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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Reminiscências (*) 17

Nunca mais digo nunca
Nunca é muito tempo
O sempre também é

Vou dar um tempo
Vou dar tempo ao tempo

O tempo engole o vento engole tudo
Os bons e os maus momentos
Num gole o temporal

Vou dar um tempo
Vou dar tempo ao tempo.

Até o singular virar plural.
1989

Demorei muito pra entender
Algo escrito em todo lugar
Que eu não precisava te entender
Pois de nada iria adiantar

Dizer que o amor é cego
Me fazia interpretar algo doce
Algo que fortalecesse o apego
Mas infelizmente não! Antes fosse!

A cegueira me fazia “ver”
Acontecimentos que não queria crer
- Não tinha com que me preocupar, ela dizia.
Mas eu vivia uma ilusão e não sabia.
Outubro de 2013




A tal da recaída
Essa maldita
Por que dor tão doída?
Mas é algo que não posso reclamar
Eis que era algo que estava na escrita
No coração de quem não queria amar.

Essa ansiedade que me domina
Impede que eu viva melhor
Mesmo sabendo o que me fascina
Tenho a tristeza como marca maior
Sim! A felicidade há de tornar
Ainda nesse plano... num breve raiar.

Bons, ruins... enfim
Momentos sem fim
Mas nunca eternos
Com emoções, decerto.
Como pular em um abismo
Ou vagar perdido num deserto.

Ouvir a música que me faz lembrá-la
Durante cinco dias consecutivos,
Pensar em fazer as malas
E fugir deste Brasil nativo.
Por que a felicidade é tão exaltada
Se não podemos comprá-la?
15.10.13 às 3:50h


(*) Segundo Platão, "lembrança do que a alma contemplou em uma vida anterior, quando, ao lado dos deuses, tinha a visão direta das idéias."

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