco é a união de todas as cores de forma aditiva. E podemos produzir cores dessa forma emitindo luz. Se você acender uma luz vermelha e outra verde, o resultado é amarelo, e não o marrom desagradável produzido ao se misturar tintas da mesma cor. Isso porque estamos ampliando o espectro luminoso ao adicionar mais partes dele à uma emissão de luz. Dessa forma, as cores primárias aditivas são azul, vermelho e verde. De fato, é assim que seus olhos funcionam: eles tem receptores para essas três cores.
As cores primárias erradas vem da Renascença, quando os pigmentos eram limitados. Desde o século 19 sabemos que não é assim.

 

4. Existem 3 estados da matéria



Sólido, líquido e gasoso, certo? Mas o que dizer do plasma, em que os elétrons se separam de seus núcleos, criando algo que parece gás, mas conduz eletricidade e pode ser controlado por campos magnéticos? Ou o cristal líquidocom propriedades tanto de sólido quanto de líquido, que também está na sua TV, mas não nos livros didáticos? E ainda o superfluidoum material que tem zero viscosidade, e corre para cima quando posto num recipiente?
Assim como no caso dos sentidos, existem muitos outros estados da matéria. A maioria deles só existe em condições raras e extremas, observados apenas em laboratório. Então, para simplificar, lembre-se pelo menos do plasma, que é comum, existe na natureza (no Sol e em raios) e é fácil de explicar: basta aquecer qualquer gás imensamente ou expô-lo a uma grande corrente elétrica.

 

5. Existem 9 planetas no sistema solar

Essa é manjada para quem vem acompanhando as notícias nos últimos anos. Plutão não é mais planeta. Então temos 8. Mas você sabe por quê? Veja abaixo o tamanho de diversos corpos celestes do sistema solar:


Plutão é menor que nossa Lua, e várias outras luas do Sistema Solar. Também é menor que Eris um “planeta” que não é ensinado na escola. E Tritão, uma lua de Netuno que, acredita-se, um dia foi um planeta anão livre. Se Plutão fosse um planeta, então eles também teriam que ser, e teríamos 11 planetas no sistema solar.
Como os astrônomos acham que podem existir dezenas de objetos como eles ainda não descobertos no Cinturão de Kuiper (área do Sistema Solar para além da órbita de Netuno, que inclui Plutão), eles preferiram criar a categoria de “planetas anões” no lugar de ficar mudando toda a hora a contagem de planetas.
Não tem um tamanho certo pra ser anão. Basta não ser grande e ter gravidade o suficiente para “limpar sua órbita”, isto é, fazer com que todos os objetos em sua órbita se tornem satélites, caiam no próprio planeta, ou sejam desviados para longe. Nossa órbita, por exemplo, é limpinha: tudo que havia no caminho hoje forma a Terra e a Lua.

 

6. Um átomo tem essa aparência



É tão bonito e clássico que mesmo agências científicas continuam a usá-lo. Mas completamente furado. O átomo das ilustrações, tão icônica que é um símbolo da ciência, é baseado no modelo atômico de 1911 de Ernest Rutherford. Ele imaginou os elétrons como planetas orbitando uma estrela.
Mas muita coisa aconteceu depois disso. Dois anos depois, Niels Bohr desenhou a coisa como os elétrons orbitando em diferentes níveis energéticos, que ficou mais parecido com o sistema solar:


Esse modelo é ensinado e cobrado em vestibulares. Só que a carruagem andou. Em 1927, Werner Heisenberg (sim, o ídolo de Walter White) postulou o princípio da incerteza. Que diz que é impossível se saber a posição e movimento exatos de um elétron. Então um átomo, na verdade, é formado por uma nuvem de elétrons. Eles podem estar em qualquer lugar nessa nuvem e podemos saber apenas a probabilidade de estarem em um lugar ou outro. Assim:


O que, vamos convir, não tem graça nenhuma. Vamos abrir uma licença poética aqui e continuar a usar o átomo bonito de antigamente em bonés, tatuagens e camisetas. Porque amamos ciência, Sr. White!

 

7. As cinco classes dos vertebrados



Peixes, mamíferos, aves, répteis e anfíbios. Parece moleza, não? Répteis têm escamas e vivem na terra; anfíbios não têm nada; mamíferos têm pelos; aves têm penas; peixes são os que respiram embaixo d’água, podendo ser ósseos ou cartilaginosos.
Você pode classificar os bichos pelas aparências. Foi o que o naturalista sueco Carl Linnaeus – nosso amigo Lineu – fez em 1735, após dar uma volta ao mundo observando os bichos, como Charles Darwin faria um século depois. Essa foi a primeira vez que mamíferos ganharam nome. Antes disso, eram simplesmente chamados de animais.
Mas fazer o que Lineu fez hoje em dia é meio que como dizer que um prédio é um tipo de caixa de sapatos porque ambos são retangulares. Desde Darwin, o que interessa não é como os bichos parecem, mas quais descendem dos mesmos ancestrais.
Lá atrás, há 3,7 bilhões de anos, no começo da vida, há um só ancestral para você, os cogumelos e as bactérias no iogurte. Bem mais recentemente, entre 5 a 9 milhões de anos, dependendo de a quem você perguntar, está o ancestral em comum entre você e o chimpanzé.
Então o que temos é uma árvore que vai se dividindo conforme uma espécie vai dando origem a outras, e assim por diante. Podemos dar nome ao que vem depois de um galho em particular, e isso faz sentido: todos os mamíferos descendem de um ancestral comum, por exemplo. Essa Lineu acertou.
A coisa complica com as aves. Se você olhar na árvore, vai ver que o galho delas descende dos dinossauros, que são répteis. Por si só, isso não seria um problema. Poderíamos muito bem fazer uma linha de corte aí e dizer que os dinossauros que sobreviveram são todos aves. O caso é que outras coisas que chamamos de répteis estão mais perto das aves que de outros répteis. Veja a encrenca:
Jacarés são parentes mais próximos das galinhas que eles são das tartarugas ou lagartos. Então, das duas, uma: ou aves são répteis, ou répteis não existem. Tartarugas, lagartos e cobras, e crocodilianos são cada um sua própria classe.
A solução mais moderna é extinguir as classes Aves e Reptilia e usar no lugar a Sauropsida, que inclui todos os répteis, incluindo dinossauros, e aves. Em bom português: esqueça os répteis. Cobras, jacarés e tartarugas são ramos diferentes do mesmo galho em que estão os urubus.
A verdade é que a velha classificação de Lineu é cada dia mais obsoleta. A árvore da vida é complicada demais para ela. Ao invés de falar em reinos, classes, ordens, famílias etc., os cientistas preferem hoje falar em clades, classificações mais flexíveis, sem hierarquia definida.

Publicado no site Super Interessante
Por Fábio Marton
1 ago 2017, 20h11 - Publicado em 2 dez 2015, 17h30