sábado, 22 de abril de 2017

Incrível Profecia

A crônica abaixo foi escrita e publicada em 26 de outubro de 1999. Naquela oportunidade o Grêmio já havia sido rebaixado para a segunda divisão sete anos antes e conquistado a Libertadores da América e o Mundial no ano de 1983 (havia dezesseis anos).

O Inter, à época em que o comentarista esportivo publicou o presente artigo, nunca havia sido rebaixado para a divisão inferior. Em contrapartida, não tinha tido até então a mesma felicidade que o seu rival (Grêmio), que já ostentava a condição de campioníssimo. Isso somente veio acontecer sete anos depois (no ano de 2006), quando o Inter também sagrou-se campeão dessas competições, igualando-se ao Grêmio.

Quando se aproximava o final do campeonato brasileiro de 2016 e o risco de rebaixamento do Inter tornava-se cada vez mais evidente, eu me recordava dessa crônica, que havia lido dezessete (17) anos antes. E aquilo que estava nela escrito, infelizmente veio acontecer... como fora profetizado!!!

De consolo, tive apenas o fato (o texto não cogitou a possibilidade desse acontecimento se repetir) do Grêmio novamente ter sentido o calor do inferno (rebaixamento para a segunda divisão) muito antes da tragédia colorada.

C’est la vie!!!


Não sei se estou ficando louco com estas projeções que fazem sobre as possibilidades do Internacional descer à segunda divisão, mas o fato é que descobri num volume antigo de profecias a Centúria 432 de Nostradamus, Livro 6, que se assemelha muito com a situação vivida atualmente pelo futebol gaúcho.

Eis a profecia:

“Durante séculos litigarão nas proximidades das geleiras duas tribos, a dos três matizes e a de brasão purpúreo (vermelho). As legiões dos três matizes conhecerão a quase dizimação e, depois de lambidas pelas labaredas do inferno, dominarão o continente e serão agraciadas e reconhecidas no Oriente. A tribo do brasão purpúreo conhecerá também o calor dos infernos, mas se recobrará e ostentará também domínio continental e planetário”.

É impressionante esta profecia de Nostradamus que tenho aqui na minha frente. Muita gente pode acreditar que não se refere à dupla Gre-Nal e sim a nações que povoaram ou povoarão o mundo.

Mas em tudo parece ser a rivalidade Gre-Nal: “três matizes” é o mesmo que tricolor. “Brasão purpúreo” é a cor dominante do Internacional. Adapta-se também à profecia quando determina que “as legiões dos três matizes serão lambidas pelas labaredas do inferno”: foi o caso do Grêmio quando baixou para a segunda divisão, exatamente como descreveu Nostradamus.

Mais adiante a profecia fala que os três matizes “dominarão o continente (isto é, serão campeões da Libertadores) e serão agraciados e reconhecidos no Oriente (Tóquio)”.

E por fim prevê que o Internacional (brasão purpúreo) “conhecerá também o calor dos infernos (segunda divisão)”, mas se recobrará e acabará algum dia campeão da América e campeão do mundo.

Estou mostrando este velho livro de profecias em que descobri esta centúria de Nostradamus para os colegas daqui do jornal e eles quase não acreditam no que leem. É arrepiante! 
E tem uma aparência extraordinária com os fatos que já se desenrolaram e estão se desenrolando.

Para mim não resta dúvida de que Nostradamus previu que o Grêmio e o Inter baixariam à segunda divisão. E previu também que ambos seriam campeões da América e do mundo.

Sobre o Grêmio, toda a profecia de Nostradamus, já se cumpriu. 
Falta só o Inter cair para a segunda divisão e ganhar a Libertadores e o Mundial.

Tem mais uma coisa: pode ser que não seja este ano que o Inter caia para a segunda divisão, Nostradamus nunca se refere a datas em suas profecias.

Mas um dia vai cair.

O consolo é que é o mesmo Nostradamus quem afirma que um dia o Inter será campeão da América e do mundo.

E o Inter imitará o Grêmio. 
Quem viver verá.

É de arrepiar!


Coluna do jornalista Paulo Santana                                                                                                                                         
Publicada no Jornal Zero Hora, edição de 26 de outubro de 1999.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Pioneirismo no Transporte Rodoviário de Passageiros


A Empreza Jaeger & Irmão é digna do bom nome, da grandeza e do desenvolvimento rodoviário no Rio Grande do Sul

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Uma empreza que coopera com efficiencia no transporte de passageiros, cargas e encommendas para vários pontos do nosso Estado e de S. Catharina

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Uma organisação completa e perfeita que conseguiu radicar-se no conceito do nosso alto commercio e do publico rio-grandense

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Uma visita ao escriptorio central da Empreza Jaeger & Irmão, às 3 horas da madrugada, na occasião da partida de 4 dos seus modelares auto-omnibus para as praias balneárias

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O bom nome da Empreza Jaeger & Irmão, já tinha chegado até nós, porque ella é bastante conhecida, não só nesta capital e no Estado, como através de suas fronteiras, como uma organisação completa e modelarmente apparelhada ao fim a que se destina.

Alli, tudo prima, desde uma administração impeccavel, ao capricho, zelo, seriedade e capacidade de organisação.

E a prova do que vimos de affirmar, ahi está em um dos muitos serviços prestados pela Empreza Jaeger & Irmão, ao Rio Grande do Sul desportivo, levando, em uma de suas viagens á Capital de São Paulo o scratch que foi representar as cores do nosso Estado, no Campeonato Brasileiro de Foot Ball.

Foi uma viagem que, embora desfavorecida pelo tempo, chegou ao seu final em um lapso de tempo que muito recommenda a Empreza Jaeger & Irmão.

Não somos só nós que assim dizemos. Os nossos collegas da imprensa matutina desta capital já o disseram, não só em seus serviços telegraphicos como em suas secções redactoriaes. Além deste optimo serviço, que veio dizer do valor da Empreza dos irmãos Oscar e Mario Jaeger, outros, aliás, de maiores vultos, vem ella prestando a collectividade do Rio Grande do Sul: o transporte das malas do Correio para o interior do Estado, com uma regularidade impeccavel e o transporte de todos os jornaes diários da capital que chegam a seus pontos horas após a distribuição e á Florianopolis no mesmo dia de sua circulação.



E taes factos nos deram ensejo para uma visita á Empreza Jaeger 4.ª feira última, ás 3 horas da madrugada, hora da partida de seus carros ás praias balneárias e a Florianopolis.

Alli chegando, fomos recebidos pelo sócio gerente da Empreza Jaeger & Irmão, sr. Oscar Jaeger, nome destacado em nossos meios commerciaes e turfistas, a cujo desporte está ligado como criador e proprietário de vários parelheiros em actuação no hippodromo dos Moinhos de Vento.

Já era, pois, o illustre “turfman” nosso conhecido, pelo que não foi difficil o nosso desejo visado.

Apresentado por este distincto amigo, fomos conhecer o seu sócio, o sr. Mario Jaeger, a quem está entregue a direcção geral dos vehículos, quando em transito.

Após ligeira e amistosa palestra, já na presença de elevado numero de passageiros que aguardavam a hora da partida, conseguimos bater as chapas que illustram esta reportagem e que melhormente dizem da preferência publica pela conhecida Empreza portoalegrense, que tem seu escriptorio central à Praça dos Bombeiros, 185.

Nada menos de 87 passageiros, estavam, conforme presenciamos, confortavelmente accomodados, nos quatro caminhões, promptos para partirem.

Os empregados da Empreza activos e sob a direcção do fiscal geral nas viagens, zelavam pelas bagagens dos passageiros collocando as em lugares adequados nos próprios caminhões.

E já estava na hora da partida. Esta não podia ser retardada de accordo com as ordens do D.A.E.R., o sr. Mario Jaeger despede-se e dá ordens. Os caminhões se põem em movimento, um atraz do outro e rumam aos seus destinos.

Muitos adeus!... e Até a volta!...

O sr. Oscar Jaeger volta ao escriptorio, onde nos prestou mais as seguintes e interessantes informações:

- Isto que os amigos estão vendo, é sempre.

- O movimento dia a dia, augmenta de uma maneira phantastica, basta que lhe diga, não pode se attender a todos que nos procuram nos dias de partidas.

É necessário que nos peçam para reservar lugares, sempre com antecedência de um a dois dias, para que possamos attender a todos.


(Matéria publicada na revista A VOZ DO TURF - Janeiro de 1940)