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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O Verão Gaúcho


Eu amo as praias do Rio Grande Do Sul, aquela areia grossa de fazer obra, aquele vento que lembra o furacão Catrina, aquela água que parece um Nescau, aquela gente super boa que tá devendo até a alma e fica postando foto com latão de Polar que comprou por R$ 3,09 no supermercado, é uma maravilha!

Experimenta esquecer as Havaianas e caminhar no paralelepípedo quente com o sol do horário de verão, vai saber o que os muçulmanos chamam de “Queimar no mármore do inferno".

Aquele supermercado lotado, cuspindo gente, a atendente super feliz te atendendo com aquele uniforme de no mínimo 5 carnavais, um ventiladorzinho no chão que mais parece a ventoinha do radiador jogando aquele vento quente na cara e as padarias que todo mundo chega ás 18 horas e já não tem mais pão.

Aqueles retardados que passam com som a todo volume ouvindo funk, dirigindo bêbados, de pés descalços, mexendo com as gurias na rua, buzinando a uns 80 km/h levantando poeira e jogando brita nos pedestres.

As sorveterias que vendem o sorvete de 6 reais o litro por 40 reais 3 bolinhas com calda, ainda vai lá as crianças e pegam mais os M&Ms, coco ralado, canudinho, etc. E vai pagando tudo - que custa 2 ou 3 reais o kg os mesmos 40 reais do sorvete, porque afinal tudo é por peso.

Chega de noite o cidadão caminhando no centro com a sua familia, vai lá tomar um capeta, 2 dedos de vodka vagabunda com leite condensado, um saquinho de polpa de fruta com gelo feito em casa, bate tudo no liquidificador que fez o de chocolate do cliente antes de você, mas tudo bem porque ele passou uma aguinha antes, e te serve o copão de 500 ml por 15 PILA!.

Ai as crianças que já tomaram uns sorvetes depois da janta, tomam uns golinho de capeta, ai elas é que viram os capetas. Decidem ir ao parque de diversões, carrinho bate-bate e se matam naquela bosta achando que tão no “Velozes e Furiosos”. Depois é a vez do Kamikaze, A PORRA DO KAMIKAZE que o dono do parque deixa cinto estragado e porta estragada pra dar mais medo ainda, e as pragas decidem andar naquilo. A mulher enchendo o saco dizendo é perigoso e o pai dizendo; "deixa, é seguro, eu conheço o operador do brinquedo, ele que tava tomando o capeta de chocolate antes da gente", este por sinal falou pro patrão que era só uma batidinha sem álcool, mas pediu pro cara da banquinha de bebidas enfiar 5 dedos de cachaça naquela porra só pra disfarçar.

Vai as cria andar no tal do "Kamikaze", E começa a mexer, já tem gente pedindo pra descer como se tivesse tido uma premonição de todo mundo morrendo. Ai desceu, aquela porra continua andando, e dá uma volta e outra, e as cria gritando e berrando, "O PAAAIIII, OLHA EU", e o PAI: "Cadê meu celular?", e aí o operador - mais pra lá do que pra cá, resolve parar aquela porra de cabeça pra baixo. ESSA É A HORA, A HORA DO VÔMITO... junta a janta, sorvete, os capetas e o Kamikaze, tá feito o estrago; aí vira aquela centrifuga de criança e começa a extrair até a alma das pragas. Tu ficas se perguntando: "DE ONDE VEIO ISSO TUDO, PORRA?". E desce as pragas, e ainda pedem: “DE NOVO, DE NOVO!!!”

Ahhh!!! As praias do Rio Grande Do Sul... como eu poderia não amar???


Texto de Marco Aurelio De Oliveira Pereira

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Redefinindo metas para 2018


As 11 regras de Bill Gates que ninguém te ensinará na escola


Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de cinco minutos, foi aplaudido por mais de dez minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero. Vejam o que ele disse:

1. A vida não é justa... acostume-se.

Sim!!! A vida não é fácil — acostume-se com isso e pare de esperar que a vida te dê as coisas prontas... essas coisas que você pensa que “merece”.

 

2. O mundo não se importa com a sua autoestima. O mundo espera que você tenha sucesso, mesmo que não se sinta bem consigo mesmo.

O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo. Comece a fazer algo por você. Hoje e agora mesmo!

 

3. Você não ganhará $60 mil dólares logo depois de terminar a faculdade.

Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone. É preciso trabalhar duro para conseguir a recompensa.

 

4. Se você pensa que seu professor é rude, espere para conhecer seu futuro chefe.

Ele não terá pena de você. Ao invés de ficar em evidência na sala de aula, agora será diante de um escritório todo.

 

5. Trabalhar em um restaurante não atenta contra sua dignidade. Seus avós tinham outra forma de chamar essa atividade:

Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós chamam isso de oportunidade.  Tenha orgulho e lute pelo seu objetivo, o caminho nunca foi fácil.

 

6. Se você está errado, não culpe seus pais.

Se você fracassar, a culpa não é deles. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.  Pare de culpar todo mundo, assuma sua responsabilidade e aprenda com os erros.

 

7. Seus pais sabem coisas da vida, que você ainda não sabe.

Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto. Talvez antes de você nascer, eles não fossem tão chatos como são agora.

 

8. Na sua escola as pessoas não são separadas entre ganhadores e perdedores.

Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!   O resultado de uma prova não justifica os medianos.

 

 

9. A vida não está dividida em semestres.

Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.  Uma vez que a vida começa a seguir o seu percurso, gaste seu tempo com algo que valha a pena.

 

10. O que você vê na televisão não é real.

Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar. Na vida real as pessoas, de fato, não vivem em cafeterias convivendo com seus amigos, elas precisam trabalhar.

 

11. Seja amável com os nerds.

Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles. Sim, isso seguramente acontecerá.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Expressões Gaudérias - I


• Afiado como navalha de barbeiro caprichoso.
• Agarrado como carrapato em culhão de touro.
• Apertado como rato em guampa.
• Assanhada como solteirona em festa de casamento.
• Atirado como interesse de viúva.
• Aumentar como barriga de prenha.
• Bater mais que brigadiano na mulher.
• Brilhar como ouro de libra.
• Bueno como namoro no começo.
• Buliçoso que nem mico de viúva.
• Cair bem como chuva em roça de milho.
• Calmo que nem água de poço.
• Cara amarrada como pacote de despacho.
• Causar alvoroço que nem mata-mosquito em convento.
• Chiar como uma locomotiva no cio.
• Cobiçada como anca de viúva nova e bonita.
• Comer mais que remorso.
• Como tosa de porco: muito grito e pouca lã.
• Contente como cusco de cozinheira.
• Contrariado como gato a cabresto.
• Dá mais que pereba em moleque.
• De boca aberta que nem burro que comeu urtiga.
• Devagar como enterro a pé.
• Dormir atirado que nem lagarto.
• Dormir que nem sapo morto estirado nos arreios.
• Encardido como peleia de caudilho.
• Encordoado como teta de porca.
• Enfeitado como bidê de china.
• Engraçado como gorda botando as calça.
• Esfarrapado que nem poncho de gaudério.
• Espalhar-se como pó de mangueira em pé de vento.
• Esparramado como dedo de pé que nunca entrou em bota.
• Esperto que nem gringo de venda.
• Extraviado que nem chinelo de bêbado.
• Faceiro como mosca em rolha de xarope.
• Feia como mulher de cego.
• Feliz que nem lambari de sanga.
• Fino e comprido como pio de pinto.
• Firme que nem prego em polenta.
• Frouxo como peido em bombacha.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Haia Lispector



Clarice Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira — e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana —, autora de romances, contos e ensaios, sendo ... 
Nascimento: 10 de dezembro de 1920, Chechelnyk - Ucrânia. 97 anos
Falecimento: 9 de dezembro de 1977, Rio de Janeiro - RJ.     40 anos
Nome completo: Chaya Pinkhasovna Lispector


Clarice Lispector
(1926-1977)

Clarice Lispector nasceu em 1926 na Ucrânia e, ainda pequena, mudou-se com a família para Recife, Pernambuco. Mais tarde, veio para o Rio de Janeiro, onde estudou Direito. Durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou em Nápoles, Itália, no hospital da Força Expedicionária Brasileira. Após a guerra, morou na Suíça e nos Estados Unidos.
Seu primeiro romance, Perto do coração selvagem, escrito aos 17 anos, foi publicado em 1944 e lhe valeu o Prêmio Graça Aranha. Depois de publicar A maçã no escuro (1961), despertou o interesse da crítica literária que a situa, junto com Guimarães Rosa, no centro da ficção de vanguarda. Em sua obra descobre-se um uso intenso da metáfora, atmosfera íntima e ruptura com a realidade baseada em fatos, principalmente em A paixão segundo G. H. e Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres.
No contexto da nova literatura brasileira, a obra de Clarice Lispector se destaca pela exaltação da vivência interior e pelo salto do psicológico para o metafísico. No plano ontológico, Clarice produziu o encontro entre uma consciência e um corpo, em estado de materialidade neutra. Em sua narrativa podem ser identificadas várias crises: do personagem-ego, não através do intimismo, mas na busca consciente do supraindividual; da narrativa, através de um estilo inquisitivo; da função documental da prosa romanesca — Clarice parte do presuposto de que toda obra é romance de educação existencial.
De sua vasta produção literária, desde A cidade sitiada (1949) até A bela e a fera (1979), merecem ser lembrados os contos de Laços de família e A legião estrangeira e os romances A imitação da rosa (1977), Água viva (1977), A hora da estrela (1977, filmado por Suzana Amaral em 1985) e Um sopro de vida (1978). Morreu no Rio de Janeiro em 1977.

Fonte: Enciclopédia Encarta - 2000 Microsoft