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segunda-feira, 6 de junho de 2022

BARBOSA - Condenação Eterna

Estamos novamente em ano de Copa do Mundo e, por isso, trago aqui um curta gaúcho dirigido por Jorge Furtado onde ele volta no tempo para retratar uma das maiores injustiças já cometidas a um jogador de futebol, sumariamente condenado pela perda de um título. O grande goleiro da Seleção Brasileira: BARBOSA.

"Que eu tenha como vivente, acho que nunca houve um silêncio maior que aquele que eu vi. Com 200 e tantas mil pessoas  em silêncio. Acho que nem se morresse um presidente não teria tido aquilo. Não digo que o Brasil morreu, mas que passou uma tarde fúnebre, passou! Disso não tenha dúvida. Eu senti na própria carne. Essa é uma realidade: o Brasil silenciou. Silenciou mesmo! Só acordou no dia seguinte com o pesadelo (na derrota da Copa do Mundo de 1950).” – Barbosa

Perguntado se acha intimamente que cumpriu 30 anos de pena?

“Eu acho que sim! 30, não, porque até hoje eles falam. Então foi mais de 30 (anos). São 44 anos! Eu tenho direito de, pelo menos, dormir tranquilo” – Barbosa.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Gatos sendo Gatos...

Eles estão sempre se intrometendo nas atividades humanas. Quando estamos no computador, na mesa, na cama, enfim, se deitam nos lugares mais insólitos.

Estes são os gatos...




 

domingo, 2 de janeiro de 2022

Figueroa O Maior Zagueiro do Mundo


Craque de Futebol + Humildade = Caráter Invejável

Logo após o término da final do Brasileiro 1975, #Figueroa declara:

"O gol não foi meu. O gol foi de todos os companheiros 
que lutaram dentro de campo".

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

#ÉoInter - Campeão do Mundo 2006


Vídeo dos minutos finais da decisão do Mundial de Clubes FIFA 2006, entre Internacional de Porto Alegre e Barcelona, vencida pelo meu glorioso Colorado por 1 a 0.
O Barcelona era uma equipe composta somente por estrelas do futebol (como habitualmente tem sido), mas parece que entraram de salto alto, naquele clima de "já ganhou".
Como existe uma máxima no futebol que diz que o jogo só acaba com o apito do juiz e que, não existe "jogo jogado", o Inter foi lá e fez sua parte surpreendendo o time de astros espanhol.

#poisé!!!

Detalhe: um dos protagonistas deste espetáculo - Ronaldinho Gaúcho - naquele dia, teria pedido aos dirigentes de seu clube para que quando houvesse a entrega do troféu e faixas pelo título, pudesse estar vestido com a camisa do seu time do "coração", o Grêmio, arquirrival do Sport Club Internacional. Cantou a vitória cedo demais!!!


SPORT CLUB INTERNACIONAL
CAMPEÃO DO MUNDO 2006

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Correio do Povo - 110 anos 01

 


No início, eu não vi nenhum negro no futebol, porque eles estavam proibidos de jogar. E também não vi mulheres nos esportes, porque elas não podiam competir. Mas isso foi só no início.


Em seguida, eu vi um operário alemão fundar o time mais antigo do país, o Sport Clube Rio Grande, e fazer ele mesmo as preleções para a equipe. Em alemão.


Eu vi o Grêmio, de camiseta grená, vencer o Internacional por 10 x 0 no primeiro Gre-Nal. E depois vi o Inter ganhar de 6 x 2 do Grêmio na inauguração do Olímpico.


Nas Olimpíadas de Berlim, eu vi um negro estragar a festa dos arianos e se consagrar o maior atleta daqueles tempos.


Eu vi 200 mil pessoas chorando no Maracanã quando o Uruguai venceu o Brasil de virada. E, quando o rolo compressor do Inter amassou por seis anos o orgulho dos gremistas, eu também vi.


Eu vi o Brasil campeão, bi, tri. Vi gol de cabeça, de bicicleta, de placa, até gol de plano inclinado no Estádio dos Eucaliptos eu vi.


E vi Pelé fazer mil gols.


Vi Cassius Clay virar Muhammad Ali e perder o título de campeão mundial de pesos pesados porque não foi para a guerra.


Vi a taça Jules Rimet ser derretida, um boxeador arrancar a orelha do outro, o brasileiro mais rápido da história terminar uma época inteira em uma curva.


Eu vi o Penta que nenhum outro país levou para casa. E ainda vou ver muito mais.


Eu já vi muito. Mas não vi tudo.




Todas as glórias, as lendas, as derrotas, as vitórias, as alegrias do esporte, o Correio do Povo viu. Abrir o Correio é como abrir uma página da história. Do esporte e do mundo.




Editorial do CP em comemoração aos 110 anos do jornal

Edição de 5 de outubro de 2005.


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Regras do Futebol de Campinho

 

1)   Os dois melhores não podem estar no mesmo lado. Logo, eles tiram “par ou impar” e escolhem os times.
2)   Ser escolhido por último é uma grande humilhação.
3)   Na falta de uniformes (o que sempre acontece), um time joga sem camisa.
4)   O pior de cada time vira goleiro, a não ser que tenha alguém que goste de defender.
5)   Se ninguém aceitar ser goleiro adota-se um rodízio: cada um defende até sofrer um gol.
6)   Quando tem um pênalti, sai o goleiro ruim e entra um bom só pra tentar pegar a cobrança.
7)   Os piores de cada lado ficam na zaga.
8)   O dono da bola joga no mesmo time do melhor jogador.
9)   Não tem juiz.
10) As faltas são marcadas no grito: se tu foste atingido, grite como se tivesse quebrado uma perna e conseguirás a falta.
11) Se tu estás no lance e a bola sai pela lateral, grite "nossa" e pegue a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança (essa regra também se aplica ao escanteio).
12) Lesões como destroncar o dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras são normais.
13) Quem chuta a bola pra longe tem que buscar.
14) Lances polêmicos são resolvidos no grito ou, se for o caso, no tapa.
15) A partida acaba quando todos estão cansados, quando anoitece, ou quando a mãe do dono da bola o manda ir pra casa.
16) Mesmo que esteja 15 x 0, a partida acaba com "quem fizer, ganha".

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Dom Elias Figueroa - El Patrón Del Área Salva

El Patrón Del Área Salva

No mês de seu aniversário, posto essa homenagem a um dos maiores jogadores que já vestiu a jaqueta colorada e um dos maiores zagueiros que o mundo já viu jogar..


Nascimento: 25 de Outubro de 1946, em Valparaíso, Chile.
Posição: Zagueiro
Clubes: Santiago Wanderers - CHI (1963 e 1965-1966), Unión La Calera - CHI (1964), Peñarol - URU (1967-1971), Internacional - BRA (1971-1976), Palestino - CHI (1977-1980), Fort Lauderdale Strikers - EUA (1981) e Colo-Colo - CHI (1981-1982).

Principais títulos por clubes:
1 Recopa dos Campeões Mundiais (1969) e 2 Campeonatos Uruguaios (1967 e 1968) pelo Peñarol.
2 Campeonatos Brasileiros (1975 e 1976) e 6 Campeonatos Gaúchos (1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976) pelo Internacional.
1 Campeonato Chileno (1978) e 1 Copa do Chile (1977) pelo Palestino.

Principais títulos individuais:
Jogador Mundial do Ano da IFFHS e da FIFA: 1976
Eleito para a Equipe das estrelas da Copa do Mundo da FIFA: 1974
Futebolista sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1974, 1975 e 1976
Bola de Prata da Revista Placar: 1972, 1974, 1975 e 1976
Bola de Ouro da Revista Placar: 1976
Defensor sul-americano do ano – El Mundo (VEN): 1972 e 1977
Melhor Jogador do Campeonato Uruguaio: 1967 e 1968
Melhor Jogador chileno da história pela IFFHS
8º Melhor Jogador sul-americano do século XX pela IFFHS
37º Melhor Jogador do Mundo do século XX pela IFFHS
FIFA 100: 2004
Eleito para a Equipe de Futebol da América do Sul do século XX
Eleito entre os melhores 50 jogadores da história pela revista “World Soccer”
Nomeado capitão em todas as equipes por onde passou

“O dono da área”
Don Elías. El Coloso. Gran Capitán. El Dios de Beira Rio. Gran Mariscal. Apelidos e adjetivos dos mais variados tipos serviram para tentar denominar o melhor jogador da história do futebol chileno, o zagueiro Elías Ricardo Figueroa Brander, ou simplesmente Figueroa. Dono de um talento primoroso e impecável dentro da área, o craque que brilhou em seu país, no Peñarol e, principalmente, no Internacional, é sempre lembrado como o maior zagueiro do futebol sul-americano na década de 70 e também do século XX. E foi mesmo. Elegante, técnico e capaz de usar toda sua raça e força quando preciso, Figueroa marcou época, foi o maior ídolo da história do Internacional, ao lado de Falcão, capitão por onde passou e exemplo de liderança no esporte. Presente em dezenas de listas de grandes esquadrões ou de seleções do século, Figueroa foi gênio, craque e “autoritário”, a ponto de deixar para sempre sua frase registrada: “A área é minha casa. Nela, só entra quem eu quero.” Falou e disse, capitão! É hora de relembrar.

Adulto precoce


Tudo na vida de Figueroa, sejam as alegrias ou os desafios, começou cedo. Bem cedo. Entre os dois e sete anos de idade, o garoto sofreu vários problemas de coração e asma, que o proibiram de realizar atividades físicas. Aos 11, teve um princípio de poliomielite, que o obrigou, veja só, a ter de reaprender a andar. Depois de três anos, aos 14, Figueroa conseguiu superar as adversidades e começou a treinar na cidadezinha de Quilpué, jogando como meia-direita. Aos 15, passou num teste no Santiago Wanderers, onde começou a jogar como zagueiro central ao invés de meia-direita. A mostra de sua qualidade seria conhecida em 1962, quando o jovem integrou a equipe juvenil do Santiago Wanderers em um amistoso contra a seleção brasileira que seria bicampeã mundial. Todos ficaram impressionados com o garoto de 15 anos que esbanjou personalidade e categoria perante craques como Pelé, Nilton Santos e Garrincha. Mesmo com o desempenho formidável, Figueroa não conseguiu tirar da zaga da equipe titular Raúl Sanchez, e foi vendido ao Union Calera, também do Chile.
Figueroa começou como jogador profissional em 1964 e pôde demonstrar seu talento como titular, despertando novamente o interesse do Wanderers, que o contratou em 1965. Naquele mesmo ano, fez sua estreia na seleção do Chile e conseguiu, com apenas 19 anos, uma vaga no time titular que disputou a Copa do Mundo de 1966. Mesmo com a seleção chilena eliminada na primeira fase, Figueroa foi considerado o maior jogador do time na competição, despertando a atenção e admiração de todo mundo.

Crescendo a cada dia


Depois da Copa, o Wanderers ficou pequeno demais para o talento de Figueroa (que, para rechaçar sua precocidade, já era casado…). Muitos clubes tentaram contratar o zagueiro chileno, mas quem ganhou a disputa foi o Peñarol (URU), então campeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1966, recheado de craques como Mazurkiewicz, Néstor Gonçalves, Alberto Spencer e Pedro Rocha. Mesmo com tantos craques, Figueroa foi logo mostrando que também era um, e dos bons, ganhando espaço no time e conquistando logo em sua primeira temporada o Campeonato Uruguaio de 1967, de maneira invicta, com 15 vitórias e três empates em 18 partidas. No ano seguinte, Figueroa venceu mais um Campeonato Nacional e seguiu firme como titular da equipe aurinegra, esbanjando técnica e usando suas “ferramentas” quando era necessário parar algum adversário mais habilidoso. Em 1969, Figueroa conquistou a extinta Supercopa dos Campeões Mundiais, competição organizada pela Conmebol que reunia os clubes sul-americanos campeões mundiais. O Peñarol deixou para trás Santos (BRA), Racing (ARG) e Estudiantes (ARG), com quatro vitórias, um empate e uma derrota em seis jogos. Àquela altura, o craque já era um dos maiores jogadores de seu país e também do continente, tendo recebido o prêmio de melhor jogador do Campeonato Uruguaio em 1967 e 1968.

América na trave


Em 1970, Figueroa não conseguiu disputar sua segunda Copa, pois o Chile não se classificou. A grande chance de título da temporada foi na Copa Libertadores, quando o Peñarol conseguiu superar os obstáculos e alcançar a decisão. Nela, porém, o time barrou na raça e na mítica equipe do Estudiantes (ARG), que conseguiu (depois de uma vitória por 1 a 0 e um empate sem gols) o tricampeonato consecutivo da Libertadores, igualando o próprio Peñarol em número de conquistas. Ali, seria a última chance de título de Figueroa com o manto aurinegro. Ele mudaria de casa muito em breve.

Quando o Beira Rio ganhou um rei


Em 1971, Figueroa disse um sonoro “não” ao poderoso Real Madrid após receber uma proposta tentadora do clube merengue. O jogador preferiu ir jogar no Internacional (BRA), pelo fato de o clube disputar o Campeonato Brasileiro, onde estavam os maiores craques do futebol sul-americano, na opinião do próprio zagueiro. A ida de Figueroa ao Brasil causou muita revolta na torcida do Peñarol, que não admitiu a saída de um craque do porte do chileno. Também pudera, pois Figueroa começaria a fase mais áurea de sua carreira vestindo o manto vermelho do Inter.


Leão em campo


Ao lado de muitos craques, entre eles Falcão, Figueroa assumiu a braçadeira de capitão do Colorado e começou a realizar partidas marcantes que rapidamente encantaram os torcedores do Inter. Em 1971 e 1972, a equipe faturou o bicampeonato Gaúcho, que se transformaria num histórico hexa, em 1976. No período, Figueroa também aliou suas atuações entre o vermelho do Inter e o vermelho da seleção do Chile, quando foi o principal responsável por classificar a equipe para a Copa do Mundo de 1974. O Chile teve de disputar a repescagem contra a União Soviética, em dois jogos. No primeiro, Figueroa fez como nunca da área a sua casa, jogou demais, e os chilenos arrancaram um 0 a 0 heroico em Moscou. Como a URSS não decidiu disputar a partida de volta, no Chile, em protesto ao golpe de estado no país, o Chile garantiu a classificação.

O melhor


Na Copa de 1974, Figueroa foi ainda melhor que em 1966, mesmo não podendo ajudar seu Chile a garantir uma vaga na fase seguinte, por ter de encarar simplesmente as donas da casa, as “Alemanhas” Ocidental e Oriental. O Chile perdeu para a Alemanha Ocidental, de Beckenbauer, por 1 a 0, empatou com a Oriental em 1 a 1 e empatou sem gols com a Austrália. Naquele Mundial, Figueroa ganhou um singelo elogio de um dos maiores craques da época, Franz Beckenbauer, que disse ser “o Figueroa da Europa”. Também em 1974, Figueroa ganhou pela primeira vez o prêmio de Melhor Jogador da América, em votação feita pelo Jornal El Mundo. O craque venceria o troféu, também, nos dois anos seguintes.

Rumo ao topo no Brasil


Sem rivais no Rio Grande do Sul, o Internacional de Figueroa colocou o Campeonato Brasileiro de 1975 como grande objetivo da temporada. O torneio daquele ano tinha uma primeira fase com quatro grupos, dois com 10 times e dois com 11. O Inter caiu no grupo D, sendo o líder e um dos classificados, com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 11 jogos, sofrendo apenas cinco gols, reflexo direto de Figueroa à frente da zaga do Colorado. Na segunda fase, dois grupos com 10 times cada classificariam os seis melhores de cada um. O Inter foi novamente o líder, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota em 10 jogos, sofrendo quatro gols. Na terceira (!) fase, mais dois grupos com oito times cada, classificando os dois melhores de cada um para as semifinais. Dessa vez, o Inter foi o segundo colocado, ficando atrás do surpreendente Santa Cruz. Em sete jogos, os colorados venceram quatro, empataram dois e perderam um. O tricolor de Pernambuco teve uma vitória a mais. O Inter estava classificado. Mas teria que enfrentar o líder do grupo A: o Fluminense.


Na semifinal, disputada em partida única, o Fluminense levou mais de 97 mil pessoas ao Maracanã e tinha convicção de que iria para a final, tamanha a qualidade de seus jogadores, orquestrados por Rivelino. Mas eles não contavam com outro maestro do lado colorado, Falcão, tão bom quanto Riva, e Figueroa, dono da área colorada. O Inter não se intimidou, apostou no equilíbrio e venceu o Flu por 2 a 0, gols de Lula e Carpegiani. A vaga para a final estava carimbada. E a Máquina Tricolor via o esquadrão vermelho acabar com a sua magia.

Zagueiro “iluminado”


Dono de melhor campanha que o rival da final, o Cruzeiro, o Internacional decidiu em sua casa o Brasileiro de 1975. O jogo, como não poderia deixar de ser, foi muito disputado. O Cruzeiro tinha feras em campo como Nelinho, Raul Plassmann, Piazza, Zé Carlos, Palhinha e Joãozinho. Em um jogo tão pegado, quem brilhou foi a zaga colorada. Manga pegou tudo e mais um pouco naquele jogo (inclusive um cruzamento de Nelinho com apenas uma mão) e Figueroa teve de usar todas as suas armas (todas mesmo!) para parar o veloz ataque cruzeirense. “Don Elías” foi ainda mais preciso no lance que decidiu a partida. O craque marcou, de cabeça, o gol do título colorado em um lance emblemático, em que um único feixe de luz do sol iluminou exatamente a cabeça do zagueirão, fazendo com que o gol ficasse conhecido como o “gol iluminado”. O Inter, pela primeira vez em sua história, era campeão nacional. Era, também, o primeiro clube gaúcho campeão brasileiro, deixando o rival Grêmio ainda mais raivoso. O artilheiro da competição foi o goleador colorado Flávio, com 16 gols. Era a glória tão sonhada que Figueroa queria com a camisa colorada. O Brasil era dele. E o futebol também.


Ano perfeito


Em 1976, Figueroa viu o Inter cair na Libertadores, que teria o Cruzeiro como campeão. Em compensação, no Brasileiro e no Gaúcho, a equipe colorada manteve sua hegemonia. O time sacramentou o hexa estadual e levantou o bicampeonato brasileiro, de novo em casa, ao derrotar o Corinthians por 2 a 0. O Internacional era bicampeão brasileiro, coroava seu futebol eficiente, brilhante e técnico, e colocava Falcão, Figueroa, Manga e Carpegiani no mais alto patamar dos grandes do futebol brasileiro e até mundial (no caso de Falcão e Figueroa). Naquele ano, Figueroa conquistou a Bola de Ouro da Revista Placar de melhor jogador do Campeonato Brasileiro, que se somou às quatro Bolas de Prata que ele já havia ganho em 1972, 1974, 1975 e 1976. O zagueiro também levou os prêmios de Melhor Jogador da América do Sul pelo El Mundo e de Jogador Mundial do Ano pela IFFHS e FIFA.

O bom filho a casa torna


Em 1977, com saudades da família e com certo receio de sua segurança em Porto Alegre, Figueroa decidiu voltar ao Chile para jogar no Palestino. Mesmo jogando num time desconhecido, Figueroa manteve a estrela vencedora e faturou a Copa do Chile de 1977 e o Campeonato Chileno de 1978, com o destaque para uma invencibilidade de 44 jogos do Palestino no país, um recorde até hoje. O zagueiro manteve o bom nível no clube chileno até 1980, quando decidiu seguir o caminho de outros grandes craques do futebol mundial, como Pelé, Carlos Alberto Torres e Beckenbauer, e jogar no futebol norte-americano, mais precisamente no Fort Louderdale Strikes, em 1981. O time fez uma boa campanha na Liga Nacional, Figueroa jogou ao lado do peruano Cubillas e do alemão Gerd Müller, mas não conquistou o título, caindo nas semifinais para o New York Cosmos. Depois da aventura na terra do Tio Sam, Figueroa voltou a jogar no Chile, no gigante Colo-Colo, onde encerraria a carreira.


A última Copa e o fim


Em 1982, Figueroa, com 35 anos, disputou sua terceira e última Copa do Mundo, na Espanha, sendo o primeiro jogador chileno a disputar três Copas na carreira (e voltando a um mundial depois de o Chile não disputar a Copa de 1978). O Chile foi novamente eliminado na primeira fase, sofrendo três derrotas em três jogos, mas só o fato de ter estado na Espanha valeu demais para o veterano craque. Depois da Copa, Figueroa encerraria a sua brilhante carreira em janeiro de 1983, após disputar um clássico contra a Universidad de Chile pelo Colo-Colo, time que venceria o Campeonato Chileno daquele ano, mas já sem Figueroa. Terminava ali a carreira do maior jogador chileno de todos os tempos, de um dos mais talentosos e primorosos zagueiros sul-americanos do século XX e, sem dúvida alguma, de um dos maiores craques do futebol mundial. Mesmo depois de ter se aposentado, Figueroa continuou a atuar no mundo esportivo, seja como comentarista, seja como assessor esportivo e até dono de escolinhas de futebol. O ex-craque continuou (e ainda continua) a receber prêmios, homenagens e lembranças que valorizam cada vez mais o seu futebol mágico e soberano, que será eterno, como o Don Elias. Um craque imortal.


Publicado no site Imortais do Futebol em 23 de agosto de 2012

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Meninas vestem rosa

“NÓS SABEMOS QUE SE NÓS DERMOS PODER ÀS MULHERES,

ELAS SÃO CAPAZES DE QUALQUER COISA.”

Até correr foi um ato de afirmação das mulheres.


Ontem, uma mulher correr uma maratona era considerado uma loucura.


Hoje, são outras loucuras que as "feministas" cometem para tentar mostrar que as mulheres - assim como os homens - podem ser o que elas quiserem ser.


A metáfora "meninas vestem rosa e meninos vestem azul" não é nada mais do que dizer que as mulheres, e os homens, têm seus lugares determinados na sociedade e não devem discutir esses papéis.


O da mulher é o de ser mãe, recatada e cuidar das tarefas do lar, além de se submeter aos homens.


É espantoso que uma mulher encarregada da pasta dos direitos humanos defenda essa ideia num país onde são alarmantes os índices de violência contra as mulheres e onde as mulheres ainda percebem salários 30% menores que os homens exercendo as mesmas funções.


Um retrocesso para dizer o mínimo.


Uma tristeza.

sábado, 11 de agosto de 2018

Vitório Soa Como Ironia



Nunca sonhei ser presidente de nada. 
Com uma exceção: presidente do Grêmio.

Sou de tal forma desastrado para administrar que estragaria qualquer empreendimento. E esse seria o objetivo, quebraria o Grêmio. E nem iria fazer sabotagem, apenas daria o meu melhor, como diriam os jogadores, e estaria feita a lambança. Eu tenho o dedo podre para negócio. Já vou avisando, que ninguém venha a ser o meu sócio!

Mas teria que ser um plano secreto, posto em ação desde criança. Atuaria como um infiltrado colorado na arena tricolor, um agente duplo para boicotar o plantel. Após ganhar a confiança com alguns títulos (jamais me arriscando a obter um Mundial, mesmo que isso significasse perder para Mazembe), não haveria mais descrença e oposição. Escolheria o técnico menos apropriado (de preferência, um estrangeiro calmo e educado), compraria os jogadores em fim de carreira, assumirias negócios suicidas como pagar 500 mil mensais ao meio-campista Anderson, e pouparia os craques da sequência de jogos. Em meses, o Grêmio estaria degolado, refém de barbáries mexicanas e gaudérias.

Engrandeceria as teorias conspiratórias planetárias, ao lado daquelas tradicionais de que o Anticristo poderia surgir do Vaticano e de que Obama é, na verdade, um alienígena.

Manteria a verdade escondida de todos, inclusive da esposa e dos filhos. Vejo como o plano perfeito. Mas no meu caso já é tarde, todos sabem de minha paixão pelo colorado. E todos sabem que essa paixão é para sempre. Trocamos de tudo, menos de time, a única paixão perpétua.


Lembrei do plano maquiavélico porque uma redundante ideia vem martelando o cérebro depois do cinco a zero que o Inter levou do Grêmio e da demissão injustificável de Aguirre três dias antes do clássico: outros podem ter realizado a fantasia no lado contrário e conseguido. 
Será que o Vitorio Píffero não é gremista? 
Isso explicaria muita coisa.

Texto de Fabrício Carpinejar.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Gigante da Beira Rio - Um Estádio Com Alma


ALVORADA COLORADA

Recordo como se fosse hoje, meu avô Mário soltando foguetes naquele amanhecer do dia 6 de abril de 1969, na Casa da Esquina. Não só ele. O estampido dos foguetes ecoava por toda a cidade, com a família colorada atendendo a um pedido da direção do Sport Club Internacional, o Clube do Povo.

Parabéns, meu Gigante, pelos 49 anos e por ter abrigado tantos bons momentos e títulos conquistados pelo meu glorioso Inter.

Foi também nessa casa que vivi fortíssimas emoções, quer de felicidades, quer de tristezas. Isso faz parte da vida.

Enfim!!! Deixo aqui minha homenagem a esta Casa de Espetáculos e meu agradecimento por tua acolhida!!!

sábado, 22 de abril de 2017

Incrível Profecia

A crônica abaixo foi escrita e publicada em 26 de outubro de 1999. Naquela oportunidade o Grêmio já havia sido rebaixado para a segunda divisão sete anos antes e conquistado a Libertadores da América e o Mundial no ano de 1983 (havia dezesseis anos).

O Inter, à época em que o comentarista esportivo publicou o presente artigo, nunca havia sido rebaixado para a divisão inferior. Em contrapartida, não tinha tido até então a mesma felicidade que o seu rival (Grêmio), que já ostentava a condição de campioníssimo. Isso somente veio acontecer sete anos depois (no ano de 2006), quando o Inter também sagrou-se campeão dessas competições, igualando-se ao Grêmio.

Quando se aproximava o final do campeonato brasileiro de 2016 e o risco de rebaixamento do Inter tornava-se cada vez mais evidente, eu me recordava dessa crônica, que havia lido dezessete (17) anos antes. E aquilo que estava nela escrito, infelizmente veio acontecer... como fora profetizado!!!

De consolo, tive apenas o fato (o texto não cogitou a possibilidade desse acontecimento se repetir) do Grêmio novamente ter sentido o calor do inferno (rebaixamento para a segunda divisão) muito antes da tragédia colorada.

C’est la vie!!!


Não sei se estou ficando louco com estas projeções que fazem sobre as possibilidades do Internacional descer à segunda divisão, mas o fato é que descobri num volume antigo de profecias a Centúria 432 de Nostradamus, Livro 6, que se assemelha muito com a situação vivida atualmente pelo futebol gaúcho.

Eis a profecia:

“Durante séculos litigarão nas proximidades das geleiras duas tribos, a dos três matizes e a de brasão purpúreo (vermelho). As legiões dos três matizes conhecerão a quase dizimação e, depois de lambidas pelas labaredas do inferno, dominarão o continente e serão agraciadas e reconhecidas no Oriente. A tribo do brasão purpúreo conhecerá também o calor dos infernos, mas se recobrará e ostentará também domínio continental e planetário”.

É impressionante esta profecia de Nostradamus que tenho aqui na minha frente. Muita gente pode acreditar que não se refere à dupla Gre-Nal e sim a nações que povoaram ou povoarão o mundo.

Mas em tudo parece ser a rivalidade Gre-Nal: “três matizes” é o mesmo que tricolor. “Brasão purpúreo” é a cor dominante do Internacional. Adapta-se também à profecia quando determina que “as legiões dos três matizes serão lambidas pelas labaredas do inferno”: foi o caso do Grêmio quando baixou para a segunda divisão, exatamente como descreveu Nostradamus.

Mais adiante a profecia fala que os três matizes “dominarão o continente (isto é, serão campeões da Libertadores) e serão agraciados e reconhecidos no Oriente (Tóquio)”.

E por fim prevê que o Internacional (brasão purpúreo) “conhecerá também o calor dos infernos (segunda divisão)”, mas se recobrará e acabará algum dia campeão da América e campeão do mundo.

Estou mostrando este velho livro de profecias em que descobri esta centúria de Nostradamus para os colegas daqui do jornal e eles quase não acreditam no que leem. É arrepiante! 
E tem uma aparência extraordinária com os fatos que já se desenrolaram e estão se desenrolando.

Para mim não resta dúvida de que Nostradamus previu que o Grêmio e o Inter baixariam à segunda divisão. E previu também que ambos seriam campeões da América e do mundo.

Sobre o Grêmio, toda a profecia de Nostradamus, já se cumpriu. 
Falta só o Inter cair para a segunda divisão e ganhar a Libertadores e o Mundial.

Tem mais uma coisa: pode ser que não seja este ano que o Inter caia para a segunda divisão, Nostradamus nunca se refere a datas em suas profecias.

Mas um dia vai cair.

O consolo é que é o mesmo Nostradamus quem afirma que um dia o Inter será campeão da América e do mundo.

E o Inter imitará o Grêmio. 
Quem viver verá.

É de arrepiar!


Coluna do jornalista Paulo Santana                                                                                                                                         
Publicada no Jornal Zero Hora, edição de 26 de outubro de 1999.