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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Redefinindo metas para 2018


As 11 regras de Bill Gates que ninguém te ensinará na escola


Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de cinco minutos, foi aplaudido por mais de dez minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. Vejam o que ele disse:

1. A vida não é justa... acostume-se.

Sim!!! A vida não é fácil — acostume-se com isso e pare de esperar que a vida te dê as coisas prontas... essas coisas que você pensa que “merece”.

 

2. O mundo não se importa com a sua autoestima. O mundo espera que você tenha sucesso, mesmo que não se sinta bem consigo mesmo.

O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo. Comece a fazer algo por você. Hoje e agora mesmo!

 

3. Você não ganhará $60 mil dólares logo depois de terminar a faculdade.

Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone. É preciso trabalhar duro para conseguir a recompensa.

 

4. Se você pensa que seu professor é rude, espere para conhecer seu futuro chefe.

Ele não terá pena de você. Ao invés de ficar em evidência na sala de aula, agora será diante de um escritório todo.

 

5. Trabalhar em um restaurante não atenta contra sua dignidade. Seus avós tinham outra forma de chamar essa atividade:

Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós chamam isso de oportunidade.  Tenha orgulho e lute pelo seu objetivo, o caminho nunca foi fácil.

 

6. Se você está errado, não culpe seus pais.

Se você fracassar, a culpa não é deles. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.  Pare de culpar todo mundo, assuma sua responsabilidade e aprenda com os erros.

 

7. Seus pais sabem coisas da vida, que você ainda não sabe.

Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto. Talvez antes de você nascer, eles não fossem tão chatos como são agora.

 

8. Na sua escola as pessoas não são separadas entre ganhadores e perdedores.

Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!   O resultado de uma prova não justifica os medianos.

 

 

9. A vida não está dividida em semestres.

Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.  Uma vez que a vida começa a seguir o seu percurso, gaste seu tempo com algo que valha a pena.

 

10. O que você vê na televisão não é real.

Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar. Na vida real as pessoas, de fato, não vivem em cafeterias convivendo com seus amigos, elas precisam trabalhar.

 

11. Seja amável com os nerds.

Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles. Sim, isso seguramente acontecerá.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Expressões Gaudérias - I


• Afiado como navalha de barbeiro caprichoso.
• Agarrado como carrapato em culhão de touro.
• Apertado como rato em guampa.
• Assanhada como solteirona em festa de casamento.
• Atirado como interesse de viúva.
• Aumentar como barriga de prenha.
• Bater mais que brigadiano na mulher.
• Brilhar como ouro de libra.
• Bueno como namoro no começo.
• Buliçoso que nem mico de viúva.
• Cair bem como chuva em roça de milho.
• Calmo que nem água de poço.
• Cara amarrada como pacote de despacho.
• Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento.
• Chiar como uma locomotiva no cio.
• Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.
• Comer mais que remorso.
• Como tosa de porco: muito grito e pouca lã.
• Contente como cusco de cozinheira.
• Contrariado como gato a cabresto.
• Dá mais que pereba em moleque.
• De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.
• Devagar como enterro a pé.
• Dormir atirado que nem lagarto.
• Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.
• Encardido como peleia de caudilho.
• Encordoado como teta de porca.
• Enfeitado como bidê de china.
• Engraçado como gorda botando as calça.
• Esfarrapado que nem poncho de gaudério.
• Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento.
• Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota.
• Esperto que nem gringo de venda.
• Extraviado que nem chinelo de bêbado.
• Faceiro como mosca em rolha de xarope.
• Feia como mulher de cego.
• Feliz que nem lambari de sanga.
• Fino e comprido como pio de pinto.
• Firme que nem prego em polenta.
• Frouxo como peido em bombacha.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Haia Lispector



Clarice Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana —, autora de romances, contos e ensaios, sendo ... 
Nascimento: 10 de dezembro de 1920, Chechelnyk - Ucrânia. 97 anos
Falecimento: 9 de dezembro de 1977, Rio de Janeiro - RJ.     40 anos
Nome completo: Chaya Pinkhasovna Lispector


Clarice Lispector
(1926-1977)

Clarice Lispector nasceu em 1926 na Ucrânia e, ainda pequena, mudou-se com a família para Recife, Pernambuco. Mais tarde, veio para o Rio de Janeiro, onde estudou Direito. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou em Nápoles, Itália, no hospital da Força Expedicionária Brasileira. Após a guerra, morou na Suíça e nos Estados Unidos.
Seu primeiro romance, Perto do coração selvagem, escrito aos 17 anos, foi publicado em 1944 e lhe valeu o Prêmio Graça Aranha. Depois de publicar A maçã no escuro (1961), despertou o interesse da crítica literária que a situa, junto com Guimarães Rosa, no centro da ficção de vanguarda. Em sua obra descobre-se um uso intenso da metáfora, atmosfera íntima e ruptura com a realidade baseada em fatos, principalmente em A paixão segundo G. H. e Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres.
No contexto da nova literatura brasileira, a obra de Clarice Lispector se destaca pela exaltação da vivência interior e pelo salto do psicológico para o metafísico. No plano ontológico, Clarice produziu o encontro entre uma consciência e um corpo, em estado de materialidade neutra. Em sua narrativa podem ser identificadas várias crises: do personagem-ego, não através do intimismo, mas na busca consciente do supraindividual; da narrativa, através de um estilo inquisitivo; da função documental da prosa romanesca — Clarice parte do presuposto de que toda obra é romance de educação existencial.
De sua vasta produção literária, desde A cidade sitiada (1949) até A bela e a fera (1979), merecem ser lembrados os contos de Laços de família e A legião estrangeira e os romances A imitação da rosa (1977), Água viva (1977), A hora da estrela (1977, filmado por Suzana Amaral em 1985) e Um sopro de vida (1978). Morreu no Rio de Janeiro em 1977.

Fonte: Enciclopédia Encarta - 2000 Microsoft

domingo, 19 de novembro de 2017

Síndrome da Supermemória


A mulher com síndrome rara que a torna incapaz de esquecer qualquer acontecimento de sua vida


"Quando eu tinha mais ou menos uma semana de idade eu lembro de estar enrolada em um cobertor rosa de algodão", lembra Rebecca Sharrock."Por algum motivo, eu sempre sabia quando era a minha mãe que estava me pegando no colo, eu sempre soube instintivamente disso e ela era minha pessoa preferida".


Considerando que a memória da maioria das pessoas não é capaz de gravar acontecimentos anteriores aos quatro anos de idade, pode ser fácil pensar que a descrição de Sharrock seja um sonho nostálgico em vez de uma memória real. Mas a mulher australiana de 27 anos não tem uma memória comum - ela foi diagnosticada com uma síndrome rara chamada "Memória Autobiográfica Altamente Superior", ou HSAM na sigla em inglês, também conhecida como Hipertimesia ou Síndrome da Super Memória. Essa condição neurológica única significa que Sharrock consegue lembrar de absolutamente tudo que ela fez em qualquer data.


Pessoas com essa síndrome podem se lembrar instantaneamente e sem esforço algum de qualquer coisa que fizeram, o que vestiram ou onde estavam em qualquer momento da vida. Elas podem lembrar de notícias e acontecimentos pessoais com tantos detalhes e com uma exatidão tão perfeita que são comparáveis a uma gravação.


Ao crescer, Sharrock pensava que todos lembravam das coisas como ela. Até que um dia seus pais a chamaram para ver uma reportagem na TV sobre pessoas com HSAM. "Era 23 de janeiro de 2011", lembra ela. "Quando aquelas pessoas começaram a lembrar de suas memórias, os repórteres diziam 'é incrível'. Eu disse aos meus pais 'por que eles dizem que isso é incrível, não é normal?'". Seus pais explicaram a ela que não era normal e que achavam que ela tinha a mesma síndrome.


Depois de entrar em contato com os especialistas citados na matéria, Sharrock foi examinada e então diagnosticada em 2013. A HSAM só foi descoberta por volta do ano 2000 e na época sabia-se que apenas 60 pessoas no mundo tinham a síndrome.


Por que algumas pessoas nascem com a Super Memória? As pesquisas ainda estão em andamento, já que existem tão poucas pessoas com a síndrome no mundo e a área ainda é relativamente nova. Mas alguns estudos indicam que o lobo temporal (que ajuda no processamento de memória) é maior nos cérebros das pessoas com HSAM, assim como o núcleo caudado, que ajuda no aprendizado mas também pode influenciar na síndrome obsessivo-compulsiva.


Ter uma Super Memória significa que as memórias são gravadas em detalhes vívidos, o que é fascinante em termos científicos, mas pode ser uma praga para quem tem a síndrome.


Algumas pessoas com HSAM dizem que suas memórias são muito organizadas, mas Sharrock (que também foi diagnosticado com transtorno autista) descreve seu cérebro como "entupido" e diz que reviver memórias lhe dá dor de cabeça e insônia.


Também há um lado obscuro, já que Sharrock sofreu de depressão e ansiedade por causa disso. Sua memória extraordinária faz com que ela se sinta em uma máquina do tempo emocional. "Se eu estou lembrando de algo que aconteceu quando eu tinha três anos, minha resposta emocional à situação é semelhante à de uma criança de três anos, mesmo que minha mente e consciência sejam de adulta", diz ela. Essa disparidade entre cabeça e coração faz com que ela se sinta confusa e ansiosa.


Apesar disso, Sharrock aprendeu a tentar usar memórias positivas para superar as negativas: "No começo de todo mês, eu escolho todas as melhores memórias que tive naquele mês em outros anos". Reviver acontecimentos positivos facilita na hora de lidar com as "memórias invasivas" que a fazem se sentir mal.


A Super Memória também pode nos dar uma percepção sem precedentes sobre como bebês e crianças veem o mundo. Sharrock descreve o que lhe chamou atenção quando era um bebê, assim como quando aprendeu a caminhar. "Eu estava no meu berço, virei a cabeça e vi coisas ao meu redor, como o ventilador. Fiquei fascinada por aquilo. Só quando eu tinha um ano e meio que me antenei, 'por que não me levanto e vou explorar o que deve ser aquilo?'"


Outro aspecto dessa habilidade é como ela pode afetar o sono de pessoas com HSAM. Sharrock diz que agora, como adulta, "eu posso controlar meus sonhos e raramente tenho pesadelos porque eu penso que se alguma coisa assustadora acontecer eu posso mudar a sequência".


Mas não foi assim quando era bebê, já que quando começou a sonhar, por volta dos 18 meses, ela não sabia diferenciar sonho de realidade. "É por isso que eu chorava à noite", explica, "mas eu não conseguia verbalizar". Talvez as pessoas com HSAM tenham uma habilidade maior de viver sonhos lúcidos.


Agora, Sharrock participa de dois projetos de pesquisa da Universidade de Queensland e da Universidade da Califórnia em Irvine e espera que as descobertas ajudem as pessoas que sofrem com o mal de Alzheimer. Apesar de ter memórias claras de tudo que lhe acontece, só há um acontecimento que ela não lembra - seu nascimento.


"É o único aniversário que eu não lembro", diz ela. "Eu não tenho memórias do útero ou de estar saindo da minha mãe, nada disso. Mas eu não acho que gostaria de lembrar disso".


Apesar de sua mente ser como um CD no modo repeat, Sharrock diz que não mudaria nada. "Devido ao meu autismo, eu não gosto de mudar nada. Eu quero continuar pensando e sentindo da maneira que faço porque é como eu sempre pensei e senti, eu só gostaria de achar formas de lidar com isso", diz ela. "É a pessoa que eu sempre fui...Quero me manter assim".