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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ENCERRA-SE MAIS UM ANO EM SUA VIDA...


Quando esse ano começou, ele era todo teu.
Foi colocado em tuas mãos...
Tu podias fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele tu podias colocar um poema, um pesadelo uma blasfêmia, uma oração.

Podias...
Hoje não podes mais; já não é teu.
É um livro já escrito...
Concluído.
Como um livro que tivesse sido escrito por ti, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e tu não poderás corrigi-lo. Estará fora de teu alcance.
Portanto,
Agora que o ano terminou, reflita, tome teu velho livro e o folheie com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência;

Faça o exercício de ler a ti mesmo.

Leia tudo...

Aprecie aquelas páginas de tua vida em que tu usaste teu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tente arrancá-las.


Seria inútil. Já estão escritas.
Mas tu podes lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue.

Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
Para escrever o teu novo livro, tu contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terás para preencher, toda a imensa superfície do teu mundo.
Se tiver vontade de beijar teu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...

Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras: Obrigado e Perdão!!!

E, agora que o novo ano chegou, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo teu, no qual tu irás escrever o que desejar...

FELIZ LIVRO NOVO!!!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Qdo o Coração Se Apaixona


            Tem certas pessoas que entram em nossas vidas e mexem demais com o jeito normal de ser. Cada ato por elas cometido e dirigido a nós faz nossa cabeça formigar, as orelhas queimarem (ou seria o contrário?), provoca uma erupção na boca do estômago, prestes a acontecer (e não é arroto, nem ânsia de vômito, hahahaha).

            Poderia ficar aqui descrevendo um sem número de sintomas que afloram, reações físicas, não aquelas que se passam em nossa cabeça.

            O cérebro é mais esperto... 

         Com o intuito de não se “estressar” quando aqueles momentos emocionais vêm à tona, passa a transferir aos outros órgãos de nosso corpo, estas reações, chegando a provocar até uma simples dor-de-barriga.

         Ingenuamente, justificamos nossas reações dizendo que foi porque “comemos isto”, “fizemos aquilo”, “subimos rápido demais as escadas”, etc. Até o cérebro chega a acreditar nisso tudo, Hê! Hê!

            Na realidade, no fundo no fundo, sabemos que não é nada disso!!! Nosso cérebro simplesmente transferiu aquele momento mágico para quem não sabia mesmo, o que fazer naquela situação.

            Passou para o coração!!!

            Daí, fudeu de vez!!! Passou o “problema” justamente para quem está incumbido com a tarefa ainda que simples, ser a maior e vital para nos manter de pé!!! Ficar bombeando de lá para cá, todo o combustível de nossa máquina: o sangue. E já deram a ele esta tarefa por ser todo desajeitado...

            Deus pensou: desajeitado assim, este é o cara!!! Bastava ajudar que a gasolina passasse de um lado para cima e do outro para baixo. Isto ele há de conseguir fazer, não acham???

            Mas esqueceram o que acontece com o coração quando surge o amor e a paixão... PQP!!!! Justo com o responsável em nos manter vivo??? kkkkkkkkkkkkk

domingo, 27 de dezembro de 2015

Nunca chute uma garrafa após beber

Taí uma outra forma de tu tentares entender o velho ditado que
diz que: "Cu de Bêbado Não Tem Dono"!!!  (*)
Pois bem!!!  Meio surreal o videozinho, mas vá que aconteça...
... o impossível plausível!!! kkkkkkkkkkkkkkkk



Ah!!! Outra coisa!!!
Nada desta frescura de escrever "C...".
Cu é cu e pronto... Ora bolas!!! 

(*) trata-se de um ditado baseado em pesquisas científicas, kkkkk  Sériooo!!!!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Júpiter Maçã - Miss Lexotan 6 mg

 Lendas não morrem...
* 26 de janeiro de 1968
+ 21 de dezembro de 2015

Miss Lexotan 6mg Garota

Júpiter Maçã



O nome dela

Miss Lexotan 6mg garota

O nome dela

Miss Lexotan 6mg garota



Ela não consegue relaxar

Ela não consegue nem ao menos dormir

Ela é tensa só porque seu amor não vive em São Paulo

Nem Porto Alegre, em lugar nenhum



Ela tem andado meio frígida

Tem se preocupado com as coisas do coração

Ela teme intensamente que jamais conheça um carinha

Que vai comê-la estando apaixonado



O nome dela

Miss Lexotan 6mg garota

Lembrei o nome

Miss Lexotan 6mg garota



Ela era atriz no underground

Hoje ela posa de modelo fotográfico

É frequentadora assídua do templo Hare Krishna

Mas mesmo assim ela não fica leve



E quando o sol finalmente raiar

E ela então ferrar

E quando o sol finalmente raiar

E ela desmaiar

Tudo ficará positivamente mórbido



O nome dela

Miss Lexotan 6mg garota

O nome dela

Miss Lexotan 6mg garota



Ela era atriz no underground

Hoje ela posa de modelo fotográfico

É frequentadora assídua do templo Hare Krishna

Mas mesmo assim ela não fica leve

Miss Lexotan 6 miligramas

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Do Mundo de Drummond - A falta de Érico Veríssimo

Falta alguma coisa no Brasil
depois da noite de sexta-feira.
Falta aquele homem no escritório
a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.
Falta uma tristeza de menino bom
caminhando entre adultos
na esperança da justiça
que tarda – como tarda!
a clarear o mundo.
Falta um boné, aquele jeito manso,
aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal.
Falta um solo de clarineta.
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A triste história de ESTÓRIA

Perdi a conta dos leitores que me perguntam sobre a famigerada estória. Uns querem saber se realmente existe essa distinção entre estória e históriaOutros teriam ouvido que a palavra existiu outrora, mas hoje seria considerada arcaica. Há quem especule que estória tenha nascido de um erro de tradução. Quase todos perguntam se é uma distinção útil e necessária, ou se não passa de supérfluo balangandã. Peço perdão àqueles que fiz esperar, mas aqui vai minha resposta a todos.

Foi João Ribeiro, forte conhecedor de nosso idioma, quem propôs a adoção do termo estória, em 1919, para designar, no campo do Folclore, a narrativa popular, o conto tradicional, objeto de estudo dos especialistas daquela área.
E não se tratava de inventar, mas sim de reabilitar (hoje usariam o horrendo "resgatar"...) uma forma arcaica, comum nos manuscritos medievais de Portugal. Era uma ingênua proposta, paroquial, nascida da inveja compreensível
que causa a distinção story — history do Inglês; sem ela, alega o próprio Luís da Câmara Cascudo — para mim, um dos escritores que mais contribuíram para nossa língua —, não se pode entender frases como "Stories are not History",
ou títulos como "The History of a Folk Story". Que o mestre Cascudo me perdoe: a intenção era boa, mas sem nenhum fundamento linguístico.

Em primeiro lugar, a estória medieval não era um vocábulo diferente de história; era apenas uma das muitas variantes que se encontram nos textos manuscritos de nossos copistas, naquele tempo heroico em que a estrutura de nossa ortografia ainda lutava para sedimentar. Ali aparecem história, hestória, estória, istória, estórea (ainda não se usavam os acentos, que são de nosso século, mas não pude resistir). Da mesma forma, vamos encontrar homem, omem, omee (algumas vezes com til no primeiro ee até ome. Nota-se que o emprego do H e das vogais ainda não estava estabilizado na escrita.
Entretanto, já no séc. XVI — em Camões, por exemplo — a grafia de homem e história era a que é usada até hoje.
Outras línguas da família latina, como o Espanhol e o Francês, também experimentaram essa variedade de formas para históriamas terminou prevalecendo a forma única (historia e histoire, respectivamente).

Em segundo lugar: grande coisa se o Inglês pode fazer a distinção entre story e history! E daí?
Como o folclórico Napoleão Mendes de Almeida nos lembra, eles também distinguem entre can (poder, conseguir) e may (poder, no sentido legal e ético): "You can, but you may not" é uma rica frase em Inglês que só poderíamos traduzir com um aproximado "Você pode, mas não deve". Esse autor, que abominava estória, pergunta ironicamente:
"Se curtos de inteligência foram nossos pais em não terem descoberto essa história de "estória", curtos de inteligência continuamos todos nós em não forjarmos distinção gráfica e fonética para poder, para educação, para raio, para oficial e para outros vocábulos de formas diferentes em Inglês, como curtos de inteligência são todos os outros idiomas que têm palavras com mais de uma significação".
Dessa vez Napoleão bateu no prego e não na tábua. Uma olhada no meu Oxford e me dou conta que para nosso raiopor exemplo, o Inglês tem 
(1) ray (onde temos "raio de luz", "pistola de raios"), 
(2) radius (o "raio de um círculo") e 
(3) lightning (a "descarga elétrica"). 
É mais do que comum o fato de uma língua fazer distinções vocabulares que outras não fazem.
Como tive a oportunidade de mencionar em outro artigo (Atravessando o Canal da Manga), o Espanhol designa com um único vocábulo (celo, celos) o que nós distribuímos por três: zelo, cio e ciúme

Invejamos o story do Inglês?
Eles então devem ficar verdes diante de nosso ser e estar, distinção fundamental na vida e na Filosofia, que eles simplesmente desconhecem.

Assim são as línguas humanas, na sua (im)perfeição.
Além disso, os amáveis folcloristas que defendiam estória pensavam apenas em distinguir "a História do Brasil" das "Histórias da Carochinha".  Do ponto de vista linguístico, erraram por todos os lados.
Primeiro, erraram porque essa não é uma distinção útil, que justifique sua defesa. O português José Neves Henriques, o severo e consciencioso JNH do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, condena essa invenção "brasileira"  (ele tem razão: é coisa nossa), tachando-a de "uma palermice, porque, até agora, nunca confundimos os vários significados de históriaO contexto e a situação têm sido mais que suficientes para distinguirmos os vários significados". Certo o professor Henriques, errados os folcloristas:ninguém vai confundir a história de um país com a história do bicho-papão.
Segundo, erraram porque enxergavam apenas dois polos bem definidos: história que se refere ao passado e ao seu estudo, e a estória da narrativa, da fábula. A experiência nos diz que essas invasões de searas alheias geralmente pecam por um raciocínio simplista, reducionista.

Quem mexe no que não entende, termina fazendo bobagem... e não deu outra. Nossos estudiosos não perceberam que a distinção sugerida, apetecível do ponto de vista deles, acabaria criando incertezas e hesitações em frases corriqueiras como "Deixa de histórias!"; "Essa já é outra história"; "Que história é essa?"; "Eu e ela temos uma velha história".
Qual das duas formas usar? Por tão pouco benefício, por que assombrar ainda mais os que escrevem em Português?
Faço questão de frisar "os que escrevem" — porque aqui, também, reside outra falha da proposta de João Ribeiro: as duas formas não seriam distinguíveis na fala, já que a realização da vogal inicial de estória é geralmente /i/ (como em espada, esperto, etc.).
Ambas seriam pronunciadas da mesma maneira: /istória/. E quantas outras palavras, derivadas de história, deveriam ser alteradas?  HistorieiroHistoriento? As historietas passariam a ser estorietas? Os aficionados em quadrinhos passariam a usar EQ em vez do consagrado HQ?

Como se vê, "muito trabalho por nada", como reza a comédia de Shakespeare.
De qualquer forma, o uso de estória poderia ter ficado confinado ao mundo do Folclore, onde talvez fosse de alguma utilidade. Afinal, não é incomum que certas áreas do pensamento postulem, para uso exclusivo, vocábulos novos ou variações fonológicas ou ortográficas de vocábulos antigos, no afã de obter maior precisão em seus conceitos. Isso se verifica, por exemplo, na Filosofia, na Lógica, na Linguística, na Psicanálise (onde me chama a atenção a impressionante inquietação linguística dos lacanianos).
Como é natural, essas variantes vão fazer parte de um código específico, cujo emprego passa a ser indispensável para os especialistas dessa área, mas não entram no grande caudal da língua comum. A criação, a utilização e, muito seguidamente, a agonia e morte dessas formas são registradas em discretos dicionários especializados, convenientemente isolados do grande rebanho representado pelos dicionários de uso.

Infelizmente, como nos piores pesadelos dos ecologistas, estória rompeu as cercas de segurança, saiu do pequeno rincão do Folclore e invadiu nossas vidas. O responsável por isso foi João Guimarães Rosa (pudera não!). Como escreve meu mestre Celso Pedro Luft, com uma ponta de inesperada ironia, Rosa decidiu "glorificar, imortalizar a ausência do agá: Primeiras Estórias. Corriam os anos de 1962. Primeiras estórias ... todos os fãs do mineiro imortal ficaram absolutamente alucinados. E foi estória para cá, estória para lá, estória para todos os lados. Uma epidemia. Perdão, uma glória".

Depois, em 1967 veio Tutameia, com o subtítulo "Terceiras Estórias", e o póstumo Estas Estórias, publicado em 1969. Muito tem sido escrito sobre a inovação da linguagem rosiana; a sintaxe de seu narrador é, a meu ver, a criação literária do século. No entanto, sou obrigado a observar que, em termos não-literários, essa inovação é zero. Nenhuma das palavras montadas, deformadas ou inventadas por ele jamais será usada, a não ser por imitadores (que já andam escasseando...). É uma linguagem só dele; funciona admiravelmente no universo de sua obra, mas é seu instrumento pessoal, e nunca será nosso. Ouso dizer que a única influência rosiana no Português foi a divulgação desse equívoco que é estória. Tenho certeza de que Guimarães Rosa, místico de quatro costados, entenderia: deve ser vingança dos deuses da Língua.

Publicado no site  SUA LÍNGUA - Cláudio Moreno.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Do Mundo de Drummond - Poemas Perdidos


O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica

Como são belas as tuas mãos, como são belas as tuas mãos pálidas como uma canção em surdina...

As tuas mãos dançam a dança incerta do desejo, e afagam, e beijam e apertam...

As tuas mãos procuram no alto a lâmpada invisível, a lâmpada que nunca será tocada...

As tuas mãos procuram no alto a flor silenciosa, a flor que nunca será colhida...

Como é bela a volúpia inútil de teus dedos...



O poema das mãos que não terão outras mãos numa tarde fria de Junho

Pobres das mãos viúvas, mãos compridas e desoladas, que procuram em vão, desejam em vão...

Há em torno a elas a tristeza infinita de qualquer coisa que se perdeu para sempre...

E as mãos viúvas se encarquilham, trêmulas, cheias de rugas, vazias de outras mãos...

E as mãos viúvas tateiam, insones, ? as friorentas mãos viúvas...



O poema dos olhos que adormeceram vendo a beleza da terra

Tudo eles viram, viram as águas quietas e suaves, as águas inquietas e sombrias...

E viram a alma das paisagens sob o outono, o voo dos pássaros vadios, e os crepúsculos sanguejantes...

E viram toda a beleza da terra, esparsa nas flores e nas nuvens, nos recantos de sombra e no dorso voluptuoso das colinas...

E a beleza da terra se fechou sobre eles e adormeceram vendo a beleza da terra...

Carlos Drummond

A Família Nicotti - Origem

Chiesa di San Rocco - Vicenza


A
estória se repete. A tradição continua. 127 anos atrás, um jovem enfrentava a imensidão do oceano em direção ao desconhecido, a procura de novos caminhos, assim como outros milhares de italianos esperançosos em busca de novos ideais.

Com sua bagagem, levou sua tradição, seu amor pela terra e a vontade de descobrir novos horizontes.

Trata-se do meu bisavô (FIORINDO FERDINANDO NICOTTI).

Minha Árvore Genealógica

Comecei com a pesquisa sobre a origem de meu antepassado, recompensada muito bem com o encontro de seu documento de um «Registro de Roda» de uma igreja (fora abandonado num instituto de Vicenza); ele partira sem qualquer documento que pudesse identificá-lo.

Livro de Registros da Roda

Meu bisavô tinha dezessete anos quando chegou ao Brasil em julho de 1888 no vapor “Europa”. Regularizou sua situação como estrangeiro em 1894, quando lhe enviaram da Itália a sua documentação.
Na realidade, o documento que lhe foi enviado da Itália, redigido em Vicenza em 9 de julho de 1891, foi endereçado da seguinte forma:
“Al Signor
Fiorindo Nicoti
America del Sud  -  Ferma in  Posta
Porto alegre”

... e, ainda que o endereço não fosse muito exato, o documento chegou ao seu destino (quase três anos depois).

Certificado de Nacionalidade do Vô Florindo (e envelope)

Não obstante tenha o mesmo vindo para o Brasil irregularmente, para não dizer clandestinamente, o mesmo não ocorreu com aquela que seria sua futura esposa (Vó Délia), também proveniente da Itália.

A “Vó” Délia (ELISA SERAFINA ADELINA GOBBI) veio com a família (pais e irmãos) para o Brasil em 1888, no mesmo navio. Tinha sete anos e mesmo que a navegação tivesse durado vinte e três dias, meus bisavós somente se conheceram em Porto Alegre, vários anos depois.

Passaporte dos meus antepassados

Casaram-se e tiveram um casal de crianças, dentre eles, o meu Vô ARMANDO NICOTTI (pai de meu pai, CLÁUDIO ARMANDO DA SILVA NICOTTI).

Transcorridos três gerações, eu, um de seus únicos descendentes, retornei a sua terra natal, atravessando aquele mesmo oceano, na época em vinte e três dias em navios a vapor, hoje em dez horas com moderníssimos aviões — também à procura de uma experiência de vida.

Dando continuidade ao sobrenome NICOTTI¹, mas tomando a direção contrária daquela seguida pelos meus bisavós (Itália - Brasil), concebi meu filho (PIER CLAUDIO MICHELON NICOTTI) na terra natal de meu antepassado.

A primeira "Foto" de meu filho - Pier Cláudio, com 17mm (1,7cm).

Vinte e nove anos atrás, me encontrava em Casnate con Bernate (Como), uma localidade similar à Brêndola (Vicenza) ou Roncoferraro (Mantova) onde meus antepassados habitavam, ou seja, mesmos costumes, mesma gastronomia, mesmo modo de vida na qual viveram e que trouxeram ao Brasil. Senti-me completamente satisfeito porque além de ter encontrado aquilo que procurava, encontrei também, verdadeiros amigos.

Passado um século, acredito ter sentido aquilo que meu bisavô teria sentido se tivesse retornado à Itália:

SENTI-ME EM CASA.





CURIOSIDADES QUANTO AO SOBRENOME

Com a pesquisa da origem de minha família no Arquivo de Estado, trouxeram-me três grandes livros. Cada ano correspondia a cada letra (letra “L” = 1869; “M” = 1870 e “N” = 1871).

1871 foi o último ano que a “roda” foi utilizada.

Após ser introduzida na “Roda” que girada acionava um pequeno sino, o nenê era registrado em um livro pelo padre que designava o nome e sobrenome, observando algumas características (NASOTI, relativo ao nariz, NEVATI, relativo ao clima ou cor, etc.).

Mas o que o ele quis dizer com NICOTTI??

Abaixo seguem os sinônimos que encontrei, já que a palavra Nicotina como substância química do cigarro (fumo), fui forçado a descartar por tratar-se de um recém nascido:

NICOCIANA:       nicoziana (antigo nome da planta do tabaco)
NICOTINA:         (adj.) soporífero
SOPOR:                sopore, assopimento, sonnolenza
SOPORATIVO:     atto ad addormentare
                            (fig.) noioso, fastidioso
MODORRA:          sonnolenza da malati
                            sonno profondo
                            malattia negli ovini
                            (fig.) stùpido, ottuso
SOPORE:              sopor, modorra 

¹ O sobrenome Nicotti foi “inventado”, ou seja, foi atribuído ao meu bisavô pelo padre da Igreja San Rocco no Ospizio Infanti Abbandonati Vicenza quando o “esqueceram” na Roda daquela Instituição.