terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pet Shop Boys - Always on My Mind





Sempre Na Minha Mente

Talvez eu não tenha tratado você
Tão bem quanto deveria
Talvez eu não tenha te amado
Tão frequentemente quanto poderia
Pequenas coisas que deveria ter dito e feito
Eu nunca separei um tempo para isso

Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente

Talvez eu não tenha te abraçado
Em todas aqueles momentos solitários
E acho que nunca te disse,
Que sou feliz por você ser minha
Se eu te fiz sentir como a segunda melhor
Sinto muito, estava cego

Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente

Diga me, diga-me que seu doce amor não morreu
Dê-me mais uma chance de manter você satisfeita, satisfeita

Pequenas coisas que deveria ter dito e feito
Eu nunca separei um tempo para isso
Você sempre esteve em minha mente
Você sempre está em minha mente

Diga me, diga-me que seu doce amor não morreu
Dê-me mais uma chance de manter você satisfeita

Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente
Você sempre esteve em minha mente

Talvez eu não tenha tratado você
Tão bem quanto deveria
Talvez eu não tenha te amado
Tão frequentemente quanto deveria
Talvez eu não tenha te abraçado
Em todas aqueles momentos solitários
E acho que nunca te disse,
Que sou feliz por você ser minha

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As carícias e o iluminado


Chega de viver entre o medo e a raiva! Se não aprendermos a viver de outro modo, poderemos acabar com a nossa espécie.

É preciso começar a trocar carícias, a proporcionar prazer, a fazer com o outro todas as coisas boas que a gente tem vontade de fazer e não faz, porque “não fica bem” mostrar bons sentimentos! No nosso mundo negociante e competitivo, mostrar amor é… um mau negócio. O outro vai aproveitar, explorar, cobrar… Chega de negociar com sentimentos e sensações. Negócio é de coisas e de dinheiro – e pronto!

O pesquisador B. Skinner mostrou por A mais B que só são estáveis os condicionamentos recompensados; aqueles baseado na dor precisam ser reforçados sempre, senão desaparecem. Vamos nos reforçar positivamente. É o jeito – o único jeito – de começarmos um novo tipo de convívio social, uma nova estrutura, um mundo melhor.

Freud ajudou a atrapalhar, mostrando o quanto nós escondemos de ruim; mas é fácil ver que nós escondemos também tudo que é bom em nós: a ternura, o encantamento, o agrado em ver, em acariciar, em cooperar, a gentileza, a alegria, o romantismo, a poesia, sobretudo o brincar – com o outro. Tudo tem que ser sério, respeitável, comedido – fúnebre, chato, restritivo, contido…
Há mais pontos sensíveis em nosso corpo do que as estrelas num céu invernal.

“Desejo”, do latim de-sid-erio, provém da raiz “sid”, da língua zenda, significando “estrela”, como se vê em sideral, relativo às estrelas.

Seguir o desejo é seguir a estrela – estar orientado, saber para onde vai, conhecer a direção…

“Gente é para brilhar”, diz mestre Caetano.

Gente é, demonstravelmente, a maior maravilha, o maior playground e a mais complexa máquina neuromecânica do Universo conhecido. Diz o psicanalista que todos nós sofremos de mania de grandeza, de onipotência.

A mim parece que sofremos de mania de pequenez.

Qual o homem que se assume em toda a sua grandeza natural? “Quem sou eu, primo…” Em vez de admirar, nós invejamos – por não termos coragem de fazer o que a nossa estrela determina?

O medo – eis o inimigo.

O medo, principalmente do outro, que observa atentamente tudo o que fazemos – sempre pronto a criticar, a condenar, a pôr restrições – porque fazemos diferente dele. Só por isso.

Nossa diferença diz para ele que sua mesmice não é necessária. Que ele também pode tentar ser livre – seguindo sua estrela. Que sua prisão não tem paredes de pedra, nem correntes de ferro. Como a de Branca de Neve, sua prisão é de cristal – invisível. Só existe na sua cabeça. Mas sua cabeça contém – é preciso que se diga – todos os outros que, de dentro dele, o observam, criticam, comentam – às vezes até elogiam!

Por que vivemos fazendo isso uns com os outros – vigiando-nos e obrigando-nos, todos contra todos, a ficar bonzinhos dentro das regrinhas do bem-comportado – pequenos, pequenos? Sofremos de megalomania porque no palco social obrigamo-nos a ser, todos, anões. Ai de quem se sobressai, fazendo de repente o que lhe deu na cabeça… Fogueira para ele! Ou você pensa que a fogueira só existiu na Idade Média?

Nós nos obrigamos a ser – todos – pequenos, insignificantes, inaparentes, “normais” – normopatas diz melhor; oligopatas – apesar do grego- melhor ainda. Oligotímicos – sentimentos pequenos – é o ideal…

Quem é o iluminado?

No seu tempo, é sempre um louco delirante que faz tudo diferente de todos. Ele sofre, principalmente, de um alto senso de dignidade humana – o que o torna insuportável para todos os próximos, que são indignos.

Ele sofre, depois, de uma completa cegueira em relação à “realidade” (convencional), que ele não respeita nem um pouco. Ama desbragadamente – o sem vergonha. Comporta-se como se as pessoas merecessem confiança, como se todos fossem bons, como se toda criatura fosse amável, linda, admirável.

Assim ele vai deixando um rastro de luz por onde quer que passe. Porque se encanta, porque se apaixona, porque abraça com calor e com amor, porque sorri e é feliz.

Como pode, esse louco?

Como pode estar – e viver! – sempre tão fora da realidade, que é sombria, ameaçadora; como ignorar que os outros – sempre os outros! – são desconfiados, desonestos, mesquinhos, exploradores, prepotentes, fingidos, traiçoeiros, hipócritas…

Ah! Os outros… (fossem todos como eu, tão bem-comportados, tão educados, tão finos de sentimentos…) O que não se compreende é como há tanta maldade num mundo feito somente de gente que se considera tão boa. Deveras, não se compreende…

Menos ainda se compreende que de tantas famílias perfeitas – a família de cada um é sempre ótima – acabe acontecendo um mundo tão infernalmente péssimo.

Ah! Os outros… Se eles não fossem tão maus … como seria bom!

Proponho um tema para meditação profunda; é a lição mais fundamental de toda a Psicologia Dinâmica:

Só sabemos fazer o que foi feito conosco.
Só conseguimos tratar bem os demais se fomos bem tratados.
Só sabemos nos tratar bem se fomos bem tratados.
Se só fomos ignorados, só sabemos ignorar.
Se só fomos odiados, só sabemos odiar.
Se fomos maltratados, só sabemos maltratar.

Não há como fugir desta engrenagem de aço: ninguém é feliz sozinho. Ou o mundo melhora para todos ou ele acaba.

Amar o próximo não é mais idealismo “místico”de alguns. Ou aprendemos a nos acariciar ou liquidaremos com a nossa espécie.

Ou aprendemos a nos tratar bem – a nos acariciar – ou nos destruiremos.

Carícias … a própria palavra é bonita.
Carícias … olhar de encantamento descobrindo a divindade do outro – meu espelho!
Carícias … envolvência (quem não se envolve não se desenvolve!), ondulações, admiração, felicidade, alegria em nós – eu e os outros.

Energia poderosa na ação comum, na co-operação. Na co-munhão.

Só a união faz a força – sinto muito, mas as verdades banais de todos os tempos são verdadeiras – e seria bom se a gente tentasse fazer o que essas verdades nos sugerem, em vez de, críticos e céticos e pessimistas, encolhermos os ombros e deixarmos que a espécie continue, cega, caminhando em velocidade uniformemente acelerada para o Buraco Negro da aniquilação.

Nunca se pôde dizer, como hoje: ou nos salvamos – todos juntos – o nos danamos – todos juntos.

By Dr. José Ângelo Gaiarsa.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Nei Lisboa - Nem por força





Nem por força do diabo
Eu volto a vegetar
Nessas malditas esquinas
Na pressa de te encontrar

Chega de se olhar no espelho
Antes de sair
Chega de medir alturas
Antes de cair
Cair do céu por dez migalhas de pão
Não vale o coro dos contentes não
Que aí me atiro das marquises no chão
E ainda se dirão felizes

Enquanto a estrada ensina-me a viver
E essa vertigem de emoção
Pouco tempo falta pra esquecer
Pouco tempo falta pra esquecer

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Reminiscências (*) Resquícios


Tempo que passa,
que te afasta.
Tempo que sem drama,
com trama, te engana!

Tempo que gera saudade,
que esconde a verdade...
só revela maldade.

Tempo que nada sabe!
Tempo que arde,
que apenas espelha...
Crueldade ou realidade?
06.10.12 às 10:25h




(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das idéias."

sábado, 6 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A História de Sofia - Filme da Panvel

Ontem assisti a um comercial na televisão, em horário nobre, que me comoveu profundamente. De ficar com lágrimas nos olhos. 
Quem não teve esta oportunidade, que assista então agora.
De tocar o coração de qualquer um...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Reminiscências (*) 8


Quando penso demais e nem quero pensar.
Faço besteiras e não sei por quê.
Bebo muito qdo não devia beber.
Porque atrapalha minha volta à vc (a viver).
19.09.12 às 20:03h


Quando penso mais do que quero pensar.
Faço tantas coisas que não deveria fazer.
Penso mais do que meu próprio saber.
Pois isso me leva de volta a viver.
20.09.12 às 22:00h



Quando fico pensando se deveria pensar.
Faço quase nada que planejava fazer.
Provoco pessoas sem mesmo querer.
Me agito demais com meu próprio sofrer.
02.10.12 às 14:06h






E da sinceridade... à toda prova!!!

Resultando ou não em mágoas

Libertando ou não o parceiro

Rompendo ou não o... contrato

Mas aquela que comprova

Que foi tudo ou nada certeiro!!!
30.09.12 às 01:05h



Meus sentimentos,
Eu expresso em versos para alguém
Que amei e amo muito
Longe de qualquer desdém.

Com paciência tenho ciência, 
de ser algo impossível,
oriundo de algo fortuito, 
sendo eterno incorrigível!!!
30.09.12 às 03:08h




(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das idéias."