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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

#ÉoInter - Campeão do Mundo 2006


Vídeo dos minutos finais da decisão do Mundial de Clubes FIFA 2006, entre Internacional de Porto Alegre e Barcelona, vencida pelo meu glorioso Colorado por 1 a 0.
O Barcelona era uma equipe composta somente por estrelas do futebol (como habitualmente tem sido), mas parece que entraram de salto alto, naquele clima de "já ganhou".
Como existe uma máxima no futebol que diz que o jogo só acaba com o apito do juiz e que, não existe "jogo jogado", o Inter foi lá e fez sua parte surpreendendo o time de astros espanhol.

#poisé!!!

Detalhe: um dos protagonistas deste espetáculo - Ronaldinho Gaúcho - naquele dia, teria pedido aos dirigentes de seu clube para que quando houvesse a entrega do troféu e faixas pelo título, pudesse estar vestido com a camisa do seu time do "coração", o Grêmio, arquirrival do Sport Club Internacional. Cantou a vitória cedo demais!!!


SPORT CLUB INTERNACIONAL
CAMPEÃO DO MUNDO 2006

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Dom Elias Figueroa - El Patrón Del Área Salva

El Patrón Del Área Salva

No mês de seu aniversário, posto essa homenagem a um dos maiores jogadores que já vestiu a jaqueta colorada e um dos maiores zagueiros que o mundo já viu jogar..


Nascimento: 25 de Outubro de 1946, em Valparaíso, Chile.
Posição: Zagueiro
Clubes: Santiago Wanderers - CHI (1963 e 1965-1966), Unión La Calera - CHI (1964), Peñarol - URU (1967-1971), Internacional - BRA (1971-1976), Palestino - CHI (1977-1980), Fort Lauderdale Strikers - EUA (1981) e Colo-Colo - CHI (1981-1982).

Principais títulos por clubes:
1 Recopa dos Campeões Mundiais (1969) e 2 Campeonatos Uruguaios (1967 e 1968) pelo Peñarol.
2 Campeonatos Brasileiros (1975 e 1976) e 6 Campeonatos Gaúchos (1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976) pelo Internacional.
1 Campeonato Chileno (1978) e 1 Copa do Chile (1977) pelo Palestino.

Principais títulos individuais:
Jogador Mundial do Ano da IFFHS e da FIFA: 1976
Eleito para a Equipe das estrelas da Copa do Mundo da FIFA: 1974
Futebolista sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1974, 1975 e 1976
Bola de Prata da Revista Placar: 1972, 1974, 1975 e 1976
Bola de Ouro da Revista Placar: 1976
Defensor sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1972 e 1977
Melhor Jogador do Campeonato Uruguaio: 1967 e 1968
Melhor Jogador chileno da história pela IFFHS
8º Melhor Jogador sul-americano do século XX pela IFFHS
37º Melhor Jogador do Mundo do século XX pela IFFHS
FIFA 100: 2004
Eleito para a Equipe de Futebol da América do Sul do século XX
Eleito entre os melhores 50 jogadores da história pela revista “World Soccer”
Nomeado capitão em todas as equipes por onde passou

“O dono da área”
Don Elías. El Coloso. Gran Capitán. El Dios de Beira Rio. Gran Mariscal. Apelidos e adjetivos dos mais variados tipos serviram para tentar denominar o melhor jogador da história do futebol chileno, o zagueiro Elías Ricardo Figueroa Brander, ou simplesmente Figueroa. Dono de um talento primoroso e impecável dentro da área, o craque que brilhou em seu país, no Peñarol e, principalmente, no Internacional, é sempre lembrado como o maior zagueiro do futebol sul-americano na década de 70 e também do século XX. E foi mesmo. Elegante, técnico e capaz de usar toda sua raça e força quando preciso, Figueroa marcou época, foi o maior ídolo da história do Internacional, ao lado de Falcão, capitão por onde passou e exemplo de liderança no esporte. Presente em dezenas de listas de grandes esquadrões ou de seleções do século, Figueroa foi gênio, craque e “autoritário”, a ponto de deixar para sempre sua frase registrada: “A área é minha casa. Nela, só entra quem eu quero.” Falou e disse, capitão! É hora de relembrar.

Adulto precoce


Tudo na vida de Figueroa, sejam as alegrias ou os desafios, começou cedo. Bem cedo. Entre os dois e sete anos de idade, o garoto sofreu vários problemas de coração e asma, que o proibiram de realizar atividades físicas. Aos 11, teve um princípio de poliomielite, que o obrigou, veja só, a ter de reaprender a andar. Depois de três anos, aos 14, Figueroa conseguiu superar as adversidades e começou a treinar na cidadezinha de Quilpué, jogando como meia-direita. Aos 15, passou num teste no Santiago Wanderers, onde começou a jogar como zagueiro central ao invés de meia-direita. A mostra de sua qualidade seria conhecida em 1962, quando o jovem integrou a equipe juvenil do Santiago Wanderers em um amistoso contra a seleção brasileira que seria bicampeã mundial. Todos ficaram impressionados com o garoto de 15 anos que esbanjou personalidade e categoria perante craques como Pelé, Nilton Santos e Garrincha. Mesmo com o desempenho formidável, Figueroa não conseguiu tirar da zaga da equipe titular Raúl Sanchez, e foi vendido ao Union Calera, também do Chile.
Figueroa começou como jogador profissional em 1964 e pôde demonstrar seu talento como titular, despertando novamente o interesse do Wanderers, que o contratou em 1965. Naquele mesmo ano, fez sua estreia na seleção do Chile e conseguiu, com apenas 19 anos, uma vaga no time titular que disputou a Copa do Mundo de 1966. Mesmo com a seleção chilena eliminada na primeira fase, Figueroa foi considerado o maior jogador do time na competição, despertando a atenção e admiração de todo mundo.

Crescendo a cada dia


Depois da Copa, o Wanderers ficou pequeno demais para o talento de Figueroa (que, para rechaçar sua precocidade, já era casado…). Muitos clubes tentaram contratar o zagueiro chileno, mas quem ganhou a disputa foi o Peñarol (URU), então campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1966, recheado de craques como Mazurkiewicz, Néstor Gonçalves, Alberto Spencer e Pedro Rocha. Mesmo com tantos craques, Figueroa foi logo mostrando que também era um, e dos bons, ganhando espaço no time e conquistando logo em sua primeira temporada o Campeonato Uruguaio de 1967, de maneira invicta, com 15 vitórias e três empates em 18 partidas. No ano seguinte, Figueroa venceu mais um Campeonato Nacional e seguiu firme como titular da equipe aurinegra, esbanjando técnica e usando suas “ferramentas” quando era necessário parar algum adversário mais habilidoso. Em 1969, Figueroa conquistou a extinta Supercopa dos Campeões Mundiais, competição organizada pela Conmebol que reunia os clubes sul-americanos campeões mundiais. O Peñarol deixou para trás Santos (BRA), Racing (ARG) e Estudiantes (ARG), com quatro vitórias, um empate e uma derrota em seis jogos. Àquela altura, o craque já era um dos maiores jogadores de seu país e também do continente, tendo recebido o prêmio de melhor jogador do Campeonato Uruguaio em 1967 e 1968.

América na trave


Em 1970, Figueroa não conseguiu disputar sua segunda Copa, pois o Chile não se classificou. A grande chance de título da temporada foi na Copa Libertadores, quando o Peñarol conseguiu superar os obstáculos e alcançar a decisão. Nela, porém, o time barrou na raça e na mítica equipe do Estudiantes (ARG), que conseguiu (depois de uma vitória por 1 a 0 e um empate sem gols) o tricampeonato consecutivo da Libertadores, igualando o próprio Peñarol em número de conquistas. Ali, seria a última chance de título de Figueroa com o manto aurinegro. Ele mudaria de casa muito em breve.

Quando o Beira Rio ganhou um rei


Em 1971, Figueroa disse um sonoro “não” ao poderoso Real Madrid após receber uma proposta tentadora do clube merengue. O jogador preferiu ir jogar no Internacional (BRA), pelo fato de o clube disputar o Campeonato Brasileiro, onde estavam os maiores craques do futebol sul-americano, na opinião do próprio zagueiro. A ida de Figueroa ao Brasil causou muita revolta na torcida do Peñarol, que não admitiu a saída de um craque do porte do chileno. Também pudera, pois Figueroa começaria a fase mais áurea de sua carreira vestindo o manto vermelho do Inter.


Leão em campo


Ao lado de muitos craques, entre eles Falcão, Figueroa assumiu a braçadeira de capitão do Colorado e começou a realizar partidas marcantes que rapidamente encantaram os torcedores do Inter. Em 1971 e 1972, a equipe faturou o bicampeonato Gaúcho, que se transformaria num histórico hexa, em 1976. No período, Figueroa também aliou suas atuações entre o vermelho do Inter e o vermelho da seleção do Chile, quando foi o principal responsável por classificar a equipe para a Copa do Mundo de 1974. O Chile teve de disputar a repescagem contra a União Soviética, em dois jogos. No primeiro, Figueroa fez como nunca da área a sua casa, jogou demais, e os chilenos arrancaram um 0 a 0 heroico em Moscou. Como a URSS não decidiu disputar a partida de volta, no Chile, em protesto ao golpe de estado no país, o Chile garantiu a classificação.

O melhor


Na Copa de 1974, Figueroa foi ainda melhor que em 1966, mesmo não podendo ajudar seu Chile a garantir uma vaga na fase seguinte, por ter de encarar simplesmente as donas da casa, as “Alemanhas” Ocidental e Oriental. O Chile perdeu para a Alemanha Ocidental, de Beckenbauer, por 1 a 0, empatou com a Oriental em 1 a 1 e empatou sem gols com a Austrália. Naquele Mundial, Figueroa ganhou um singelo elogio de um dos maiores craques da época, Franz Beckenbauer, que disse ser “o Figueroa da Europa”. Também em 1974, Figueroa ganhou pela primeira vez o prêmio de Melhor Jogador da América, em votação feita pelo Jornal El Mundo. O craque venceria o troféu, também, nos dois anos seguintes.

Rumo ao topo no Brasil


Sem rivais no Rio Grande do Sul, o Internacional de Figueroa colocou o Campeonato Brasileiro de 1975 como grande objetivo da temporada. O torneio daquele ano tinha uma primeira fase com quatro grupos, dois com 10 times e dois com 11. O Inter caiu no grupo D, sendo o líder e um dos classificados, com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 11 jogos, sofrendo apenas cinco gols, reflexo direto de Figueroa à frente da zaga do Colorado. Na segunda fase, dois grupos com 10 times cada classificariam os seis melhores de cada um. O Inter foi novamente o líder, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota em 10 jogos, sofrendo quatro gols. Na terceira (!) fase, mais dois grupos com oito times cada, classificando os dois melhores de cada um para as semifinais. Dessa vez, o Inter foi o segundo colocado, ficando atrás do surpreendente Santa Cruz. Em sete jogos, os colorados venceram quatro, empataram dois e perderam um. O tricolor de Pernambuco teve uma vitória a mais. O Inter estava classificado. Mas teria que enfrentar o líder do grupo A: o Fluminense.


Na semifinal, disputada em partida única, o Fluminense levou mais de 97 mil pessoas ao Maracanã e tinha convicção de que iria para a final, tamanha a qualidade de seus jogadores, orquestrados por Rivelino. Mas eles não contavam com outro maestro do lado colorado, Falcão, tão bom quanto Riva, e Figueroa, dono da área colorada. O Inter não se intimidou, apostou no equilíbrio e venceu o Flu por 2 a 0, gols de Lula e Carpegiani. A vaga para a final estava carimbada. E a Máquina Tricolor via o esquadrão vermelho acabar com a sua magia.

Zagueiro “iluminado”


Dono de melhor campanha que o rival da final, o Cruzeiro, o Internacional decidiu em sua casa o Brasileiro de 1975. O jogo, como não poderia deixar de ser, foi muito disputado. O Cruzeiro tinha feras em campo como Nelinho, Raul Plassmann, Piazza, Zé Carlos, Palhinha e Joãozinho. Em um jogo tão pegado, quem brilhou foi a zaga colorada. Manga pegou tudo e mais um pouco naquele jogo (inclusive um cruzamento de Nelinho com apenas uma mão) e Figueroa teve de usar todas as suas armas (todas mesmo!) para parar o veloz ataque cruzeirense. “Don Elías” foi ainda mais preciso no lance que decidiu a partida. O craque marcou, de cabeça, o gol do título colorado em um lance emblemático, em que um único feixe de luz do sol iluminou exatamente a cabeça do zagueirão, fazendo com que o gol ficasse conhecido como o “gol iluminado”. O Inter, pela primeira vez em sua história, era campeão nacional. Era, também, o primeiro clube gaúcho campeão brasileiro, deixando o rival Grêmio ainda mais raivoso. O artilheiro da competição foi o goleador colorado Flávio, com 16 gols. Era a glória tão sonhada que Figueroa queria com a camisa colorada. O Brasil era dele. E o futebol também.


Ano perfeito


Em 1976, Figueroa viu o Inter cair na Libertadores, que teria o Cruzeiro como campeão. Em compensação, no Brasileiro e no Gaúcho, a equipe colorada manteve sua hegemonia. O time sacramentou o hexa estadual e levantou o bicampeonato brasileiro, de novo em casa, ao derrotar o Corinthians por 2 a 0. O Internacional era bicampeão brasileiro, coroava seu futebol eficiente, brilhante e técnico, e colocava Falcão, Figueroa, Manga e Carpegiani no mais alto patamar dos grandes do futebol brasileiro e até mundial (no caso de Falcão e Figueroa). Naquele ano, Figueroa conquistou a Bola de Ouro da Revista Placar de melhor jogador do Campeonato Brasileiro, que se somou às quatro Bolas de Prata que ele já havia ganho em 1972, 1974, 1975 e 1976. O zagueiro também levou os prêmios de Melhor Jogador da América do Sul pelo El Mundo e de Jogador Mundial do Ano pela IFFHS e FIFA.

O bom filho a casa torna


Em 1977, com saudades da família e com certo receio de sua segurança em Porto Alegre, Figueroa decidiu voltar ao Chile para jogar no Palestino. Mesmo jogando num time desconhecido, Figueroa manteve a estrela vencedora e faturou a Copa do Chile de 1977 e o Campeonato Chileno de 1978, com o destaque para uma invencibilidade de 44 jogos do Palestino no país, um recorde até hoje. O zagueiro manteve o bom nível no clube chileno até 1980, quando decidiu seguir o caminho de outros grandes craques do futebol mundial, como Pelé, Carlos Alberto Torres e Beckenbauer, e jogar no futebol norte-americano, mais precisamente no Fort Louderdale Strikes, em 1981. O time fez uma boa campanha na Liga Nacional, Figueroa jogou ao lado do peruano Cubillas e do alemão Gerd Müller, mas não conquistou o título, caindo nas semifinais para o New York Cosmos. Depois da aventura na terra do Tio Sam, Figueroa voltou a jogar no Chile, no gigante Colo-Colo, onde encerraria a carreira.


A última Copa e o fim


Em 1982, Figueroa, com 35 anos, disputou sua terceira e última Copa do Mundo, na Espanha, sendo o primeiro jogador chileno a disputar três Copas na carreira (e voltando a um mundial depois de o Chile não disputar a Copa de 1978). O Chile foi novamente eliminado na primeira fase, sofrendo três derrotas em três jogos, mas só o fato de ter estado na Espanha valeu demais para o veterano craque. Depois da Copa, Figueroa encerraria a sua brilhante carreira em janeiro de 1983, após disputar um clássico contra a Universidad de Chile pelo Colo-Colo, time que venceria o Campeonato Chileno daquele ano, mas já sem Figueroa. Terminava ali a carreira do maior jogador chileno de todos os tempos, de um dos mais talentosos e primorosos zagueiros sul-americanos do século XX e, sem dúvida alguma, de um dos maiores craques do futebol mundial. Mesmo depois de ter se aposentado, Figueroa continuou a atuar no mundo esportivo, seja como comentarista, seja como assessor esportivo e até dono de escolinhas de futebol. O ex-craque continuou (e ainda continua) a receber prêmios, homenagens e lembranças que valorizam cada vez mais o seu futebol mágico e soberano, que será eterno, como o Don Elias. Um craque imortal.


Publicado no site Imortais do Futebol em 23 de agosto de 2012

domingo, 26 de setembro de 2021

E a vida continua...


Não sei se o correto seria dizer "RENASCER". "RESSURREIÇÃO" é certo que não é. Acho que esta condição coube a uma só pessoa. Pelo menos é o que vem em minha lembrança no momento. Talvez o correto fosse equiparar por analogia à Phoenix, pássaro magnífico e fabuloso que segundo a lenda, ardia durante o dia e apagava nas trevas da noite, para que depois renascesse das cinzas. Mas isto também não seria correto, pois não aconteceu de eu morrer e muito menos com frequência.
Hoje completo onze anos de uma nova vida (26 de setembro de 2010) quando fui atingido por dois disparos de pistola que o destino me pregou. Eu não sei porque o "velhinho" lá em cima os desviou de um resultado desafortunado, para não dizer letal. Teria sido uma catástrofe (não para mim que teria ido embora dessa vida). Mas que o aviso foi dado e captado, ah! isto foi!

Vulgarmente falando, levei um belo "cagaço". kkkkkkkkkk

10 ou 15 centímetros próximo do cérebro e da coluna, são partes do corpo que se atingidas por projéteis, reagiriam de forma indesejada por qualquer ser humano.
São situações como estas que nos acordam para a vida e independentemente de nossa carga de problemas, o importante é superá-los e não se entregar ao desespero que, porventura deles possam advir. Temos de imitar a Phoenix; sair das cinzas para a vida.

Com a ajuda de alguma força superior a nossa fé nos deixa em alta e por isso achei interessante a analogia, porque a Phoenix não desiste e sim ressurge, toma força.

Mas sem inveja, mentiras e falsidade, nós podemos mesmo é buscar a inspiração em Deus que é o único que pode nos ajudar em momentos difíceis.

VIVER A VIDA!!!


sábado, 11 de setembro de 2021

Viajo por Porto Alegre (Júpiter Maçã)

Pouco antes de sua morte, em agosto de 2015, Júpiter Maçã (Flávio Basso) lançou os singles "Constantine's Empires" e "They're All Beatniks", anunciados por meio de seu perfil no Facebook, com a seguinte mensagem:


"Nos últimos tempos ando numa fase low profile. As músicas nascem particulares, revelando o íntimo de um indivíduo que sempre interpretou diversos personagens. Desta vez venho nu, buscando inspiração na crueza e no concretismo das canções folks. Quis sobrepor Júpiter Maçã, Jupiter Apple, Woody Apple, e a junção dessas cores resultou na simplicidade, músicas puras com uma sonoridade crua e singela. Estou em um momento antimaterialista, sem excessos, e quero me comunicar através de poemas musicas em violão e gaita de boca."

Júpiter Maçã

terça-feira, 26 de março de 2019

NY - POA - Breve Comparativo

Hoje Porto Alegre está fazendo aniversário: 274 anos. 
A cidade é tão admirada mundialmente, que os gringos
não perderam tempo em copiar "otras cositas más".
#poisé!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk




sexta-feira, 23 de março de 2018

A Casa da Esquina - Família Jaeger


Essa é a casa de meus saudosos Vô Mário e Vó Iolanda. Aqui meu pai furou uma festa e conheceu minha mãe. Nessa casa nasceu minha irmã mais velha. Grandes recordações, muitas brincadeiras com meus primos. E até hoje guardo na lembrança o foguetório da Alvorada Colorada com a inauguração do Estádio Beira Rio em abril de 1969.
Enfim!!! Mas hoje trago aqui um depoimento de quem não viveu na casa, mas expressa seus sentimentos com muita propriedade. Obrigado pelas palavras, professora!!!

“Profª. Luiza Carravetta.

Prezados colegas, queridos amigos.
Acredito que todos têm uma casa da esquina.
Hoje compartilho a minha com muita ternura e saudade.
Luz e paz.

A CASA DA ESQUINA
Passei a infância e a adolescência na Vila do IAPI. Depois do primário no Grupo Escolar Gonçalves Dias, ganhei uma bolsa de estudos e fui para o colégio das freiras, o ginásio Santa Teresinha.
Saindo de casa, fazia um longo percurso a pé para chegar à escola. Como não tinha relógio, dois pontos de referência chamavam a minha atenção: o ônibus da Citral, que ia para Taquara, e a casa da esquina.
Quando o ônibus passava perto da casa da esquina, eu tinha noção de que estava no horário certo. Se ele estivesse mais próximo da vila, eu precisava apertar o passo. A minha rotina só era quebrada, quando fazia o trajeto de bonde, em dias de chuva ou quando o dinheiro da passagem permitisse.
No imaginário de guria pobre do IAPI, havia muitas fantasias sobre a casa da esquina: quem morava lá, como seria a vida daquelas pessoas que habitavam lá naquela casa enorme, de dois pisos, com aquelas bolas de cimento na frente, que tipos de cômodos havia, quais seriam os móveis.
Nunca tive inveja de nada, mas curiosidade em saber como seria viver numa casa grande, tão diferente do meu mundo, de quem vivia num apartamento de dois quartos numa metragem de 35 metros quadrados.
Há poucos dias, um grupo de ex-alunas do Santa Teresinha reuniu-se para um chá. Consegui uma brecha na agenda e fui me encontrar com as colegas de um passado distante.
O endereço do encontro era na esquina da Assis Brasil com a Emílio Lúcio Esteves.
Quando me aproximei do endereço enxerguei a padaria/confeitaria, localizada nada mais nada menos do que na casa da esquina.
Levei um choque. Fiz um “revival” de longínquas lembranças com gosto de uma vida pobre de bens materiais, mas rica de experiências. A guria do IAPI ia, finalmente, conhecer a casa da esquina.
Meu coração batia forte, mas foi serenando na medida em que eu adentrava naquele “não meu lugar”. Parecia que eu estava invadindo uma privacidade que nunca conheci.
No andar térreo, uma padaria bem sortida ocupava todos os espaços. No segundo piso, mesinhas de uma casa de chá. Num recinto separado, estava o meu grupo. Ali deveria ser um dos quartos. Havia uma toalha estampada sobre a mesa. Tudo simples, bem diferente do glamour que eu esperava.
No meu choque de realidade, voltei no tempo. Revivi, nos meus devaneios, uma noção de espaço, onde tudo parecia muito maior. Senti cheiros inconfundíveis de infância, de comida de mãe, de calor humano, de aconchego de um período de felicidade plena.
Retornar à casa da esquina me permitiu relembrar um período tão importante da minha vida. Vou deixar de lado a casa onde eu entrei. Que ela continue proporcionando encontros nos seus chás e na venda de pães, biscoitos e doces.
A minha casa da esquina continua sendo aquela, rica na minha imaginação, tecida por sonhos não vividos, mas sonhados e guardados num lugar muito especial do meu coração.

Luz e paz.”

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Expressões Gaudérias - I


• Afiado como navalha de barbeiro caprichoso.
• Agarrado como carrapato em culhão de touro.
• Apertado como rato em guampa.
• Assanhada como solteirona em festa de casamento.
• Atirado como interesse de viúva.
• Aumentar como barriga de prenha.
• Bater mais que brigadiano na mulher.
• Brilhar como ouro de libra.
• Bueno como namoro no começo.
• Buliçoso que nem mico de viúva.
• Cair bem como chuva em roça de milho.
• Calmo que nem água de poço.
• Cara amarrada como pacote de despacho.
• Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento.
• Chiar como uma locomotiva no cio.
• Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.
• Comer mais que remorso.
• Como tosa de porco: muito grito e pouca lã.
• Contente como cusco de cozinheira.
• Contrariado como gato a cabresto.
• Dá mais que pereba em moleque.
• De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.
• Devagar como enterro a pé.
• Dormir atirado que nem lagarto.
• Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.
• Encardido como peleia de caudilho.
• Encordoado como teta de porca.
• Enfeitado como bidê de china.
• Engraçado como gorda botando as calça.
• Esfarrapado que nem poncho de gaudério.
• Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento.
• Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota.
• Esperto que nem gringo de venda.
• Extraviado que nem chinelo de bêbado.
• Faceiro como mosca em rolha de xarope.
• Feia como mulher de cego.
• Feliz que nem lambari de sanga.
• Fino e comprido como pio de pinto.
• Firme que nem prego em polenta.
• Frouxo como peido em bombacha.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Curiosidades sobre Mario Quintana


Um dos grandes da literatura brasileira, o “poeta das coisas simples”.
Aqui oito curiosidades sobre Mario Quintana.

1) Conhecido como o “poeta das coisas simples”, o escritor possuía um estilo marcado pela ironia, perfeição técnica e profundidade.

2) Quintana também fazia as vezes de tradutor: foram mais de 130 obras da literatura universal, tais como: “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust, “Mrs Dalloway”, de Virginia Woolf, e “Palavras e Sangue”, de Giovanni Papini.

3) Mario Quintana foi expulso do Hotel Majestic, no centro de Porto Alegre, pois o jornal onde trabalhava, o Correio do Povo veio à falência. Ironicamente, anos mais tarde, o local transformaria-se na famosa “Casa de Cultura Mário Quintana”.

4) O primeiro livro foi publicado quando Mario tinha 34 anos, embora já fizesse versos desde pequeno.

5) Dentre tantas obras, as de maior destaque são: Canções, 1945; O Aprendiz de Feiticeiro, 1950; Quintares, 1976; O Baú de Espantos, 1986; dentre outros.

6) Manuel Bandeira dedicou-lhe um poema, onde se lê:

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares…
Insólitos, singulares…
Cantares? Não! Quintanares!

7) Lança seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, em 1940. Assim, tem início sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.


8) Uma de suas conquistas foi a publicação de Antologia Poética, no ano de 1966, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade.

sábado, 22 de abril de 2017

Incrível Profecia

A crônica abaixo foi escrita e publicada em 26 de outubro de 1999. Naquela oportunidade o Grêmio já havia sido rebaixado para a segunda divisão sete anos antes e conquistado a Libertadores da América e o Mundial no ano de 1983 (havia dezesseis anos).

O Inter, à época em que o comentarista esportivo publicou o presente artigo, nunca havia sido rebaixado para a divisão inferior. Em contrapartida, não tinha tido até então a mesma felicidade que o seu rival (Grêmio), que já ostentava a condição de campioníssimo. Isso somente veio acontecer sete anos depois (no ano de 2006), quando o Inter também sagrou-se campeão dessas competições, igualando-se ao Grêmio.

Quando se aproximava o final do campeonato brasileiro de 2016 e o risco de rebaixamento do Inter tornava-se cada vez mais evidente, eu me recordava dessa crônica, que havia lido dezessete (17) anos antes. E aquilo que estava nela escrito, infelizmente veio acontecer... como fora profetizado!!!

De consolo, tive apenas o fato (o texto não cogitou a possibilidade desse acontecimento se repetir) do Grêmio novamente ter sentido o calor do inferno (rebaixamento para a segunda divisão) muito antes da tragédia colorada.

C’est la vie!!!


Não sei se estou ficando louco com estas projeções que fazem sobre as possibilidades do Internacional descer à segunda divisão, mas o fato é que descobri num volume antigo de profecias a Centúria 432 de Nostradamus, Livro 6, que se assemelha muito com a situação vivida atualmente pelo futebol gaúcho.

Eis a profecia:

“Durante séculos litigarão nas proximidades das geleiras duas tribos, a dos três matizes e a de brasão purpúreo (vermelho). As legiões dos três matizes conhecerão a quase dizimação e, depois de lambidas pelas labaredas do inferno, dominarão o continente e serão agraciadas e reconhecidas no Oriente. A tribo do brasão purpúreo conhecerá também o calor dos infernos, mas se recobrará e ostentará também domínio continental e planetário”.

É impressionante esta profecia de Nostradamus que tenho aqui na minha frente. Muita gente pode acreditar que não se refere à dupla Gre-Nal e sim a nações que povoaram ou povoarão o mundo.

Mas em tudo parece ser a rivalidade Gre-Nal: “três matizes” é o mesmo que tricolor. “Brasão purpúreo” é a cor dominante do Internacional. Adapta-se também à profecia quando determina que “as legiões dos três matizes serão lambidas pelas labaredas do inferno”: foi o caso do Grêmio quando baixou para a segunda divisão, exatamente como descreveu Nostradamus.

Mais adiante a profecia fala que os três matizes “dominarão o continente (isto é, serão campeões da Libertadores) e serão agraciados e reconhecidos no Oriente (Tóquio)”.

E por fim prevê que o Internacional (brasão purpúreo) “conhecerá também o calor dos infernos (segunda divisão)”, mas se recobrará e acabará algum dia campeão da América e campeão do mundo.

Estou mostrando este velho livro de profecias em que descobri esta centúria de Nostradamus para os colegas daqui do jornal e eles quase não acreditam no que leem. É arrepiante! 
E tem uma aparência extraordinária com os fatos que já se desenrolaram e estão se desenrolando.

Para mim não resta dúvida de que Nostradamus previu que o Grêmio e o Inter baixariam à segunda divisão. E previu também que ambos seriam campeões da América e do mundo.

Sobre o Grêmio, toda a profecia de Nostradamus, já se cumpriu. 
Falta só o Inter cair para a segunda divisão e ganhar a Libertadores e o Mundial.

Tem mais uma coisa: pode ser que não seja este ano que o Inter caia para a segunda divisão, Nostradamus nunca se refere a datas em suas profecias.

Mas um dia vai cair.

O consolo é que é o mesmo Nostradamus quem afirma que um dia o Inter será campeão da América e do mundo.

E o Inter imitará o Grêmio. 
Quem viver verá.

É de arrepiar!


Coluna do jornalista Paulo Santana                                                                                                                                         
Publicada no Jornal Zero Hora, edição de 26 de outubro de 1999.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Pioneirismo no Transporte Rodoviário de Passageiros




A Empreza Jaeger & Irmão é digna do bom nome, da grandeza e do desenvolvimento rodoviário no Rio Grande do Sul

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Uma empreza que coopera com efficiencia no transporte de passageiros, cargas e encommendas para vários pontos do nosso Estado e de S. Catharina

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Uma organisação completa e perfeita que conseguiu radicar-se no conceito do nosso alto commercio e do publico rio-grandense

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Uma visita ao escriptorio central da Empreza Jaeger & Irmão, às 3 horas da madrugada, na occasião da partida de 4 dos seus modelares auto-omnibus para as praias balneárias

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O bom nome da Empreza Jaeger & Irmão, já tinha chegado até nós, porque ella é bastante conhecida, não só nesta capital e no Estado, como através de suas fronteiras, como uma organisação completa e modelarmente apparelhada ao fim a que se destina.

Alli, tudo prima, desde uma administração impeccavel, ao capricho, zelo, seriedade e capacidade de organisação.

E a prova do que vimos de affirmar, ahi está em um dos muitos serviços prestados pela Empreza Jaeger & Irmão, ao Rio Grande do Sul desportivo, levando, em uma de suas viagens á Capital de São Paulo o scratch que foi representar as cores do nosso Estado, no Campeonato Brasileiro de Foot Ball.

Foi uma viagem que, embora desfavorecida pelo tempo, chegou ao seu final em um lapso de tempo que muito recommenda a Empreza Jaeger & Irmão.

Não somos só nós que assim dizemos. Os nossos collegas da imprensa matutina desta capital já o disseram, não só em seus serviços telegraphicos como em suas secções redactoriaes. Além deste optimo serviço, que veio dizer do valor da Empreza dos irmãos Oscar e Mario Jaeger, outros, aliás, de maiores vultos, vem ella prestando a collectividade do Rio Grande do Sul: o transporte das malas do Correio para o interior do Estado, com uma regularidade impeccavel e o transporte de todos os jornaes diários da capital que chegam a seus pontos horas após a distribuição e á Florianopolis no mesmo dia de sua circulação.

E taes factos nos deram ensejo para uma visita á Empreza Jaeger 4.ª feira última, ás 3 horas da madrugada, hora da partida de seus carros ás praias balneárias e a Florianopolis.

Alli chegando, fomos recebidos pelo sócio gerente da Empreza Jaeger & Irmão, sr. Oscar Jaeger, nome destacado em nossos meios commerciaes e turfistas, a cujo desporte está ligado como criador e proprietário de vários parelheiros em actuação no hippodromo dos Moinhos de Vento.

Já era, pois, o illustre “turfman” nosso conhecido, pelo que não foi difficil o nosso desejo visado.

Apresentado por este distincto amigo, fomos conhecer o seu sócio, o sr. Mario Jaeger, a quem está entregue a direcção geral dos vehículos, quando em transito.

Após ligeira e amistosa palestra, já na presença de elevado numero de passageiros que aguardavam a hora da partida, conseguimos bater as chapas que illustram esta reportagem e que melhormente dizem da preferência publica pela conhecida Empreza portoalegrense, que tem seu escriptorio central à Praça dos Bombeiros, 185.

Nada menos de 87 passageiros, estavam, conforme presenciamos, confortavelmente accomodados, nos quatro caminhões, promptos para partirem.

Os empregados da Empreza activos e sob a direcção do fiscal geral nas viagens, zelavam pelas bagagens dos passageiros collocando as em lugares adequados nos próprios caminhões.

E já estava na hora da partida. Esta não podia ser retardada de accordo com as ordens do D.A.E.R., o sr. Mario Jaeger despede-se e dá ordens. Os caminhões se põem em movimento, um atraz do outro e rumam aos seus destinos.

Muitos adeus!... e Até a volta!...

O sr. Oscar Jaeger volta ao escriptorio, onde nos prestou mais as seguintes e interessantes informações:

- Isto que os amigos estão vendo, é sempre.

- O movimento dia a dia, augmenta de uma maneira phantastica, basta que lhe diga, não pode se attender a todos que nos procuram nos dias de partidas.

É necessário que nos peçam para reservar lugares, sempre com antecedência de um a dois dias, para que possamos attender a todos.


(Matéria publicada na revista A VOZ DO TURF - Janeiro de 1940)