terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tragédias Coletivas - PQ ACONTECEM?


A MORTE COLETIVA NA VISÃO ESPIRITA


“Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” Mateus 18:7


29/01/2013 – Boate Kiss – Santa Maria - RS


Hoje (09/02/13) o número de mortos da Boate Kiss, em Santa Maria, RS, é de 238 pessoas e 67 outras continuam internadas. A maioria das mortes foi por envenenamento de gases tóxicos.

Em 04 de fevereiro o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA-RS) apresenta parecer técnico sobre incêndio na Kiss:

 “Não houve fatalidade, houve uma sequência de erros”

O relatório confirma as causas já apontadas pela imprensa: a combinação de espuma inflamável e tóxica com uso de fogos de artifício, falha nos extintores de incêndio, a dificuldade de evacuação, a deficiência na iluminação de emergência e a falta de um mecanismo para retirar a fumaça.

RESGATE - SANTA MARIA


01/02/1974 - Edifício Joelma – São Paulo – SP


Essa tragédia vitimou 188 pessoas que morreram queimadas ou se jogaram das janelas do prédio de 25 andares.

Inaugurado três anos antes, o edifício ardeu em chamas após um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado do 12º andar tomando em minutos todo o prédio em labaredas e densa fumaça.

VITIMAS DO JOELMA



17/12/1961 - Gran Circus – Niterói – RJ


Cerca de 3 mil pessoas lotavam a grande tenda de espetáculos quando o fogo teve início. Em poucos minutos, todo o teto de parafina derreteu sobre o público. Em meio ao pânico generalizado, dezenas de pessoas foram pisoteadas pela multidão e por uma elefanta do circo, que fugiam em direção ao lado de fora.

A escalada do número de vítimas - inicialmente, foram contabilizados 300 mortos, posteriormente ampliados para 400 até chegar ao número oficial de 503.

Apesar de diversos relatos de precariedade das instalações, a responsabilidade pelo incêndio recaiu sobre um ex-funcionário do circo que havia sido demitido.


RESGATE DE VITIMA NO CIRCO

TRAGÉDIAS COLETIVAS. POR QUE?

 
É nessas horas que perguntamos: Por que acontece esse tipo de coisas? Qual a finalidade desses acidentes que causam a morte conjunta de várias pessoas? Como a Justiça Divina pode ser percebida nessas situações? Por que algumas pessoas escapam?

Claro que sabemos que Deus não nos julga e nem nos castiga.

Fatalidade, destino, azar são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma que a sorte daqueles que escapam desse tipo de situação, sempre há os relatos daqueles que desejavam estar no local da tragédia e não conseguiram; daqueles que estavam no cenário e não sofreram nada além do susto; e tantos outros.

Então, para a Doutrina Espírita, como se explicam casos como esse? A resposta está no resgate coletivo, conceito que envolve a correção de rumo de um grupo de Espíritos que em alguma outra encarnação cometeu atos semelhantes – e muitas vezes em conjunto – de descumprimento da lei divina e que, portanto, para individualmente terem a consciência tranquilizada  precisam sanar o débito. Toda a problemática, nesse caso, está no trabalho dos mentores na reunião desses Espíritos de modo a que juntos possam se reajustar frente à Lei Divina.


POR QUE AS MORTES COLETIVAS?

(Quem responde é Leon Denis, Filósofo Francês e Espírita)

Pergunta-se às vezes o que se deve pensar das mortes prematuras, das mortes acidentais, das catástrofes que, de um golpe, destroem numerosas existências humanas. Como conciliar esses fatos com a idéia de plano, de providência, de harmonia universal?

As existências interrompidas prematuramente por causa de acidentes chegaram ao seu termo previsto. São em geral, complementares de existências anteriores, truncadas por causa de abusos ou excessos. Quando, em conseqüências de hábitos desregrados, se gastaram os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza. Tem-se de voltar a perfazer, numa existência mais curta, o lapso de tempo que a existência precedente devia ter normalmente preenchido. Sucede que os seres humanos, que devem dar essa reparação, se reúnem num ponto pela força do destino, para sofrerem, numa morte trágica, as conseqüências de atos que têm relação com o passado anterior ao nascimento. Daí, as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que assim partem, acabaram o tempo que tinham de viver e vão preparar-se para existências melhores.

(LEON DENIS, no Livro O problema do Ser do Destino e da Dor, primeira parte, item X - a Morte)
  
O Espiritismo explica com muita coerência, que cada um recebe segundo as suas obras, porque todos estamos submetidos à Lei de Ação e Reação ou de causa e efeito e à Lei de Evolução ou de Progresso.

Segundo a primeira, os seres humanos, com nossos pensamentos, sentimentos e ações, criamos causas que terão um efeito posterior. O caráter positivo ou negativo das causas vão gerar o gênero desses efeitos. É uma Lei que não castiga, mas que reajusta as ações cometidas pelo uso do nosso livre arbítrio. Age devolvendo o caminhante desviado e perdido ao caminho correto do bem e do progresso, através das encarnações sucessivas.

A Lei de Evolução ou do Progresso rege a transformação contínua de tudo o que possui vida, desde os estados rudimentares e inferiores, até formas mais perfeitas e complexas. Por intermédio dessa Lei, o ser humano passou a ser o homem “civilizado” de hoje, abandonando suas etapas selvagens e primitivas. Graças à Lei de Evolução e às provas sucessivas, às quais ela nos submete em nossas existências múltiplas, os seres humanos vamos corrigindo nossas imperfeições, transformando nossos defeitos e debilidades em virtudes ou qualidades, que nos empurram à conquista da vida espiritual. A aplicação do nosso livre arbítrio fará com que essa Lei nos faça caminhar pelas trilhas do bem, do amor e da felicidade, ou ao contrário, pelo caminho da dor.

REAJUSTES NECESSÁRIOS


Gerson Simões Monteiro, presidente da “Fundação Espírita Cristã C. Paulo de Tarso”, em um artigo sobre as mortes coletivas, escreve que as vítimas de um terremoto poderiam ser antigos guerreiros que, numa encarnação anterior, destruíram cidades, lares, mataram mulheres e crianças sob os escombros de suas casas e vitimaram a milhares de pessoas. Numa nova encarnação, são “atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de ontem.” São faltas individuais que influem no coletivo.

Acrescentamos que os sobreviventes também são chamados a uma transformação moral, a uma mudança em suas vidas, mas há pessoas que se aproveitam da situação de caos, em uma região que sofreu citado terremoto, para saquear, roubar, violentar e que se beneficiam com egoísmo das doações recebidas. Para essas, a lição não é suficiente e se comprometem mais seriamente ante a coletividade.

Temos também outro exemplo real, explicado nas páginas da literatura espírita. No dia 17 de dezembro de 1961, um circo pegou fogo na cidade de Niterói (Rio de Janeiro) e cerca de 500 pessoas faleceram.

No livro “Cartas e Crônicas”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o Espírito Humberto de Campos relata a causa do acidente.

No ano 177 da Era Cristã, Marco Aurélio reinava no império romano. Mulheres, homens, crianças, anciões e enfermos cristãos eram detidos, torturados e exterminados. “Mais de 20 mil pessoas já haviam sido mortas”.

Chegou a notícia da visita do famoso guerreiro Lúcio Galo naquelas terras e os donos do poder queriam homenageá-lo de maneira grandiosa e original. Decidiram queimar milhares de cristãos num espetáculo “à altura” do visitante.

“Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.”

“Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.”

O notável Mediunato de Chico Xavier também nos esclarece outro fato real ocorrido em São Paulo, no dia 1º de fevereiro de 1974, data em que o Edifício Joelma se incendiou e deixou 188 mortos.

O Espírito Cyro Costa e Cornélio Pires se manifestam por psicografia e deixaram dois sonetos que revelavam a causa das mortes em massa no incêndio. As vítimas resgatavam os “derradeiros resquícios de culpa que ainda traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das Cruzadas. (Cyro Costa)

Varrem com fogo e pranto as sombras de outras eras
Combatentes da Cruz em provações austeras,
Conquanto heróis do mundo, honrando os tempos idos. (Cyro Costa)

 É momento de reflexão e oração!!!

Maria

Fontes de pesquisa:


  




Publicado em http://historiadacienciaespiritual.blogspot.com.br

Amor ou Ressaca

Fiz um arranjo e acrescentei uma estrofe ao verso do Millôr. kkk



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Um ano sem um parafuso

Hoje faz exatos um ano que sofri a cirurgia para a retirada de um parafuso que já fazia parte de mim por poucos meses.

Estava ali para fixar a recomposição de minha fratura (clavícula) em um acidente de moto.

Saudades não posso dizer que tenho, já que era um incômodo. Talvez das diversões nas passagens nas portas detectoras de metais onde sempre acontecia uma breve discussão (explicações) sobre a existência do mesmo.

Hoje, talvez minhas atitudes sejam dignas de se dizer que eu tenho "um parafuso a menos". Muitos concordarão comigo... Hê! Hê!