sábado, 28 de janeiro de 2012

COM UM PARAFUSO A MENOS...

Eis o protagonista desta história

Sexta-feira, janeiro, P.Alegre. 
Verão. Costumeiramente se pega o carro e segue rumo ao litoral. Desta vez foi diferente. Destino: hospital. Estava prestes a sofrer novamente uma intervenção cirúrgica, desta vez para retirar o pino (parafuso). E no dia de São Sebastião, dirigi-me ao Hospital São Francisco. Não sei pq o “velhinho” lá em cima indiretamente interferiu na escolha do santo, já que a primeira cirurgia fora realizada no Hospital São José e sendo os hospitais interligados, a cirurgia foi realizada mesmo no Hospital Santa Clara.

Foram quase duas horas na sala de cirurgia (dizem) e confesso não senti nadica de nada, nem se me sacanearam durante minha letargia!  E isto me preocupava, sim! Digo isto, pois ao deitar-me na maca fui ameaçado pela pobre da anestesista, que tiraria enquanto sedado minha tatuagem do braço. Entenderam o pq do pobre, né??? (torcedora do Gaymio)
 Ao contrário de minha cirurgia anterior (colocação do pino) onde fiquei dois dias no hospital, e tentaram me afogar com tanto soro que me aplicaram - foram litros e litros, desta vez recebi alta no mesmo dia e fui repousar em casa.

Recordando, naquela oportunidade, notei o número excessivo de pessoas que estavam presentes na sala de cirurgia. A diversidade impressionava: torcida uniformizada (pareciam as “Iketes”. Déia, Marília, Nhá, lembram?) e outro grupo que pareciam ser adversários (time adversário???). O médico e anestesista estavam acompanhados de suas equipes, hierarquicamente organizadas: os crachás identificavam Office-boy (?), Auxiliares “A”, “B”, “C”, ... “Z”, além do Auxiliar-Chefe, seguido por fim pelo Estagiário-Residente, para cada um. Num canto, avistava dois serventes fazendo a faxina e noutro uma equipe de televisão. Ah!!! Se não me falha a memória havia ainda uma carrocinha de pipoca... ou seria de cachorro-quente??? Pura covardia, levando-se em conta que eu me encontrava seminu frente a todas aquelas pessoas mascaradas e vestidas dos pés à cabeça!!! Será que eu inalei demais aquele gás. Não é à toa que o Óxido Nitroso antigamente era denominado “gás hilariante”. Antes de me apagar, só me recordo de umas piadas que contavam e eu ria, ria.... riiiiaa muito!!! hahahahahahahahahaha
Entretanto, nesta segunda cirurgia, o “público” presente se assemelhava ao de um jogo entre Bangu x Olaria, o que decepcionou os “cartolas” do hospital. Terminado o jogo a respectiva platéia já não se encontrava quando voltei ao mundo. Minha retirada do pós-operatório (hospital), foi vetada pelo departamento médico, o que seria autorizado somente acompanhado de um responsável. Afinal de contas o que fizeram comigo nesta cirurgia que deixou-me incapaz a ponto de precisar estar acompanhado de pessoa “responsável”???

E por responsável na minha família entenda-se meu filho que diligentemente veio em meu resgate!

Já em casa e começando a cessar os efeitos anestésicos e analgésicos, veio pela primeira vez a necessidade de utilizar-me do braço e juntamente com ela vieram as dores.
PIOR!!!

Sabem aquelas Leis de Murphy onde tudo o que tu reza para que não aconteça... acontece???  Daquele cara que mal te cumprimenta, vem e dá o famoso tapinha nas costas??? E ainda por cima DOIS??? Deste tipo apareceu um monte; de formar fila!!!

É verdade!!! Passam pela cabeça soluções mágicas, como a de colocar uma aviso nas costas com os seguintes letreiros: “MANTENHA DISTÂNCIA”, “AFASTE-SE”,” KEEP OUT”, “NÃO-ME-TOQUE” ou “CAMPO REAL” (nesse último a população ficou  dividida)...
Enfim!!!

Hoje tenho ele (o parafuso) como decoração aqui em casa e espero apenas que eu não o rebaixe, parafusando-o inadvertidamente em alguma madeira de algum móvel. Mas daí não seria rebaixamento, já que fui taxado algumas vezes de “cara-de-pau”.... kkkkkkk

O foda disso tudo é que me divertia nas portas detectoras de metais e hoje to sentindo falta das discussões com guardinhas de Bancos, lojas, etc. E isso tinha que ser o Ike, né???  Hê! Hê!

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