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terça-feira, 1 de março de 2016

Sim ou Não?


É sim ou não. Serão três letras para o fim ou para o início. Sim ou não?

Não aceito que diga que está cheia de preocupações e que não é o melhor momento.

Não peça mais tempo para pensar, tempo não é sabedoria, tempo é adiamento.

Dou tempo para arrumar o cabelo, não dou tempo para arrumar a cabeça.

Não me diga que não tem como me fazer compreender, ou que não pode me fazer esperar.

A despedida é uma aula de desculpas, não revela o que sentimos.

O aceno tem que ser trinco, senão é mero cumprimento. O aceno abre ou fecha portas. 

Não venha alegar que sou especial e pretende continuar do jeito que está. A comodidade esvazia a urgência.

É sim ou não. É definir antes a vida que não quer. Só a renúncia valoriza a escolha.

Preciso perguntar. Não tenho saída. Não ter saída é ficar junto. 

É sim ou não.

Não serei compreensivo. Acompanhando sua covardia não lhe darei coragem.

Não serei maduro. A pressão é honestidade. A pressão é fidelidade.

Não venha responder que é cedo para tomar decisões. Já é tarde. Sempre é tarde para quem se necessita.

Deve oferecer sua solidão. A solidão da decisão. É sim ou não. Sim sim. Não não.

O amor é uma conta exata. Com números quebrados. Nada vai fora depois do sim. Tudo se disfarça depois do não.

Sim sim. Não não.

O beijo tem som de sim, o abraço tem som de não, qual dos dois?

Amar é decidir. Amar é decidir mesmo que seja errado. Não há problema em errar, inventaremos o certo.

Não tenho medo de me arrepender, tenho medo de não ouvir o meu desejo pela ânsia de falar. Tenho medo de não deixar meu corpo falar.

É sim ou não. Terá que escolher um lado. Fugir do encaixe da cabeça nos ombros ou me amarrar em suas pernas. 

Sim ou não. É agora. O grande problema é o pânico de responder na hora. Mas não agir é não me escolher. 

Não decidir é decidir também. É dizer não fazendo o sim.

Eu espero o sim do sim ou o não do não. A grande certeza para vivermos tranquilamente nossas pequenas dúvidas.


Texto de Fabrício Carpinejar

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Gary Moore - Still Got The Blues (ao vivo)

Guitarrista de primeiríssima mão que hoje completa 5 anos de sua morte. 
Aqui posto uma linda música, um grande clássico, que me retrata: 
STILL GOT THE BLUES

Ainda Fico Triste
Costumava ser tão fácil entregar meu coração
Mas descobri do modo mais difícil
Que há um preço que se tem que pagar
Descobri que o amor não era meu amigo
Eu já deveria saber, após tantas vezes
Tanto tempo, foi há tanto tempo
Mas ainda fico triste por sua causa
Costumava ser tão fácil me apaixonar novamente
Mas descobri do modo mais difícil
Que é uma estrada que leva à dor
Descobri que o amor era mais que apenas um jogo
Você está jogando para vencer
Mas perde do mesmo jeito
Tanto tempo, foi há tanto tempo
Mas ainda fico triste por sua causa
Tantos anos desde que vi seu rosto
Mas aqui no meu coração há um espaço vazio
Onde você costumava estar
Tanto tempo, foi há tanto tempo
Mas ainda fico triste por sua causa
Embora os dias venham e vão
Há uma coisa que sei
Ainda fico triste por sua causa