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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Um dia...

Um dia descobriremos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. Tu não só não a esquece, como pensas muito mais nela...

Um dia descobriremos que se apaixonar é inevitável...

Um dia perceberemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia perceberemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa que não te liga é a que mais pensa em ti...

Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”...

Um dia perceberemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...

Um dia perceberemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...

Enfim...

Um dia descobriremos que, apesar de viver quase 100 anos,
esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos,
nem para dizer tudo o que tem de ser dito...

O jeito é:
ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida
ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

11 coisas que você faz devido à sua ansiedade (e ninguém percebe)

Embora a ansiedade seja uma resposta natural de nosso corpo diante de uma ameaça, ela pode aparecer de forma regular ou crônica.
Quando fora de controle, a ansiedade pode afetar nossa saúde, assim como nossos hábitos.
Essa lista traz atitudes desencadeadas por uma ansiedade descontrolada que nem sempre são compreendidas por pessoas que não sofrem do mesmo mal.

Confira:


1. Recusa convites para fazer coisas que realmente gostaria de fazer
Às vezes, a ansiedade pode ser tão debilitante que você não consegue reunir energia o suficiente para sair.
Não importa o quão excitado de antemão você esteja para o evento, quando o dia realmente chega e sua ansiedade está em pleno vigor, você diz não.
Você não quer ser um fardo para ninguém, então a melhor escolha é não participar.

2. Fica obcecado por coisas que normalmente as pessoas nem pensariam duas vezes sobre
Você fica obcecado com tudo que está em sua cabeça.
Muito provavelmente, as coisas nas quais você fica obcecado nunca passariam pela mente de alguém que não sofre de ansiedade.
Talvez você fique obcecado com uma conversa que teve na semana passada, ou na maneira como seu chefe te encarou outro dia.
Talvez você se assuste com o fato de seu parceiro não ter lhe enviado uma mensagem naquele dia e fique preocupado sobre ter dito alguma coisa que o aborreceu.
Seja como for, é difícil para pessoas sem ansiedade entender por que você está se atrapalhando com coisas que nem lhes importariam.

3. Acordar muito cedo mesmo quando está muito cansado
Dormir é sempre um problema para você. É difícil dormir porque você tem tantas coisas para digerir sobre o dia que acabou de passar.
Sua mente parece nunca desligar, você sempre acorda cedo com preocupações que já estavam em sua mente.
Dormir é realmente um desafio para você, porque você não pode desligar sua ansiedade uma vez que já esteja acordado.

4. Ter medo constantemente do pior cenário possível
Antes dos primeiros encontros, você está convencido de que tudo dará errado. Antes de viajar, você imagina como tudo irá se desmoronar.
Antes de cair na estrada, você imagina o pior dos acidentes. Quando você fica doente, fica com medo de que haja realmente algo muito errado com seu corpo.
A lista sempre continua. Isso pode parecer bobeira para os outros, mas e para você? Seus medos são reais. É real para você!

5. Você repete as conversas repetidamente em sua cabeça
Você evita confrontos a todo custo, pois isso faz com que sua ansiedade piore.
Quando você tem algo a dizer que parece adorável a alguém, você continua a pensar sobre isso depois que é dito.
Você nunca consegue tirar isso da sua cabeça e você sempre acha que disse algo errado.
Isso pode te machucar muito por dentro e você deve sempre se lembrar que é apenas sua ansiedade falando e que tudo está bem.

6. Você se preocupa mais com você quando as pessoas expressam preocupação por você
Quando as pessoas lhe perguntam se você está bem quando você está tendo um ataque de ansiedade, ou quando as pessoas vêm até você quando você está com a cabeça em pensamentos negativos, isso piora sua ansiedade.
Claro que todos eles querem o seu bem, mas quando os outros se preocupam com você, isso faz você pensar:
“Se eles estão preocupados, então eu deveria me preocupar ainda mais comigo mesmo!”

7. Você acha que é sua culpa quando alguém não te responde imediatamente
Se é o amor da sua vida, seu melhor amigo ou irmão, você fica constantemente cansado quando as pessoas não te respondem.
Pessoas sem ansiedade geralmente não ligam para isso, mas você sim. Normalmente quando pessoas não te respondem ou te mandam mensagem você acha que a culpa é sua.
Você sempre pensa que fez algo errado, quando, na maioria das vezes, está tratando com pessoas ruins em se comunicar.

8. Você sente ter um colapso quando alguém começa a falar do futuro
O futuro é um grande gatilho para você.
Você odeia quando as pessoas lhe perguntam quais seus planos para os próximos cinco anos, e isso irá fazer você se retirar.
A graduação do ensino médio e da faculdade para a maioria das pessoas é muito emocionante, mas para você pode ser incrivelmente assustador.
Você odeia quando as pessoas falam sobre seu próprio futuro porque isso faz com que você sinta que não é bom o suficiente.

9. Constantemente, você compara o seu sucesso ao de pessoas de mesma idade
Você vê constantemente no Facebook que as pessoas da sua idade estão conseguindo o trabalho dos sonhos, e isso faz com que sua cabeça queira explodir.
Você não quer comparar-se aos outros, mas às vezes sua ansiedade o força.
Você se pergunta se algum dia irá se igualar a eles e se seus objetivos se tornarão realidade.

10. Você se recorda de cada erro que cometeu e sofre com isso
Especialmente se você comete um erro no trabalho, isso pode consumir seus pensamentos e arruinar seu dia, ou mesmo sua semana.
Você se esforça para fazer o melhor que pode, mas quando envia algo acidentalmente ou faz algo que não deveria fazer no escritório, você fica muito para baixo.
A ansiedade pode realmente ser sua pior inimiga.

11. Em alguns dias, você está exausto física e mentalmente para sair da cama
Alguns dias, sua ansiedade pode ser tão forte que você realmente se sente incapaz de fazer qualquer coisa além de ficar deitado na cama e chorar.
Às vezes o mundo pode ser demais para sua mente, você precisa de alguns dias para descansar sua mente e seu corpo.
A ansiedade pode ter um enorme efeito sobre a nossa saúde, não é algo que devemos deixar para lá. Ela pode ser realmente prejudicial e muitas pessoas não entendem os efeitos que ela pode ter em um indivíduo.



Este artigo foi publicado no site https://awebic.com e é uma tradução do Awebic do texto originalmente publicado em Thought Catalog por Lauren Jarvis-Gibson.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Os Melhores Poemas de Vinícius de Moraes - 04 - Não Comerei da Alface a Verde Pétala


Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: “Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Vinicius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913, e morreu na madrugada de 9 de julho de 1980, aos 67 anos, devido a problemas decorrentes de uma isquemia cerebral.

Os poemas selecionados foram publicados nos livros “Cinco Elegias”, “Poemas, Sonetos e Baladas”, “Novos Poemas”, “Novos Poemas (II)” “Pátria Minha”, Livro de Sonetos” e “Antologia Poética”.

Não Comerei da Alface a Verde Pétala

Não comerei da alface a verde pétala
Nem da cenoura as hóstias desbotadas
Deixarei as pastagens às manadas
E a quem maior aprouver fazer dieta.
Cajus hei de chupar, mangas-espadas
Talvez pouco elegantes para um poeta
Mas peras e maçãs, deixo-as ao esteta
Que acredita no cromo das saladas.
Não nasci ruminante como os bois
Nem como os coelhos, roedor; nasci
Omnívoro: deem-me feijão com arroz
E um bife, e um queijo forte, e parati
E eu morrerei feliz, do coração
De ter vivido sem comer em vão.


Nietzsche para estressados - 07

O homem que imagina ser completamente bom
é um idiota

SE A CONSCIÊNCIA NOS TORNA HUMANOS, a imperfeição também é um traço distintivo de nossa espécie. Passamos mais tempo reparando erros do que construindo coisas de valor.

          Assumir essa característica da nossa condição nos ajuda a ser humildes e, o que é mais importante, nos faz tomar consciência de quanto ainda precisamos nos aprimorar. Todo fracasso ou erro nos ensina como fazer melhor.

     As pessoas mais inflexíveis e perfeccionistas sofrem as consequências de seus atos imperfeitos. Se algo dá errado, costumam colocar a culpa nos outros e ficam descontroladas quando alguém mostra qualquer falha que possam ter cometido.


    Nietzsche nos dá o seguinte conselho: é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo – o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem.

A palavra japonesa wabi-sabi define a arte da imperfeição: no que é incompleto, irregular e antigo existem a vida e a beleza, pois aí está contido o desejo que a natureza tem de aprimorar a si mesma.



Extraído do livro "Nietzsche para estressados" de Allan Percy.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

6 tipos de publicações nas redes sociais que indicam baixa autoestima

Vivemos na era de redes sociais e percebemos comportamentos estranhos que podem indicar problemas de autoestima. As pessoas que não estão satisfeitas ou felizes com a própria aparência ou até mesmo vida, geralmente costumam ter seguintes atitudes:

1. Postam muitas selfies em frente ao espelho

Os cientistas da Universidade de Brunel em Londres e a Universidade de Arkansas nos Estados Unidos dizem que as pessoas que amam tirar selfies e postá-las na mesma hora são no mínimo inseguras e precisam da aprovação constante em forma de likes e comentários.

2. Postam os seus luxos e compras caras

Estas pessoas consideram o seu estilo de vida muito bom, mas por outro lado precisam de reconhecimento dos seus seguidores e amigos nas redes sociais. Uma atitude dessas pode indicar que as pessoas não sabem o seu verdadeiro valor ou, muitas vezes, fingem ser algo que não são. Se aquilo fosse algo comum para elas (do jeito que elas querem fazer parecer), nem estaria na internet.

3. Escrevem “Curta ou comenta que eu vou…”

São pessoas com alto nível de imaturidade e um comportamento infantil óbvio. Elas geralmente têm dificuldade em construir relações reais fora das redes sociais e tentam compensar isso ganhando popularidade na internet com esse tipo de postagem. Bem, pelo menos é o que elas acham.

4. Postam fotos de tudo que comem

É complicado entender o motivo que leva alguém a postar tudo que come. No entanto, são muitas pessoas que fazem isso e não somente no Instagram. Este momento deveria ser íntimo e não compartilhado com tanta gente! Buscar aprovação alheia até para aquilo que se come - é algo muito estranho e deveria ser investigado.

5. Postam indiretas

Essas pessoas se preocupam demais com a opinião dos outros. Postando a indireta, elas não querem atingir uma pessoa somente, mas receber certa compaixão também. E isso por si só já é um grande sinal de baixa autoestima.

6. Fazem selfies na academia

Talvez a pessoa sinta o orgulho de si mesma por ter força, motivação e garra para estar lá. Ela também pode estar muito feliz com os primeiros resultados ou simplesmente querer provar algo para alguém. Mas querendo ou não é apenas uma maneira de atrair a atenção e o simples desejo de ser admirado — um dos principais “sintomas” da baixa autoestima.

A preocupação do ser humano com a própria imagem que transmite é natural. Sempre foi assim e dificilmente algo mudará no futuro próximo. Mas, infelizmente, tirar muitas selfies pode ser um sinal de narcisismo ou indício de que a pessoa não se vê da mesma forma que gostaria de ser vista pelos outros.


Fonte: Virais HD

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Dom Elias Figueroa - El patrón de la area

No dia de seu aniversário, posto essa homenagem a um dos maiores jogadores que já vestiu a jaqueta colorada e um dos maiores zagueiros que o mundo já viu jogar..
Nascimento: 25 de Outubro de 1946, em Valparaíso, Chile.
Posição: Zagueiro
Clubes: Santiago Wanderers - CHI (1963 e 1965-1966), Unión La Calera - CHI (1964), Peñarol - URU (1967-1971), Internacional - BRA (1971-1976), Palestino - CHI (1977-1980), Fort Lauderdale Strikers - EUA (1981) e Colo-Colo - CHI (1981-1982).

Principais títulos por clubes:
1 Recopa dos Campeões Mundiais (1969) e 2 Campeonatos Uruguaios (1967 e 1968) pelo Peñarol.
2 Campeonatos Brasileiros (1975 e 1976) e 6 Campeonatos Gaúchos (1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976) pelo Internacional.
1 Campeonato Chileno (1978) e 1 Copa do Chile (1977) pelo Palestino.

Principais títulos individuais:
Jogador Mundial do Ano da IFFHS e da FIFA: 1976
Eleito para a Equipe das estrelas da Copa do Mundo da FIFA: 1974
Futebolista sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1974, 1975 e 1976
Bola de Prata da Revista Placar: 1972, 1974, 1975 e 1976
Bola de Ouro da Revista Placar: 1976
Defensor sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1972 e 1977
Melhor Jogador do Campeonato Uruguaio: 1967 e 1968
Melhor Jogador chileno da história pela IFFHS
8º Melhor Jogador sul-americano do século XX pela IFFHS
37º Melhor Jogador do Mundo do século XX pela IFFHS
FIFA 100: 2004
Eleito para a Equipe de Futebol da América do Sul do século XX
Eleito entre os melhores 50 jogadores da história pela revista “World Soccer”
Nomeado capitão em todas as equipes por onde passou

“O dono da área”
Don Elías. El Coloso. Gran Capitán. El Dios de Beira Rio. Gran Mariscal. Apelidos e adjetivos dos mais variados tipos serviram para tentar denominar o melhor jogador da história do futebol chileno, o zagueiro Elías Ricardo Figueroa Brander, ou simplesmente Figueroa. Dono de um talento primoroso e impecável dentro da área, o craque que brilhou em seu país, no Peñarol e, principalmente, no Internacional, é sempre lembrado como o maior zagueiro do futebol sul-americano na década de 70 e também do século XX. E foi mesmo. Elegante, técnico e capaz de usar toda sua raça e força quando preciso, Figueroa marcou época, foi o maior ídolo da história do Internacional, ao lado de Falcão, capitão por onde passou e exemplo de liderança no esporte. Presente em dezenas de listas de grandes esquadrões ou de seleções do século, Figueroa foi gênio, craque e “autoritário”, a ponto de deixar para sempre sua frase registrada: “A área é minha casa. Nela, só entra quem eu quero.” Falou e disse, capitão! É hora de relembrar.

Adulto precoce
Tudo na vida de Figueroa, sejam as alegrias ou os desafios, começou cedo. Bem cedo. Entre os dois e sete anos de idade, o garoto sofreu vários problemas de coração e asma, que o proibiram de realizar atividades físicas. Aos 11, teve um princípio de poliomielite, que o obrigou, veja só, a ter de reaprender a andar. Depois de três anos, aos 14, Figueroa conseguiu superar as adversidades e começou a treinar na cidadezinha de Quilpué, jogando como meia-direita. Aos 15, passou num teste no Santiago Wanderers, onde começou a jogar como zagueiro central ao invés de meia-direita. A mostra de sua qualidade seria conhecida em 1962, quando o jovem integrou a equipe juvenil do Santiago Wanderers em um amistoso contra a seleção brasileira que seria bicampeã mundial. Todos ficaram impressionados com o garoto de 15 anos que esbanjou personalidade e categoria perante craques como Pelé, Nilton Santos e Garrincha. Mesmo com o desempenho formidável, Figueroa não conseguiu tirar da zaga da equipe titular Raúl Sanchez, e foi vendido ao Union Calera, também do Chile.
Figueroa começou como jogador profissional em 1964 e pôde demonstrar seu talento como titular, despertando novamente o interesse do Wanderers, que o contratou em 1965. Naquele mesmo ano, fez sua estreia na seleção do Chile e conseguiu, com apenas 19 anos, uma vaga no time titular que disputou a Copa do Mundo de 1966. Mesmo com a seleção chilena eliminada na primeira fase, Figueroa foi considerado o maior jogador do time na competição, despertando a atenção e admiração de todo mundo.

Crescendo a cada dia
Depois da Copa, o Wanderers ficou pequeno demais para o talento de Figueroa (que, para rechaçar sua precocidade, já era casado…). Muitos clubes tentaram contratar o zagueiro chileno, mas quem ganhou a disputa foi o Peñarol (URU), então campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1966, recheado de craques como Mazurkiewicz, Néstor Gonçalves, Alberto Spencer e Pedro Rocha. Mesmo com tantos craques, Figueroa foi logo mostrando que também era um, e dos bons, ganhando espaço no time e conquistando logo em sua primeira temporada o Campeonato Uruguaio de 1967, de maneira invicta, com 15 vitórias e três empates em 18 partidas. No ano seguinte, Figueroa venceu mais um Campeonato Nacional e seguiu firme como titular da equipe aurinegra, esbanjando técnica e usando suas “ferramentas” quando era necessário parar algum adversário mais habilidoso. Em 1969, Figueroa conquistou a extinta Supercopa dos Campeões Mundiais, competição organizada pela Conmebol que reunia os clubes sul-americanos campeões mundiais. O Peñarol deixou para trás Santos (BRA), Racing (ARG) e Estudiantes (ARG), com quatro vitórias, um empate e uma derrota em seis jogos. Àquela altura, o craque já era um dos maiores jogadores de seu país e também do continente, tendo recebido o prêmio de melhor jogador do Campeonato Uruguaio em 1967 e 1968.

América na trave
Em 1970, Figueroa não conseguiu disputar sua segunda Copa, pois o Chile não se classificou. A grande chance de título da temporada foi na Copa Libertadores, quando o Peñarol conseguiu superar os obstáculos e alcançar a decisão. Nela, porém, o time barrou na raça e na mítica equipe do Estudiantes (ARG), que conseguiu (depois de uma vitória por 1 a 0 e um empate sem gols) o tricampeonato consecutivo da Libertadores, igualando o próprio Peñarol em número de conquistas. Ali, seria a última chance de título de Figueroa com o manto aurinegro. Ele mudaria de casa muito em breve.

Quando o Beira Rio ganhou um rei
Em 1971, Figueroa disse um sonoro “não” ao poderoso Real Madrid após receber uma proposta tentadora do clube merengue. O jogador preferiu ir jogar no Internacional (BRA), pelo fato de o clube disputar o Campeonato Brasileiro, onde estavam os maiores craques do futebol sul-americano, na opinião do próprio zagueiro. A ida de Figueroa ao Brasil causou muita revolta na torcida do Peñarol, que não admitiu a saída de um craque do porte do chileno. Também pudera, pois Figueroa começaria a fase mais áurea de sua carreira vestindo o manto vermelho do Inter.

Leão em campo 
Ao lado de muitos craques, entre eles Falcão, Figueroa assumiu a braçadeira de capitão do Colorado e começou a realizar partidas marcantes que rapidamente encantaram os torcedores do Inter. Em 1971 e 1972, a equipe faturou o bicampeonato Gaúcho, que se transformaria num histórico hexa, em 1976. No período, Figueroa também aliou suas atuações entre o vermelho do Inter e o vermelho da seleção do Chile, quando foi o principal responsável por classificar a equipe para a Copa do Mundo de 1974. O Chile teve de disputar a repescagem contra a União Soviética, em dois jogos. No primeiro, Figueroa fez como nunca da área a sua casa, jogou demais, e os chilenos arrancaram um 0 a 0 heroico em Moscou. Como a URSS não decidiu disputar a partida de volta, no Chile, em protesto ao golpe de estado no país, o Chile garantiu a classificação.

O melhor
Na Copa de 1974, Figueroa foi ainda melhor que em 1966, mesmo não podendo ajudar seu Chile a garantir uma vaga na fase seguinte, por ter de encarar simplesmente as donas da casa, as “Alemanhas” Ocidental e Oriental. O Chile perdeu para a Alemanha Ocidental, de Beckenbauer, por 1 a 0, empatou com a Oriental em 1 a 1 e empatou sem gols com a Austrália. Naquele Mundial, Figueroa ganhou um singelo elogio de um dos maiores craques da época, Franz Beckenbauer, que disse ser “o Figueroa da Europa”. Também em 1974, Figueroa ganhou pela primeira vez o prêmio de Melhor Jogador da América, em votação feita pelo Jornal El Mundo. O craque venceria o troféu, também, nos dois anos seguintes.

Rumo ao topo no Brasil
Sem rivais no Rio Grande do Sul, o Internacional de Figueroa colocou o Campeonato Brasileiro de 1975 como grande objetivo da temporada. O torneio daquele ano tinha uma primeira fase com quatro grupos, dois com 10 times e dois com 11. O Inter caiu no grupo D, sendo o líder e um dos classificados, com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 11 jogos, sofrendo apenas cinco gols, reflexo direto de Figueroa à frente da zaga do Colorado. Na segunda fase, dois grupos com 10 times cada classificariam os seis melhores de cada um. O Inter foi novamente o líder, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota em 10 jogos, sofrendo quatro gols. Na terceira (!) fase, mais dois grupos com oito times cada, classificando os dois melhores de cada um para as semifinais. Dessa vez, o Inter foi o segundo colocado, ficando atrás do surpreendente Santa Cruz. Em sete jogos, os colorados venceram quatro, empataram dois e perderam um. O tricolor de Pernambuco teve uma vitória a mais. O Inter estava classificado. Mas teria que enfrentar o líder do grupo A: o Fluminense.

Na semifinal, disputada em partida única, o Fluminense levou mais de 97 mil pessoas ao Maracanã e tinha convicção de que iria para a final, tamanha a qualidade de seus jogadores, orquestrados por Rivelino. Mas eles não contavam com outro maestro do lado colorado, Falcão, tão bom quanto Riva, e Figueroa, dono da área colorada. O Inter não se intimidou, apostou no equilíbrio e venceu o Flu por 2 a 0, gols de Lula e Carpegiani. A vaga para a final estava carimbada. E a Máquina Tricolor via o esquadrão vermelho acabar com a sua magia.

Zagueiro “iluminado”
Dono de melhor campanha que o rival da final, o Cruzeiro, o Internacional decidiu em sua casa o Brasileiro de 1975. O jogo, como não poderia deixar de ser, foi muito disputado. O Cruzeiro tinha feras em campo como Nelinho, Raul Plassmann, Piazza, Zé Carlos, Palhinha e Joãozinho. Em um jogo tão pegado, quem brilhou foi a zaga colorada. Manga pegou tudo e mais um pouco naquele jogo (inclusive um cruzamento de Nelinho com apenas uma mão) e Figueroa teve de usar todas as suas armas (todas mesmo!) para parar o veloz ataque cruzeirense. “Don Elías” foi ainda mais preciso no lance que decidiu a partida. O craque marcou, de cabeça, o gol do título colorado em um lance emblemático, em que um único feixe de luz do sol iluminou exatamente a cabeça do zagueirão, fazendo com que o gol ficasse conhecido como o “gol iluminado”. O Inter, pela primeira vez em sua história, era campeão nacional. Era, também, o primeiro clube gaúcho campeão brasileiro, deixando o rival Grêmio ainda mais raivoso. O artilheiro da competição foi o goleador colorado Flávio, com 16 gols. Era a glória tão sonhada que Figueroa queria com a camisa colorada. O Brasil era dele. E o futebol também.

Ano perfeito
Em 1976, Figueroa viu o Inter cair na Libertadores, que teria o Cruzeiro como campeão. Em compensação, no Brasileiro e no Gaúcho, a equipe colorada manteve sua hegemonia. O time sacramentou o hexa estadual e levantou o bicampeonato brasileiro, de novo em casa, ao derrotar o Corinthians por 2 a 0. O Internacional era bicampeão brasileiro, coroava seu futebol eficiente, brilhante e técnico, e colocava Falcão, Figueroa, Manga e Carpegiani no mais alto patamar dos grandes do futebol brasileiro e até mundial (no caso de Falcão e Figueroa). Naquele ano, Figueroa conquistou a Bola de Ouro da Revista Placar de melhor jogador do Campeonato Brasileiro, que se somou às quatro Bolas de Prata que ele já havia ganho em 1972, 1974, 1975 e 1976. O zagueiro também levou os prêmios de Melhor Jogador da América do Sul pelo El Mundo e de Jogador Mundial do Ano pela IFFHS e FIFA.

O bom filho a casa torna
Em 1977, com saudades da família e com certo receio de sua segurança em Porto Alegre, Figueroa decidiu voltar ao Chile para jogar no Palestino. Mesmo jogando num time desconhecido, Figueroa manteve a estrela vencedora e faturou a Copa do Chile de 1977 e o Campeonato Chileno de 1978, com o destaque para uma invencibilidade de 44 jogos do Palestino no país, um recorde até hoje. O zagueiro manteve o bom nível no clube chileno até 1980, quando decidiu seguir o caminho de outros grandes craques do futebol mundial, como Pelé, Carlos Alberto Torres e Beckenbauer, e jogar no futebol norte-americano, mais precisamente no Fort Louderdale Strikes, em 1981. O time fez uma boa campanha na Liga Nacional, Figueroa jogou ao lado do peruano Cubillas e do alemão Gerd Müller, mas não conquistou o título, caindo nas semifinais para o New York Cosmos. Depois da aventura na terra do Tio Sam, Figueroa voltou a jogar no Chile, no gigante Colo-Colo, onde encerraria a carreira.

A última Copa e o fim
Em 1982, Figueroa, com 35 anos, disputou sua terceira e última Copa do Mundo, na Espanha, sendo o primeiro jogador chileno a disputar três Copas na carreira (e voltando a um mundial depois de o Chile não disputar a Copa de 1978). O Chile foi novamente eliminado na primeira fase, sofrendo três derrotas em três jogos, mas só o fato de ter estado na Espanha valeu demais para o veterano craque. Depois da Copa, Figueroa encerraria a sua brilhante carreira em janeiro de 1983, após disputar um clássico contra a Universidad de Chile pelo Colo-Colo, time que venceria o Campeonato Chileno daquele ano, mas já sem Figueroa. Terminava ali a carreira do maior jogador chileno de todos os tempos, de um dos mais talentosos e primorosos zagueiros sul-americanos do século XX e, sem dúvida alguma, de um dos maiores craques do futebol mundial. Mesmo depois de ter se aposentado, Figueroa continuou a atuar no mundo esportivo, seja como comentarista, seja como assessor esportivo e até dono de escolinhas de futebol. O ex-craque continuou (e ainda continua) a receber prêmios, homenagens e lembranças que valorizam cada vez mais o seu futebol mágico e soberano, que será eterno, como o Don Elias. Um craque imortal.



Publicado no site Imortais do Futebol em 23 de agosto de 2012

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Águia de Haia - O Monopólio da Mentira

Mentira de tudo, em tudo e por tudo.
Mentira na terra, no ar, no céu.
Mentira nas promessas.
Mentira nos progressos.
Mentira nos projetos.
Mentira nas reformas.
Mentira nas convicções.
Mentira nas soluções.
Mentira nos homens, nos atos e nas coisas.
Mentira no rosto, na voz, na postura, no gesto, na palavra, na escrita.
Mentira nos partidos, nas coligações e nos blocos. (...)
Mentira nas instituições, mentira nas eleições.
Mentira nas apurações.
Mentira nas mensagens.
Mentira nos relatórios.
Mentira nos inquéritos.
 Mentira nos concursos.
Mentira nas candidaturas.
Mentira nas garantias.
Mentira nas responsabilidades.
Mentira nos desmentidos.
A mentira geral.
O monopólio da mentira.


Ruy Barbosa - 1919